Renê critica gramado do Maracanã, mas elogia efetivação de Marcão
Lateral foi titular na vitória por 2 a 1 sobre o Remo neste sábado (22)
O lateral-esquerdo Renê, do Fluminense, criticou o gramado do Maracanã após a vitória por 2 a 1 sobre o Remo neste sábado (22). Além disso, o jogador celebrou a efetivação de Marcão como técnico do Tricolor, anunciada pouco antes pelo presidente Mattheus Montenegro.
— No jogo do Palmeiras, estava complicado, um pouco difícil. Eu acho que hoje ainda estava um pouquinho pior. A gente teve uma dificuldadezinha ali, principalmente no aquecimento, a gente achou um pouco estranho o gramado. São muitos jogos, né? A gente tinha jogado na Argentina, com uma grama muito boa, voltou para cá e falou: "Pô, não… não é possível", mas a gente entende que é pela quantidade de jogos. Eu acho que o momento do gramado está um pouco crítico. Já esteve melhor e eu sinto que, do jogo do Palmeiras para cá, deu uma piorada. Se continuar nessa pegada, a tendência é piorar ainda mais — disparou.
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Ao comemorar a permanência do ex-auxiliar, o defensor também exaltou a parceria da comissão técnica com o zagueiro Thiago Silva, o "treinador dentro de campo".
— Estou feliz pelo Marcão. Acho que é um cara que tem uma história no clube, e isso ajudou muito nesse momento difícil quando ele assumiu. Ele conhece o clube, a torcida, o momento. É um cara que já tinha passado por isso várias vezes. E ainda tem essa amizade com o Thiago (Silva), que tem uma influência muito boa no jogo. Todo treinador escuta o Thiago, não só o Marcão, mas também o Zubeldía e os outros que passaram, sempre deram essa abertura para ele orientar, ajustar. É um cara que tem uma visão de jogo muito boa, ajuda sempre os jogadores e a comissão técnica. Eu acho que essa amizade entre ele e o Marcão ajudou nesse momento difícil — falou.
Desde a troca de Zubeldía por Marcão, o Fluminense venceu o Palmeiras, eliminou o Independiente Rivadavia na Libertadores e superou o Remo. A transformação passa diretamente pelo novo comandante, como reforçou Renê:
— Acho que o Marcão resgatou essa união da equipe com a torcida. A gente estava passando por um momento difícil, de desconfiança da torcida, e acho que os caras abraçaram. Acho que isso nos ajudou bastante. A torcida, pelo carinho que tem pelo Marcão e pelas outras vezes em que ele tinha ajudado a sair dos momentos difíceis, nos ajudou bastante. Espero que essa energia boa, essa parceria continue, e que a gente continue mostrando dentro de campo que a torcida pode confiar na gente, que vai dar tudo certo no final.
Confira outras respostas do lateral do Fluminense
Sequência do Fluminense com Marcão
— Acho que foi um momento complicado, bem nos jogos difíceis: contra o líder do campeonato e depois fora de casa contra um adversário que, até então, a gente não tinha conseguido ganhar na Libertadores. A gente sabia da pressão nesse jogo, mas se abraçou ali junto com o Marcão. Claro que, se estivesse o Zubeldía, a gente também teria se abraçado, mas tem hora em que as coisas não acontecem e uma mudança traz um ânimo. Todo mundo viu a possibilidade de jogar, o que ajuda bastante tanto quem está jogando como quem está fora. E se abraçar nesse momento foi o mais importante. Eu acho que não só pelo Marcão, mas por cada um. Como o Thiago falou, a gente tinha que se abraçar e correr um pelo outro. Graças a Deus, a gente conseguiu dar a volta por cima. E acredito que hoje foi o jogo mais difícil dos três, pela pressão depois de passar de fase, dá aquela sensação de dever cumprido e logo em seguida um jogo em casa contra uma equipe que, teoricamente, você acha que não vai fazer um jogo difícil, mas fez. Foi um jogo muito importante para a gente consolidar o nosso momento e trazer de vez a torcida para o nosso lado.
Duelo com o Remo
— O jogo começou um pouco estudado, o Remo baixou as linhas, mas a gente já esperava. Tivemos um pouco de dificuldade no terço final, tivemos que apelar muito para a jogada individual, principalmente do lado do Soteldo. Criamos algumas oportunidades, com possibilidades de chutes de fora da área. Infelizmente, tomamos um gol numa desatenção nossa, numa bola parada, em que o cara foi beber água e eles bateram rápido. Depois a gente tentou ajustar de novo, mas foi um primeiro tempo muito estudado, um pouco difícil. Eles baixaram muito ali, criaram muita dificuldade, às vezes uma linha de cinco ou de seis. Mas a gente sabia que dava para aproveitar alguns espaços, ajustamos no intervalo e estávamos confiantes de que dava para virar. Graças a Deus, conseguimos essa segunda vitória consecutiva, principalmente em casa.
Próximo jogo às 11h, contra o Athletico-PR
— É um jogo diferente, em que você tem que acordar mais cedo e o almoço acaba sendo o café. Eu tenho um pouco de dificuldade de comer assim que acordo, mas não tem o que fazer. Graças a Deus, pelo menos é num lugar que não é tão quente, é um lugar frio. Mas não tem desculpa, a gente tem que vencer fora de casa contra um adversário que está ali brigando por posição com a gente. Então, vamos nos concentrar, trabalhar essa semana. A gente treina mais ou menos no horário do jogo. Em casa, a gente já conseguiu algumas vitórias. Agora é hora de buscar a vitória fora de casa.
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