Marcão é efetivado como técnico do Fluminense: 'Vou me entregar por inteiro'
Presidente do clube fez anúncio após a vitória sobre o Remo, no Maracanã

Marcão é o novo técnico efetivo do Fluminense. Em pronunciamento após a vitória por 2 a 1 sobre o Remo, neste sábado (22), no Maracanã, o presidente tricolor, Matheus Montenegro, anunciou que o clube desistiu de ir ao mercado e optou por confiar no então auxiliar permanente para comandar a equipe, pelo menos até o fim da temporada.
Após o discurso do dirigente, foi a vez de o treinador conversar com a imprensa.
— Ser funcionário do clube é uma posição de grande responsabilidade. A gente tem um, dois jogos para mostrar tudo ou atender à expectativa de todos, da nossa torcida, da imprensa. O Marcão tem dois jogos e vai ser avaliado por isso, por um jogo. Então, a responsabilidade acaba aumentando. Mas estou aqui para isso, para tentar entregar o meu melhor. E vai ser assim até o final. O presidente me confiou mais uma vez essa oportunidade de estar aqui até o final do ano. Então, vou me entregar por inteiro para que o nosso torcedor continue feliz — disse.

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Questionado pelo Lance! sobre o estilo de jogo que projeta para o Tricolor, Marcão afirmou que pretende manter um DNA ofensivo:
— Um Fluminense que joga futebol. Acho que foi construída uma equipe para isso. O Marcão não pode sentar aqui agora e falar: "Vou tentar fazer um time de transição", porque a gente não tem jogadores com características só para transição. Acho que, pelas características dos jogadores que a gente tem, é um jogo apoiado, um time que joga futebol, um time alegre, leve e organizado. E acho que é isso que a gente enxerga da nossa equipe: tentar tirar o máximo deles, do que a gente imagina desse jogo, para realmente dar uma identidade à nossa equipe.
O treinador foi informado pela diretoria sobre a efetivação logo antes da partida contra o Remo e ligou para a esposa para dar a notícia tão sonhada. Agora, pretende celebrar com o restante da família.
— Mandei uma mensagem para a minha esposa agora, falando que já tinha conversado com o presidente. Ela respondeu muito feliz: "Você é capaz e vai dar tudo certo". Ainda não tinha falado com meus filhos e meus pais. A gente agradece muito a confiança da diretoria, o respeito e o carinho do nosso torcedor. Tenho recebido muitas mensagens de amigos, sempre com uma energia boa (...). Recebi também uma mensagem muito importante do Léo (Condé), treinador do Remo. (...) Tem coisas maravilhosas para acontecer nesse período. Agora é chamar a família e tomar um vinhozinho para relaxar antes de dormir — relatou.
Outras respostas de Marcão, técnico do Fluminense
Trabalho dos últimos dias
— No tempo que a gente teve de campo, que o fisiologista e os preparadores físicos nos deram, a gente entregou tudo que a gente imaginava. A gente reduziu tempo de campo em algum momento, corrigimos muita coisa com vídeo e eles (jogadores) compreenderam bastante. Foi bom, conversamos muito e tudo que a gente desenhou e organizou para os jogos, eles fizeram. Com cinco dias para trabalhar para o próximo jogo, a gente pode colocar alguma coisa mais específica, sim, para a gente se organizar melhor e estar preparado para uma sequência muito forte.
Vitória com apoio da torcida
— A gente fica feliz que, no final do jogo, o nosso torcedor estava acreditando, apoiando, mesmo com o empate, até o final. Essa é a identidade que a gente quer mostrar para a nossa torcida: que, em um momento adverso, pode contar com a gente. Que a gente vai brigar por uma bola, vai brigar pela segunda bola e, no final, todos nós ganhamos.
Oportunidades aos garotos da base
— Eles já vinham treinando no grupo e sabemos da capacidade dos atletas: Júlio Fidelis, Riquelme, Wesley... Hoje tiveram oportunidade de entrar (Fidelis e Riquelme) e só fizeram o que já fazem no treinamento. A gente tem dois laterais que vão revezando, mas precisamos do Júlio, com o Guga suspenso e o Samuel lesionado. Ele entrou e correspondeu. Sempre que puder oportunizar, vamos. Riquelme, da mesma forma. Ele treinou bem e vimos que poderíamos utilizá-lo em jogos dessa grandeza. A gente conta com todo mundo, dos meninos de Xerém à rapaziada que está no profissional.
Aproveitamento de Hulk
— A gente sabe que o Hulk já jogou pelo lado, já jogou como segundo atacante. Teve um momento do jogo em que eu cheguei a pensar também em colocar um segundo homem ali, mas conseguimos fazer o gol e mantivemos. O Hulk tem evoluído. É lógico que é uma característica dele sair um pouquinho. Inclusive, eu disse para ele nesse jogo que poderia sair um pouco mais para carimbar essa bola, porque os zagueiros dificilmente vão sair. Ele está fazendo isso um pouco melhor, dando espaço para os nossos extremos penetrarem.
Trabalho com Zubeldía
— Nessa função, a gente tem aprendido com todos os treinadores que passam pelo clube. De verdade, a gente tenta pegar um pouquinho de cada um. Mas, particularmente, a gente também faz uma análise em casa. Eu tive um relacionamento muito próximo com o Zubeldía. A comissão dele foi fantástica em relação à nossa comissão técnica permanente, deixava a gente muito à vontade para expressar o que achava, e a experiência foi muito boa. É lógico que, em algum momento, há uma discordância, mas é uma discordância normal. Ele é o treinador. Mas a gente precisa ter alguma coisa que é nossa, algo que você acha que, se naquele momento não está funcionando, pode tentar utilizar.
Mudanças em relação ao trabalho anterior
— A gente já estava fazendo uma leitura em relação ao Ganso. Era um momento em que a gente não podia tanto "trocar socos" com os adversários. Acho que o Paulo dá um pouco de controle para a gente, organização. É um jogo mais cadenciado, e, nesse momento, nossa equipe precisava de um jogo mais cadenciado para se organizar tanto ofensivamente quanto defensivamente. E o Paulo entrega isso muito bem. Nossas linhas estão mais próximas, defensivamente estamos mais equilibrados e temos a confiança de que, quando estamos com a bola, a gente joga. E nem por isso deixamos de atacar, de ser ofensivos, de querer o jogo. Acho que hoje tivemos bastante oportunidade, mesmo com uma criação mais de linha baixa. E foi o que tentamos fazer, conversando com a nossa comissão técnica e com os jogadores. Eles entenderam isso, colocamos no papel, colocamos em campo e eles responderam muito bem.
Possibilidade de receber reforços na janela
— Jogador de qualidade, jogador que vai agregar, é sempre bom. A gente não escolhe peça. Temos o exemplo do Igor Rabello, que a princípio não vinha tendo oportunidade, mas em algum momento precisamos dele. Ele não estava indo para os jogos, entrou e correspondeu. Por isso, a nossa confiança é grande no elenco que a gente tem. Mas, se o presidente achar que virá um jogador para contribuir, um bom jogador, vai ser muito bem-vindo ao grupo e vai nos ajudar também.
Retomada de confiança dos jogadores
— No jogo contra o Rivadavia, no Maracanã, estava todo mundo cabisbaixo, preocupado e, de uma hora para a outra, a situação virou. Porque eles (jogadores) viraram. Eles fizeram isso e, em muito pouco tempo, retomaram a confiança do nosso torcedor, que hoje compareceu, confiou e acreditou. Quando eles estão juntos com os jogadores, fica muito difícil o Fluminense ser batido no Maracanã. Que até o final do ano continue aquela energia que a gente tem lá de cima com eles, na Libertadores e no Brasileiro. Que venham aqui, cantem até o final e façam a diferença.
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