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Análise: Fluminense sofre com pressão do Flamengo e encontra pouco espaço para atacar no Fla-Flu

Com time misto, Tricolor teve dificuldades para superar a pressão rubro-negra

PorBernardo Pinho•Rio de Janeiro (RJ)
12/10/2026 05:50
Fluminense entrou com time misto contra o Flamengo
Fluminense entrou com time misto contra o Flamengo (Foto: Marina Garcia/Fluminense)

O Flamengo quis mais o Fla-Flu que o Fluminense neste domingo (11). E havia motivos para isso. Com o Palmeiras na cola pela liderança do Brasileirão, Leonardo Jardim precisava da vitória e escalou o que tinha de melhor à disposição. Na arquibancada, o cenário também favoreceu o Rubro-Negro, mandante do clássico, que teve maioria no Maracanã. Do outro lado, um Fluminense que entrou com sete mudanças em relação ao time que venceu o Coritiba e a cabeça dividida com a semifinal da Libertadores. A derrota por 1 a 0, porém, não pode ser explicada apenas pela diferença de prioridades.

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Dentro de campo, o Flamengo conseguiu executar melhor sua proposta. A pressão alta dificultou a saída de bola do Fluminense, e as subidas constantes de Varela e Alex Sandro obrigaram Canobbio e Soteldo a recuar demais. O resultado foi um Tricolor que até conseguiu trocar passes, mas encontrou poucos caminhos para chegar com perigo no ataque.

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Fluminense teve posse, mas faltou profundidade

O Fluminense terminou a partida com 56% de posse de bola, número que não traduz a dificuldade da equipe para criar oportunidades. O Flamengo finalizou 17 vezes, contra 12 do Tricolor, e teve quase o dobro de ações com a bola dentro da área adversária.

A explicação passa pela organização do time de Leonardo Jardim sem a bola. Como é de praxe, o Flamengo pressionava a saída tricolor e procurava reduzir o tempo de decisão dos zagueiros e meio-campistas. Martinelli foi quem mais conseguiu oferecer uma alternativa, aproximando-se da defesa e utilizando sua capacidade de condução para superar a primeira linha de marcação, mas pouco adiantou.

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Canobbio e Soteldo não conseguiram contribuir ofensivamente. Com Varela e Alex Sandro avançando constantemente, os dois atacantes precisavam acompanhar as movimentações dos laterais até o campo de defesa. A estratégia ajudava a proteger os corredores, mas cobrava um preço alto na construção ofensiva.

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Nas poucas vezes em que Martinelli conseguia escapar da pressão e receber de frente para o campo adversário, faltavam opções para acelerar. O mesmo acontecia quando Lucho Acosta encontrava espaço entre as linhas. Os pontas estavam longe demais do ataque para oferecer profundidade ou explorar as costas dos laterais rubro-negros.

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O Fluminense, em alguns momentos, conseguiu sair da pressão alta, mas não tinha jogadores posicionados para transformar essa vantagem em contra-ataque. A bola acabava voltando para trás ou circulando lateralmente, permitindo que o Flamengo reorganizasse a marcação.

Isolado em muitos momentos, Castillo encontrou dificuldades para receber em condições de finalizar. Quando saía da área para participar da construção, com muita dificuldade, faltava presença ofensiva para ocupar o espaço deixado pelo centroavante.

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Mudanças melhoraram o ataque, mas não evitaram derrota

O Fluminense passou a criar mais perigo com as entradas de Ganso e Serna, aos 15 minutos do segundo tempo. Pouco depois, uma jogada construída pelos dois terminou em finalização de Martinelli, defendida por Rossi. Foi uma das melhores oportunidades do Tricolor.

A melhora, porém, foi "brecada" pelo gol de Carrascal. Após cruzamento de Lucas Paquetá, o colombiano apareceu livre para finalizar e colocar o Flamengo em vantagem.

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Marcão ainda lançou Hulk e Savarino, e o Fluminense passou a ocupar mais o campo de ataque. Na reta final, Wesley Natã criou uma boa oportunidade para Serna, que desperdiçou a chance de empatar.

É difícil analisar o clássico e o desempenho tricolor sem falar da arbitragem de Rafael Klein. No primeiro tempo, Pulgar merecia ter sido expulso por entrada no joelho de Castillo. Acabou com um cartão amarelo. Na segunda etapa, Alex Sandro fez pênalti em Savarino, ignorado pela arbitragem.

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Marcão conseguiu preservar jogadores importantes e manter o Fluminense competitivo diante do líder do campeonato. Defensivamente, o time conseguiu suportar boa parte da pressão rubro-negra. Faltou, no entanto, encontrar uma solução para atacar.

Ao final da partida, torcedores presentes no setor sul do Maracanã não vaiaram o time. Pelo contrário, entoaram o canto de "Vamos tricolores, chegou a hora, vamos ganhar a Libertadores". Completamente alinhados com o planejamento do Fluminense, que não priorizou o Fla-Flu.

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O Tricolor volta a campo na quarta-feira para enfrentar o Palmeiras pelo jogo de ida da semifinal da Libertadores.

Samuel Lino e Martinelli em ação durante Flamengo e Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro
Samuel Lino e Martinelli em ação durante Flamengo e Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro (Foto: Jorge Rodrigues/AGIF/Folhapress)
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