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Flamengo tem queda no aproveitamento no pós-Copa, mas números mostram desempenho semelhante

Estatísticas demonstram rendimento parecido, mas maior dificuldade de transformá-las em resultados

PorMauricio LuzRio de Janeiro (RJ)
14/08/2026 13:52
Leonardo Jardim à beira do campo durante duelo entre Flamengo e Cruzeiro
Leonardo Jardim à beira do campo durante duelo entre Flamengo e Cruzeiro pela Libertadores (Foto: Adriano Fontes / Flamengo)

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O Flamengo piorou o aproveitamento após a parada para a Copa do Mundo, mas os indicadores de desempenho da equipe de Leonardo Jardim permanecem próximos aos registrados antes da pausa. Em cinco jogos no pós-Copa, o Rubro-Negro tem 60% de aproveitamento, contra 71,2% nos 22 jogos anteriores sob o comando do português. Por outro lado, a média de gols, a criação de grandes chances e os números defensivos mostram pouca alteração no rendimento do time.

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A principal diferença, contudo, está nos resultados. O Mais Querido ainda não perdeu no período pós-Copa, mas acumulou uma sequência maior de empates (com São Paulo, Internacional e Cruzeiro) o que reduziu o aproveitamento. Em uma amostra de apenas cinco partidas, a quantidade de pontos deixados pelo caminho tem impacto maior sobre o percentual.

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Flamengo mantém produção ofensiva

Nos cinco jogos após a Copa do Mundo, o Flamengo mantém a mesma média de gols por jogo desde o início de trabalho de Leonardo Jardim: 1,8 por partida nos dois recortes. O volume de grandes chances também sofreu pouca alteração: passou de 2,9 por jogo antes do Mundial para 2,8 depois da pausa.

A eficiência nas finalizações apresentou leve melhora. Antes da interrupção, o Rubro-Negro precisava de 9,0 finalizações para marcar um gol. No pós-Copa, a média caiu para 8,7. A conversão de grandes chances também subiu, de 37% para 40%.

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O principal aumento ocorreu na posse de bola. O Flamengo passou de 56% para 61,2% no período posterior à Copa do Mundo. O dado indica que a equipe passou a controlar mais o território, mesmo sem transformar esse domínio em uma quantidade maior de gols.

Métrica OfensivaPré-Copa (22 jogos)Pós-Copa (5 jogos)Variação / Tendência

Gols Pró / Jogo

1,8

1,8

Estável

Grandes Chances / Jogo

2,9

2,8

Estável

Conversão em Gols

37%

40%

Ligeira melhora

Finalizações p/ Marcar

9,0

8,7

Ligeira melhora

Posse de Bola

56,0%

61,2%

Maior domínio

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Solidez defensiva também segue o padrão

Os números defensivos seguem a mesma tendência. O Flamengo sofreu, em média, 0,8 gol por jogo antes da pausa e reduziu o índice para 0,6 no período posterior.

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A dificuldade imposta aos adversários para marcar também aumentou. Antes da Copa, os rivais precisavam de 15 finalizações para fazer um gol. Depois da pausa, a média passou para 17. No mesmo sentido, a quantidade de grandes chances cedidas teve pouca alteração, passando de 1,2 para 1,1 por partida.

Outro dado relevante é que o Flamengo ainda não perdeu após a retomada dos jogos. A queda no aproveitamento, portanto, está relacionada aos três empates, e não a uma sequência de derrotas.

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Resultado não acompanha os indicadores

A comparação mostra uma diferença entre o desempenho medido pelos indicadores e a pontuação obtida pelo Flamengo. O time mantém a média de gols, cria praticamente o mesmo número de grandes chances, melhora a eficiência das finalizações, aumenta a posse de bola e sofre menos gols.

O aproveitamento, por outro lado, caiu de 71,2% para 60%. A amostra menor do pós-Copa também faz com que cada resultado tenha peso maior no percentual.

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Os números, portanto, não apontam para uma mudança significativa no funcionamento da equipe de Leonardo Jardim. O principal problema no período é transformar o desempenho apresentado nas partidas em vitórias. A estrutura ofensiva e defensiva permanece próxima da registrada antes da pausa, enquanto os empates explicam a diferença entre os dois momentos.

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Leonardo Jardim à beira do campo durante duelo entre Flamengo e Cruzeiro
Leonardo Jardim à beira do campo durante duelo entre Flamengo e Cruzeiro pela Libertadores (Foto: Adriano Fontes / Flamengo)

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