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Flamengo aprova reforma estatutária e institucionaliza modelo de gestão profissional

Proposta estabelece diretoria formada por executivos remunerados e cria novas regras de governança.

PorLucas BayerRio de Janeiro (RJ)
15/09/2026 21:25

O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou, na noite desta terça-feira (15), a reforma estatutária que prevê a institucionalização de um modelo de gestão profissional no clube. A proposta foi elaborada pela Comissão Permanente de Estatuto a partir do projeto denominado "Profissionalismo", apresentado originalmente pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o BAP.

A votação teve como base um texto substitutivo elaborado a partir das sugestões apresentadas pelos associados. Ao todo, 15 blocos de emendas, com 98 propostas, foram analisados. Cerca de 75% das sugestões foram incorporadas, total ou parcialmente, à versão final. A proposta foi aprovada por 92% dos 696 conselheiros que participaram da votação e agora passa a fazer parte do Estatuto do Flamengo.

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Como funcionará o modelo de gestão profissional

A reforma estabelece uma divisão mais definida entre as funções de governança, supervisão e execução dentro do Flamengo. A administração cotidiana do clube ficará sob responsabilidade de uma Diretoria Profissional, formada por executivos remunerados e escolhidos com base em critérios técnicos.

A estrutura terá duas principais lideranças: o Diretor-Geral, responsável pela gestão corporativa, e o Diretor de Futebol, que ficará à frente do futebol profissional e das categorias de base.

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A reforma também cria o Conselho Gestor (COGE), responsável por acompanhar e supervisionar a atuação da diretoria. Entre suas atribuições estarão a avaliação de estratégias, metas, indicadores, riscos, estrutura organizacional e gestão de pessoas.

Na prática, o novo modelo estabelece uma separação entre os responsáveis pelas funções de governança e aqueles que ficarão encarregados da operação cotidiana do clube.

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Bap, presidente do Flamengo
Bap, presidente do Flamengo (Foto: Divulgação/Flamengo)

Reforma cria novas regras de governança

Entre as mudanças aprovadas estão a criação de Políticas de Governança e de novos instrumentos de planejamento. A proposta prevê a combinação do orçamento anual com um plano estratégico de três anos, uma visão de cinco anos e indicadores para acompanhar a performance institucional.

O texto também estabelece novas regras relacionadas ao nepotismo e à participação de associados que tenham ocupado cargos eletivos na estrutura profissional do clube.

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A reforma prevê restrições e períodos de quarentena antes que esses integrantes possam ingressar na Diretoria Profissional.

Flamengo continuará como clube associativo

A reforma estatutária não prevê a transformação do Flamengo em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O clube continuará sendo uma associação civil pertencente aos seus associados.

O Conselho Deliberativo seguirá como instância máxima para as deliberações estruturantes previstas no estatuto e passará a ter novas atribuições, como a aprovação das Políticas de Governança.

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O Conselho de Administração manterá suas funções e passará a participar da revisão prévia dessas políticas. Já o Conselho Fiscal continuará responsável pela fiscalização econômico-financeira do Flamengo.

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