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Conselho do Flamengo vota proposta de gestão profissional nesta terça; veja mudanças

Reforma prevê mudanças na estrutura administrativa e cria uma Diretoria Profissional

PorLucas BayerRio de Janeiro (RJ)
15/09/2026 07:00

O Conselho Deliberativo do Flamengo vota nesta terça-feira (15) uma proposta de reforma estatutária que prevê a institucionalização do modelo de gestão profissional no clube. O texto foi elaborado pela Comissão Permanente de Estatuto a partir da proposta denominada "Profissionalismo", apresentada originalmente pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o BAP.

A proposta será analisada pelos conselheiros por meio de um Texto Substitutivo, construído após a avaliação de sugestões apresentadas por associados. De acordo com o clube, foram analisados 15 blocos de emendas, que reuniram 98 propostas. Cerca de três quartos das sugestões foram incorporadas total ou parcialmente ao texto final.

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Como funcionaria o modelo de gestão profissional idealizado pelo Flamengo

O texto prevê uma divisão mais definida entre as funções de governança, supervisão e execução. A administração cotidiana do Flamengo ficaria sob responsabilidade de uma Diretoria Profissional, formada por executivos remunerados e escolhidos com base em critérios técnicos.

A estrutura proposta teria duas principais lideranças: o Diretor-Geral, responsável pela gestão corporativa, e o Diretor de Futebol, que ficaria à frente do futebol profissional e das categorias de base.

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A reforma também prevê a criação de um Conselho Gestor (COGE), que teria a função de acompanhar e supervisionar a atuação da diretoria. Entre suas atribuições estariam a avaliação de estratégias, metas, indicadores, riscos, estrutura organizacional e gestão de pessoas.

Na prática, o modelo estabelece uma separação entre quem exerce funções de governança e quem fica responsável pela operação cotidiana do clube.

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Sede do Flamengo na Gávea
Sede do Flamengo na Gávea (Foto: Lucas Bayer / Lance!)

Proposta prevê novas regras de governança

Entre as mudanças previstas no texto estão a criação de Políticas de Governança e de instrumentos de planejamento. A proposta estabelece a combinação do orçamento anual com um plano estratégico de três anos, uma visão de cinco anos e indicadores para acompanhamento da performance institucional.

Outra mudança envolve as regras relacionadas ao nepotismo e à participação de associados que tenham ocupado cargos eletivos na estrutura profissional. A proposta estabelece novas restrições e períodos de quarentena antes do ingresso desses integrantes na Diretoria Profissional.

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Flamengo seguirá como clube associativo, sem SAF

A reforma não prevê a transformação do Flamengo em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Caso aprovada, a mudança manterá o clube como uma associação civil pertencente aos seus associados.

O Conselho Deliberativo continuará como instância máxima para as deliberações estruturantes previstas no estatuto. O órgão também passaria a ter novas atribuições, como a aprovação das Políticas de Governança.

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O Conselho de Administração manteria suas funções e passaria a participar da revisão prévia dessas políticas. Já o Conselho Fiscal continuaria responsável pela fiscalização econômico-financeira.

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