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Análise: triunfo contra o Vitória é golpe duro em esquema com dois pontas no Cruzeiro

A Raposa venceu partida importante antes da pausa para a Data Fifa

PorEduardo StatutiBelo Horizonte (MG)
21/09/2026 06:15
Arroyo comemora gol ao lado de Felipe Morais
Arroyo comemora gol ao lado de Felipe Morais (Foto: Celo Gil/Cruzeiro)

O jogo contra o Santos na Vila Belmiro mostrou que povoar o meio de campo não é solução para todos os cenários. Porém, o duelo contra o Vitória, no Barradão, demonstrou que a formação do Cruzeiro com dois pontas não é a mais adequada para o momento da equipe.

É comum que em uma temporada haja desencaixes e que o técnico demore um pouco para encontrar novas opções. Com a saída de Christian, Artur Jorge viu uma peça fundamental em seu esquema deixar a Toca da Raposa. Os últimos jogos indicam que a melhor saída, no momento, é abandonar o 4-3-3.

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Artur Jorge voltou ao 4-3-3 no primeiro tempo

Com Wesley de volta ao time titular e Mateus Henrique em campo, a Raposa voltou a ter um ataque mais previsível. Os laterais avançavam, os pontas centralizavam e Kaio Jorge tinha liberdade. Assim, a superioridade ofensiva permitia aos mineiros trocar passes, mas agredir pouco. Nos primeiros 45 minutos, o Cruzeiro fez apenas quatro chutes, um no gol, e criou 0.15 de xG.

Mas esse não é o principal problema da formação. Gerson foi o jogador que recuou para formar a linha de três na construção das jogadas com os zagueiros. Dessa forma, apenas Zé Lucas e Matheus Pereira poderiam apoiar, mas o 10 ficou mais próximo da área e o meia jovem caiu mais pela direita. O resultado era uma grande dificuldade para sair da defesa.

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Com essa dificuldade, o Vitória conseguiu, em algumas ocasiões, fazer a defesa mineira recuar. No lance do gol rubro-negro, uma ultrapassagem pelo lado esquerdo fez Zé Lucas perder momentos de atenção, o que permitiu que Matheuzinho avançasse para Renê, que, com combate atrasado de Rojas, acertou belo chute e abriu o placar.

Cruzeiro volta ao 4-4-2 e melhora no segundo tempo

Na volta dos vestiários, Artur Jorge sacou Wesley e colocou Felipe Morais em campo. Com isso, a equipe teve mais presença nos primeiros 20 minutos do segundo tempo e virou o jogo. Foi nesse momento que brilhou a estrela de Keny Arroyo.

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O atacante marcou o primeiro gol da Raposa e deu assistências para os outros dois. No segundo tento celeste, atacou em profundidade pela direita e passou para Villalba, na entrada da área. No terceiro, puxou contra-ataque para Matheus Pereira fechar o placar.

A dez minutos do fim, Artur Jorge modificou o esquema novamente com a entrada de Fabrício Bruno no lugar de Gerson. Segundo o treinador, a ideia foi contar com mais um atleta para as bolas aéreas, mas liberar João Marcelo para apoiar a saída de bola junto com Matheus Henrique.

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Porém, o fato é que o Cruzeiro recuou as linhas depois do gol marcado e passou por sufoco na reta final. A decisão de Artur Jorge, ao observar as bolas lançadas na área e o baixo aproveitamento da equipe nas bolas aéreas (venceu apenas 32% no jogo), foi reforçar a defesa.

Estatísticas do Cruzeiro no 1 e no 2 tempo contra o Vitória
Estatísticas do Cruzeiro no 1 e no 2 tempo contra o Vitória (Foto: Reprodução)

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