ANÁLISE: Cruzeiro não é brilhante, mas consegue vitória importante antes de decisão
A Raposa soube lidar com um jogo desconfortável no Mineirão

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Depois de um jogo em que perdeu mesmo criando mais chances, contra o Botafogo, o Cruzeiro voltou a vencer no Brasileirão em uma partida cujo resultado não reflete bem o que aconteceu no Mineirão.
No entanto, mais uma vez a equipe comandada por Artur Jorge soube enfrentar as adversidades e também teve o brilho das individualidades para resolver um duelo em que a coletividade não foi convincente.
Para o duelo contra o Mirassol, a Raposa teve várias novidades e três estreias. Artur Jorge deu folga a Fabrício Bruno, Gabriel Rojas e Gerson. Com isso, Zé Lucas estreou e fez bom jogo no Mineirão, mostrando muita personalidade mesmo quando errava.
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Cruzeiro fez seu jogo menos criativo dentro de casa com Artur Jorge
Contra o Mirassol, a Raposa criou chances para fazer menos de um gol, com 0,68 na estatística de gols esperados (xG). Esse é o pior número da equipe sob comando de Artur Jorge no Mineirão e o quinto pior geral. No entanto, nos cinco jogos em que menos criou, o Cruzeiro não perdeu.
Mas a falta de criatividade em Belo Horizonte se deveu muito mais à postura dos paulistas. Desde o apito inicial, o time comandado por Rafael Guanaes buscou pressionar bastante a saída de bola mineira, com até oito jogadores no campo de ataque realizando a marcação.
Com isso, o Cruzeiro precisou recuar mais jogadores e saiu da habitual saída com três companheiros. Contra o Mirassol, o Cabuloso tentou se desvencilhar da marcação saindo em 3-5-1 e se defendia em 4-4-2, com Matheus Pereira e Bruno Rodrigues prontos para contra-atacar.
Como resultado, a Raposa tentou mais bolas longas do que normalmente executa com Artur Jorge, com 53 passes desse tipo. Curiosamente, houve mais bolas longas do que participações de Matheus Pereira, que teve 44 ações com a bola no jogo, recuando e pisando menos no ataque. Ainda assim, o camisa 10 fez dois passes decisivos.
Figura da falta de criatividade celeste foi a grande atuação dos defensores. João Marcelo marcou, Fagner participou de dois gols, e Villalba de um. Enquanto isso, Arroyo e Kaique Kenji fizeram partidas apagadas.

Alterações de Artur Jorge mudaram o jogo
Apesar da carência de criatividade, Artur Jorge foi decisivo em suas alterações. O treinador teve coragem de colocar em campo dois jogadores que sequer foram apresentados oficialmente (Wesley e João Costa) e usou seu trunfo, Kaio Jorge.
Em cerca de 30 minutos em campo, o atacante foi certeiro e decidiu o jogo no Mineirão. Fagner fez bom lançamento pela direita, mas o atacante teve calma para cortar a marcação e chutar com o pé esquerdo, que não é o preferencial. Além disso, para se ter ideia da qualidade da finalização, o chute tinha xG de 0,18 e xGOT de 0,68. Ou seja, a finalização superou a oportunidade.
Estreante, Wesley mostrou suas credenciais. Ele teve 18 ações com a bola, acertou dois de três dribles, perdeu a posse em três ocasiões e marcou um golaço. O ponta demonstrou que pode pecar pelo excesso de coragem, mas não pela omissão.

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