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MP explica investigação e possível intervenção judicial no Corinthians

Promotores comentaram o andamento do inquérito e os próximos passos diante das manifestações

PorGuilherme LesnokSão Paulo (SP)
19/08/2026 19:23
Atualizado há 0 minutos
André Pascoal e Luiz Ambra Neto
André Pascoal e Luiz Ambra Neto, promotores do Ministério Público de São Paulo (Foto: Guilherme Lesnok/Lance!)

Os promotores do Ministério Público do Estado de São Paulo Luiz Ambra Neto e André Pascoal concederam uma coletiva de imprensa após manifestações de torcedores do Corinthians em frente à sede da entidade, no centro de São Paulo.

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O principal objetivo do ato foi pressionar o Ministério Público, que investiga documentos e questões relacionadas a ex-dirigentes do Corinthians, além de pedir a nomeação de um interventor. O clube soma quase R$ 3 bilhões em dívidas.

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— É um termômetro muito interessante para avaliarmos o impacto que isso causa na sociedade e na torcida corintiana. Principalmente para frisar a nossa legitimidade, para demonstrar que nós podemos fazer essa investigação e mostrar que isso interessa a um número gigantesco de pessoas — explicou Luiz Ambra Neto.

— Para efeito prático, não interferiu na nossa investigação (manifestação). A transparência é importante em um caso como esse. Sabemos de toda a aflição da torcida com essa situação que está acontecendo — completou André Pascoal.

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A investigação conduzida pelo Ministério Público deve avançar por pelo menos mais dois meses, segundo a avaliação dos promotores responsáveis pelo caso. Com isso, o encerramento do procedimento pode ocorrer perto do período eleitoral do Corinthians, marcado para o fim deste ano.

O trabalho de análise dos documentos ganhou andamento em maio, depois que o Conselho Superior do MP decidiu pela continuidade do inquérito. Na semana passada, o presidente Osmar Stabile também foi ouvido pelos promotores e apresentou esclarecimentos sobre assuntos ligados à administração do Corinthians.

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— Não é possível, no presente momento, reportar o que temos de apuração. Se já tivesse concluído, certamente iríamos nos manifestar, seja para um lado, seja para outro. Não podemos fazer esse juízo de valor, nem divulgar o que temos de informações — disse Luiz Neto.

— Não há qualquer possibilidade de fazermos juízo de valor em relação a esta situação (data eleições). Nossa atuação não tem caráter político; vamos ter uma atuação absolutamente técnica. Se, eventualmente, essa apuração, que é complexa, for concluída antes, é possível. Caso entendamos que é caso de uma ação judicial para uma intervenção judicial, pode, sim, ser antes. Não há nem a certeza de que haverá essa ação; isso depende de toda a nossa apuração — seguiu.

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Torcidas do Corinthians se unem por intervenção judicial
Torcidas do Corinthians se unem por intervenção judicial. (Foto: Guilherme Lesnok/Lance!)

Os promotores também explicaram que uma eventual intervenção judicial teria como objetivo auxiliar na regularização do clube, e não puni-lo.

— A intervenção judicial não é uma sanção. Esse procedimento não aprecia a possibilidade de aplicar sanções. Na realidade, é um procedimento que busca tutelar os interesses do clube. Se, eventualmente, chegarmos a uma intervenção judicial, a ideia é tomar providências para que o clube possa regularizar os pontos que não estiverem de acordo e voltar a seguir com suas próprias pernas — afirmou Luiz Ambra Neto.

Outras manifestações estão marcadas

As torcidas também programaram uma mobilização para quinta-feira (20), dia do compromisso do Corinthians pela Libertadores. A intenção é apoiar os jogadores antes da partida, mas também realizar protestos nas arquibancadas.

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A principal manifestação está prevista para sábado (22), em frente ao Parque São Jorge, a partir das 10h. As organizadas convocaram os torcedores para pedir mudanças e a saída de dirigentes que, na avaliação do grupo, prejudicam o Corinthians.

— Mas o importante é nós aqui encostarmos nos protestos. Quem puder encostar. A gente sabe que é difícil. Sábado, amanhã, a gente vai ter um protesto muito grande. A gente tem que colocar ali minimamente 30 mil pessoas, 10 mil pessoas, 15 mil, 100 mil pessoas. As pessoas estão indignadas de alguma maneira. Encostar no Parque São Jorge, estar unido. Ninguém larga a mão de ninguém nesse momento — comentou Alexandre Domênico Pereira, presidente da Gaviões da Fiel.

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