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Negociando com Corinthians, Fatal Model detalha disputa com bets: 'Não temos musculatura'

Empresa avalia cenário para assumir espaço na camisa alvinegra

PorGuilherme Lesnok•São Paulo (SP)
02/10/2026 07:00
Executivo Samuel Ongaratto
Samuel Ongaratto, CBO (Chief Business Officer) da Fatal Model (Foto: Reprodução/Instagram)

A Fatal Model ainda não tem uma definição sobre a proposta de R$ 120 milhões para assumir o patrocínio máster do Corinthians. A empresa já discutiu internamente a oferta com o clube e, neste momento, avalia os próximos passos da negociação pelo espaço principal da camisa.

Em entrevista exclusiva ao Lance!, Samuel Ongaratto, CBO (Chief Business Officer) da Fatal Model, explicou o estágio das conversas com o Corinthians e detalhou as condições da proposta. O executivo também falou sobre a possibilidade de a Fatal Fans permanecer no calção caso a empresa assuma o espaço máster.

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A oferta foi apresentada em meio às restrições impostas pelo governo federal às casas de apostas, que atingem também os patrocínios esportivos. O movimento abriu espaço para empresas de outros segmentos disputarem propriedades que atualmente são ocupadas pelas bets no futebol brasileiro.

No caso do Corinthians, a Fatal Model ofereceu R$ 120 milhões por um contrato de um ano para estampar sua marca no espaço máster da camisa. A proposta não prevê a substituição da Fatal Fans, empresa pertencente ao Grupo Fatal Model que atualmente possui contrato com o clube para exposição no calção da equipe masculina, além de investimentos nas equipes feminina e nas modalidades de basquete e futsal.

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Proposta estruturada para 12 meses

A Fatal Model optou por apresentar um contrato de apenas um ano por considerar que esse período está dentro da capacidade financeira da empresa. Segundo Ongaratto, o valor oferecido ao Corinthians é compatível com a estrutura que a companhia possui atualmente.

— A proposta foi estruturada nesse formato porque é um investimento que está dentro da capacidade financeira da Fatal Model atualmente. É um valor que a empresa tem estrutura para bancar dentro de um período de 12 meses — explica.

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A Fatal Model já teve uma conversa interna sobre a proposta apresentada ao Corinthians, mas ainda não há uma resposta definitiva do clube. De acordo com Ongaratto, a negociação envolve diferentes aspectos comerciais e contratuais que precisam ser discutidos antes de uma decisão.

— Já conversamos internamente sobre a proposta com o Corinthians e estamos avaliando os próximos passos. Ainda não temos uma definição de sim ou não, porque existem algumas questões que precisam ser discutidas e entendidas antes de avançarmos. É uma negociação que envolve diferentes aspectos comerciais e contratuais, então estamos mantendo o diálogo aberto e avaliando as possibilidades junto ao clube — detalha.

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Uniforme do Corinthians
Camisa do Corinthians (Foto: Fernando Bueno e Giulia Loturco / Corinthians)

Um dos pontos em discussão é o atual contrato da Fatal Fans com o Corinthians. A empresa já possui exposição no calção do uniforme e o vínculo estabelece algumas restrições que precisam ser consideradas na negociação pelo espaço máster.

— Com o Corinthians, estamos estudando os próximos passos. Isso envolve outras questões, como o atual contrato, que prevê a exposição da Fatal Fans no calção e também estabelece algumas restrições — segue.

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Fatal Model admite dificuldade para competir com bets

O contrato atual do Corinthians com a Esportes da Sorte pode representar até R$ 450 milhões no total. Segundo Ongaratto, os valores praticados pelas empresas de apostas estão acima da capacidade de investimento de outros segmentos que atuam no mercado brasileiro.

— A Fatal Model não tem musculatura financeira suficiente para bancar um contrato nos mesmos valores que eram praticados pelas bets. As empresas de apostas fazem propostas muito superiores às que qualquer outro segmento de atividade no Brasil consegue acompanhar — aponta.

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— Os R$ 120 milhões oferecidos ao Corinthians, assim como os R$ 100 milhões oferecidos ao Flamengo, são valores para os quais temos estrutura financeira, fluxo e saldo de caixa para bancar. Entendemos que são propostas de acordo com a nova realidade dos valores das propriedades do futebol diante das restrições ao investimento das bets — explica.

Osmar Stabile, presidente do Corinthians, durante treino do Corinthians
Osmar Stabile, presidente do Corinthians (Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians)

A medida provisória que restringe a atuação das casas de apostas tem validade de 120 dias. Caso não seja aprovada pelo Congresso, as restrições deixam de valer e os contratos com as bets podem voltar a ter validade.

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Questionado sobre como a Fatal Model avalia esse cenário, Samuel Ongaratto explicou que a empresa teria dificuldade para manter o espaço máster diante da capacidade financeira das casas de apostas.

— Ainda não existe uma resposta definitiva para esse cenário. Com o retorno das bets, é provável que elas voltem a ocupar a posição de máster, porque têm mais caixa para bancar propostas muito maiores, muito superiores às nossas e às de qualquer outra empresa que esteja hoje no mercado — comenta

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— Hoje, com as bets no mercado e essa capacidade de investimento, a Fatal Model não tem condições de competir pelo espaço máster — conclui.

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