Após denúncias, presidente do Timão espera 'punição às pessoas certas'
Alguns dos torcedores do Corinthians detidos no Rio de Janeiro após confusão com a Polícia se dizem inocentes, e Roberto de Andrade espera justiça e uma resolução rápida do caso

Nesta sexta-feira, durante o evento de apresentação do novo diretor de futebol do Corinthians, o jornalista Flávio Adauto, Roberto de Andrade falou publicamente pela primeira vez sobre a prisão de 31 torcedores do clube no Rio de Janeiro, após confusão com a Polícia Militar no dia da partida contra o Flamengo. O presidente do Timão tomou conhecimento de que há torcedores pleiteando liberdade porque nem estavam no Maracanã no momento do conflito e disse que defende "punição às pessoas certas".
- Pelo que me consta as agressões foram antes do jogo. Tiveram quase duas horas para ver quem são as pessoas e retirar de lá, não precisava cometer essa violência contra as pessoas que não fizeram nada. O que não quero é que se cometa outra agressão contra quem não fez nada, só foi assistir o jogo. O intuito da nota foi esse. Quem brigou será punido. E quem foi só assistir, que punição merece? - questionou o presidente.
- Todos sabem a maneira que penso sobre violência, sou contra em qualquer ponto. Como dirigente de clube o que peço é que punam os que cometem delitos. Os que estão presos não posso afirmar que todos cometeram. A gente acredita na Justiça, ela vai fazer valer. Se tem alguém preso injustamente, que se solte. Houve exagero na PM com alguns torcedores, não é justo que 3 mil corintianos fiquem presos, tirando camisa, detidos, sofrendo ameaças. Uma ação não pode ter uma reação como essa. Eu acredito na Justiça, sei que ela será feita, mas que se puna as pessoas certas, espero que isso se resolva rapidamente - falou o dirigente alvinegro.
Na quinta-feira, foi negado o pedido de habeas corpus dos 31 torcedores do Corinthians presos no Rio de Janeiro - 30 deles estão em Bangu, enquanto um menor foi levado a um centro de custódia no Rio. A decisão negativa foi tomada pelo desembargador Carlos Eduardo Roboredo, da Terceira Câmara Criminal do Rio de Janeiro.
Devido a confronto com policiais militares dentro do Maracanã, antes da partida contra o Flamengo, no último domingo, os corintianos foram indiciados por lesão corporal, dano qualificado, resistência qualificada à ação policial, promover tumultos em eventos esportivos e associação criminosa. Muitos deles alegam que nem sequer estavam dentro do estádio no momento da briga. Para provar a inocência, eles recorrem a fotos, vídeos e até registro de ligações.
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