Técnico da Argentina, Scaloni admite: bicampeonato é difícil
País tenta quebrar escrita que dura 64 anos, desde o segundo título do Brasil

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Em entrevista à Conmebol, o técnico da Argentina, Lionel Scaloni, admitiu que será difícil para a sua seleção quebrar uma escrita e ser a primeira em 64 anos a conquistar dois títulos seguidos da Copa do Mundo. O último país a realizar a façanha foi o Brasil, ao ganhar o bicampeonato em 1962, no Chile, quatro anos depois de erguer a taça na Suécia.
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— A Argentina tenta sempre chegar ao topo. O segredo para ganhar um Mundial é a conjugação de uma série de fatores, não é apenas jogar bem. Revalidar o título é muito difícil, mas não é impossível — afirmou o treinador.
Scaloni anunciou durante a semana a pré-lista com 55 convocados, sem grandes surpresas. As únicas ausências que provocaram alguns debates na imprensa argentina foram as dos atacantes Paulo Dyballa, estrela da Roma, e Tony Castellanos, desejado pelo Flamengo no meio do ano passado, que joga na Premier League como titular do West Ham. Sem a presença dos dois, crescem as chances de Flaco Lopez, do Palmeiras, ganhar uma vaga na lista definitiva dos 26 convocados.
Treinador evita falar em despedida de Messi: "Prefiro desfrutar"
Lionel Messi deverá ser novamente o líder da seleção, disputando a sua sexta Copa do Mundo. Ele já é o recordista de partidas no torneio, com 26 jogos, e poderá ampliar essa marca. Durante a entrevista, Scaloni falou sobre a possibilidade de este ser o último Mundial do craque argentino. O técnico preferiu focar no presente e desfrutar do capitão:
— Poder vê-lo jogar é algo maravilhoso. Não gosto de nostalgias nem de pensar no que vai acontecer e se será ou não a sua última Copa. Prefiro desfrutar do momento — afirmou, comparando o impacto que a despedida de Diego Maradona teve no futebol mundial. — Gosto de pensar que Messi vai continuar a jogar por mais alguns anos, porque senão ficas triste, como aconteceu com o Diego. São jogadores que marcaram a história do futebol e pensar que, em um determinado momento, não jogarão mais não nos deixa tranquilos. Prefiro focar-me no presente — acrescentou.
Lionel Scaloni esteve junto de Messi na primeira Copa do Mundo disputada pelo craque, em 2006, na Alemanha. Era lateral-direito e viu os primeiros passos do camisa 10 no Mundial. Na última Copa, no Catar, em 2022, comandou o astro argentino na campanha do terceiro título mundial, depois de uma estreia desastrosa, perdendo para a Arábia Saudita por 2 a 1. Scaloni destacou a resiliência e a paixão dos jogadores do seu país, justificando o porquê de serem tão cobiçados nas principais ligas europeias.
— Sabemos as dificuldades que existem na América do Sul e, quando vamos para a Europa, todos querem sempre ter pelo menos um argentino pela forma como vivemos o futebol, como o sentimos — explicou.
Scaloni lembrou com saudosismo o dia em que dividiu o campo com Maradona e um jovem Messi num jogo beneficente, E disse que, se os dois históricos camisas 10 fossem contemporâneos, ambos jogariam juntos no seu esquema atual.
— Naquele dia, entrei no vestiário, fui para um canto, fiquei ali estático e só olhava. Porque eram todos lendas e os melhores jogadores do mundo. E, claro, eu tinha sido convidado e estava bem tímido. Se jogariam juntos na seleção argentina atual? Sim, claro. Os sistemas são feitos pelos jogadores. Como não jogariam se foram os melhores do mundo? Podiam complementar-se perfeitamente e o problema seria dos adversários, não tanto da minha seleção — brincou.
A Argentina está no grupo J da Copa do Mundo e estreia no dia 16 de junho, contra a Argélia, no estádio Arrowhead, em Kansas City. Depois, enfrenta a Áustria, no dia 22, e fecha a participação na primeira fase contra a Jordânia, no dia 27.
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