Com Raí, Ministério da Saúde lança campanha de vacinação para a Copa do Mundo
Iniciativa alerta para surtos nos países-sede e orienta brasileiros a atualizarem a vacinação antes de viajar para o Mundial

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A Fundação Gol de Letra, criada pelo ex-jogador Raí, foi palco nesta quarta-feira (29) do lançamento de uma campanha de vacinação contra o sarampo promovida pelo Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro. A ação foi realizada no Ginásio Poliesportivo Sócrates Brasileiro, no Caju, Zona Portuária da cidade, e integra um esforço de conscientização voltado à Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México entre junho e julho.
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O Lance! acompanhou a ação no local, que reuniu autoridades e reforçou a importância da imunização, especialmente para quem pretende viajar para acompanhar o torneio. A iniciativa faz parte da campanha nacional "Vacinar é muito Brasil", voltada a brasileiros que pretendem ir ao Mundial e também à proteção coletiva para evitar a reintrodução do vírus no país.
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O evento contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que reforçou a importância da imunização, especialmente para quem pretende viajar para acompanhar o torneio. Raí também participou da ação, foi vacinado no local e destacou a necessidade de engajamento coletivo. O Zé Gotinha também esteve presente, desta vez vestindo a camisa da seleção brasileira, como símbolo da campanha.
— Todo mundo tem que estar vacinado. Pessoas de 12 meses até 59 anos precisam ter certeza de que receberam a vacina contra o sarampo. Quem tem até 29 anos deve ter tomado duas doses. Acima dos 30, uma dose já é suficiente — afirmou Padilha.
A vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente pelo SUS para crianças, adolescentes e adultos, independentemente de viagem marcada. Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada "dose zero". O ministro também ressaltou o prazo ideal para quem pretende viajar.
— O ideal é se vacinar de 15 a 20 dias antes da viagem. Se não conseguiu, pode se vacinar mesmo próximo da data. O importante é não deixar de se proteger — ponderou.
Padilha ainda alertou para o risco de contágio durante a competição, citando o aumento de casos nas Américas e o cenário epidemiológico internacional.
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— Esses três países representam hoje mais de 70% dos casos de sarampo nas Américas. Quem for assistir aos jogos precisa estar vacinado para proteger a si, a família e o Brasil. O sarampo é um dos vírus mais transmissíveis que existem — afirmou.
O ministro também detalhou o avanço da doença nos países-sede e o impacto recente no Brasil.
Hoje, Estados Unidos, Canadá e México vivem uma explosão de casos de sarampo. No ano passado, 90% dos casos de sarampo de todo continente americano aconteceram nesses países. Nós recebemos no Brasil 38 casos importados de turistas ou brasileiros que foram para lá. Só não houve propagação porque as equipes de saúde conseguiram bloquear rapidamente, igual boa zaga
Dados recentes reforçam o alerta: os Estados Unidos registraram mais de 2 mil casos em 2025 e seguem com transmissão ativa em 2026; o Canadá ultrapassou 5 mil casos no último ano e perdeu o status de país livre da doença; já o México saltou de apenas 7 casos em 2024 para mais de 6 mil em 2025 e já soma mais de 10 mil registros em 2026.

Além disso, o ministro fez um apelo especial aos profissionais que lidam diretamente com turistas:
— Quem trabalha com hotelaria, transporte, restaurantes ou serviços precisa redobrar a atenção. Vamos trazer o hexa, mas não vamos trazer o sarampo — concluiu.
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Durante a ação, Raí também foi vacinado pelo ministro diante do público, em um gesto simbólico para incentivar a adesão à campanha. O ex-jogador reforçou a importância da imunização coletiva e do exemplo público às vésperas da Copa do Mundo de 2026.
Trajetória da Fundação Gol de Letra
A Fundação Gol de Letra foi criada em 1998 por Raí e Leonardo, com o objetivo de contribuir para a educação de crianças e jovens de comunidades socialmente vulneráveis, ampliando oportunidades e perspectivas de vida.
— A Gol de Letra começou há 26 anos, já com essa ideia de dar oportunidades às novas gerações de se formarem, crescerem e se desenvolverem, sendo agentes de transformação social — destacou Raí.
Inicialmente atendendo cerca de 100 crianças em São Paulo, a instituição expandiu suas atividades ao longo dos anos.
— Hoje são quase 6 mil crianças e jovens atendidos todos os dias. Já passaram cerca de 35 mil jovens pela fundação, muitos deles hoje empreendedores ou universitários — completou.
O ex-jogador também destacou a importância da educação aliada ao esporte em sua trajetória pessoal e profissional:
— Durante a minha carreira, sempre busquei conhecimento. Depois que parei de jogar, fiz dois mestrados e voltei para a vida acadêmica. É isso que tentamos passar na Gol de Letra: o prazer de aprender — concluiu Raí.
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