Faltam 145 dias para a Copa do Mundo: os 145 gols e a bola que marcou 2010
Bola do Mundial foi muito criticada em 2010

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Neste sábado, a contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 — que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá — chega a 145 dias para o início do maior torneio de seleções do planeta. O número remete diretamente à edição de 2010, quando a Copa desembarcou pela primeira vez na África e terminou com 145 gols marcados. Aquela edição inesquecível teve uma protagonista além dos craques em campo: a Jabulani, a bola que virou símbolo e polêmica daquele Mundial.
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Disputada na África do Sul, a Copa de 2010 foi marcada pelo som constante das vuvuzelas e pelo ritmo contagiante de "Waka Waka", música-tema do torneio. Mas também ficou lembrada como a Copa "de uma bola só". Criada pela Adidas, a Jabulani — palavra que significa "comemorar" em zulu — prometia revolução tecnológica, mas rapidamente se tornou alvo de críticas.
Com apenas oito gomos em 3D, moldados em formato esférico e soldados termicamente, a Jabulani tinha menos costuras e ranhuras de aderência pensadas para torná-la mais precisa. No entanto, seu comportamento instável no ar virou assunto entre os jogadores e goleiros, que se queixavam das trajetórias imprevisíveis. Para muitos, ela foi "culpada" por alguns dos 145 gols daquela Copa — para outros, apenas um desafio extra.
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As 11 cores da bola representavam a diversidade cultural e linguística da África do Sul, primeira anfitriã africana do torneio. E logo no jogo inaugural, o continente viveu um de seus grandes momentos: o sul-africano Siphiwe Tshabalala marcou o primeiro gol da Copa de 2010, um chute potente no ângulo que abriu o placar no empate em 1 a 1 contra o México.
No Brasil, a Jabulani também ganhou vida própria, eternizada na voz grave de Cid Moreira, que transformou o nome da bola em bordão: "Jabulaaaaaaaniiiiii!".
Aquela edição coroou um campeão inédito, a Espanha, que ergueu o troféu pela primeira vez, encerrando com chave de ouro uma Copa marcada por som, cor, emoção — e por uma bola que ainda hoje divide opiniões.

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