A 100 dias da Copa do Mundo, anfitriões ainda têm questões a superar
Financiamento público nos EUA e violência no México preocupam organizadores

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A 100 dias do início da Copa do Mundo, os anfitriões Estados Unidos, México e Canadá se dividem entre a expectativa pelo Mundial e o convencimento à comunidade internacional de que tudo ficará pronto a tempo de receber, de braços abertos, os milhões de torcedores e as delegações das 48 seleções classificadas. Mas as preocupações existem.
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Problemas com o financiamento público nos Estados Unidos, violência no México e questões de mobilidade urbana no Canadá tomaram o noticiário nas últimas semanas. Há o temor de que nem tudo que foi prometido seja cumprido.
Além disso, desde sábado (28 de fevereiro), muitas incertezas passaram a pairar sobre a competição após a ação militar dos Estados Unidos, em conjunto com Israel, no Irã.
Principal sede do Mundial, os Estados Unidos registram atraso na transferência dos US$ 625 milhões (R$ 3,2 bilhões, na cotação atual) prometidos às 11 cidades-sedes para serem investidos em segurança. Além desse valor, um adicional de US$ 250 milhões (US$ 1,28 bilhão) com foco na detecção de sistemas de aeronaves não tripuladas (drones) foram prometidos.
O montante está retido pela Fema, a Agência Federal de Gestão de Emergências, por causa da paralisação parcial do governo. Ela foi motivada por falta de acordo entre democratas e republicanos sobre o orçamento em segurança. Na semana passada, a Fema informou que iria reduzir suas operações ao "mínimo essencial para salvar vidas" enquanto o impasse não se resolver.
Ocorre que as cidades-sede contam com esses recursos para organizar eventos paralelos aos jogos, como a Fifa Fan Fest ou outras programações destinadas aos moradores e visitantes. Por causa das incertezas, já há um movimento para cancelar os eventos em algumas das cidades.
E vale lembrar que toda programação que envolve a Copa do Mundo é importante para a Fifa, já que é uma oportunidade de ativação para os parceiros comerciais.

Violência bate à porta do México às vésperas da repescagem da Copa do Mundo
No México, além das obras de modernização do Estádio Azteca, sede do jogo de abertura da Copa do Mundo, o principal foco de atenção é a segurança pública. A morte de Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho, em uma operação militar desencadeou uma onda de violência em algumas das principais cidades do país. Isso incluiu Guadalajara, uma das três cidades-sede do País, e que também receberá parte da repescagem mundial da Copa do Mundo no fim deste mês.
El Mencho era o líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJGN), um dos grupos criminosos mais violentos do México. Em retaliação, o grupo bloqueou estradas, incendiou veículos e entrou em confronto com forças de segurança em mais da metade dos estados do País. Mais de 70 pessoas morreram, entre criminosos e agentes públicos.
Na semana passada, a presidente do país, Claudia Sheinbaum, declarou que a situação estava normalizada e procurou tranquilizar os torcedores que pretendem viajar ao país para acompanhar a Copa do Mundo. Ao todo, 13 jogos do Mundial serão realizados por lá.
— Conversei por telefone com o presidente da Fifa, Gianni Infantino; continuamos trabalhando como até agora para realizar com sucesso a Copa do Mundo de Futebol de 2026. Confirmamos a confiança no país — escreveu Sheinbaum, no X.
Em entrevista coletiva, a presidente mexicana acrescentou que "não há nenhum problema" e que "o México está na moda". De fato, o México está entre os dez países mais visitados do planeta e lidera o ranking na América Latina.

No Canadá, foco é melhoria no transporte
Dentre os três países anfitriões, o Canadá é o que apresenta as menores preocupações a 100 dias do início da Copa do Mundo. Um ponto de atenção diz respeito à mobilidade em Toronto.
A cidade trabalha para expandir as opções de transporte público, mas o inverno rigoroso atrasou o andamento das obras. Apesar disso, a Fifa está confiante a ponto de Victor Montagliani, um dos vice-presidente da entidade, declarar que "tudo está dentro do cronograma".
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