Expulsões mais rápidas das Copas do Mundo na história
Do recorde de menos de um minuto aos cartões antes dos 10 minutos.

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As Copas do Mundo são marcadas por gols históricos, decisões dramáticas e atuações lendárias. Mas também há espaço para episódios que entram para a memória por motivos opostos em Mundiais. Entre eles, estão as expulsões relâmpago, cartões vermelhos aplicados quando o jogo mal havia começado. O Lance! relembra as expulsões mais rápidas das Copas do Mundo na história.
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Um cartão nos primeiros minutos muda completamente o rumo de uma partida. Obriga a reorganização tática imediata, altera o controle emocional do confronto e, muitas vezes, compromete toda a estratégia planejada para a competição. Em torneios de tiro curto como o Mundial, um erro em menos de cinco minutos pode custar uma campanha inteira.
Ao longo da história das Copas, poucas expulsões aconteceram antes dos dez minutos. Menos ainda ocorreram antes mesmo de o cronômetro completar um minuto. O recorde absoluto pertence a um volante uruguaio que entrou para a história por um lance duro logo após o pontapé inicial.
Expulsões mais rápidas das Copas do Mundo na história
Recorde absoluto em Copa: José Batista
A expulsão mais rápida da história das Copas do Mundo aconteceu na Copa do Mundo FIFA de 1986, no México.
O jogo era entre Seleção Escocesa de Futebol e Seleção Uruguaia de Futebol, pela fase de grupos. Com menos de um minuto de partida, José Batista cometeu falta dura em Gordon Strachan, logo após o meio-campo.
O árbitro aplicou cartão vermelho direto. Oficialmente, a FIFA registra a expulsão como ocorrida no primeiro minuto de jogo. Cronometragens detalhadas e relatos posteriores apontam que o lance aconteceu entre 52 e 56 segundos.
O empate por 0 a 0 ficou em segundo plano. O que permaneceu na história foi o recorde que resiste há décadas: nenhuma expulsão foi mais rápida em uma Copa do Mundo.
Outras expulsões ainda antes dos 10 minutos em Copa
Embora nenhuma tenha superado o tempo de Batista, outras expulsões muito rápidas também entraram para a história das Copas do Mundo.
Carlos Sánchez
- Copa: Copa do Mundo FIFA de 2018, na Rússia.
- Jogo: Seleção Colombiana de Futebol 1×2 Seleção Japonesa de Futebol, fase de grupos.
- Tempo da expulsão: 2 minutos e 56 segundos.
- Motivo: mão na bola dentro da área ao impedir chance clara de gol. Resultado imediato: pênalti convertido pelo Japão e cartão vermelho direto.
A expulsão de Sánchez alterou completamente o panorama da partida, obrigando a Colômbia a atuar praticamente todo o jogo com um jogador a menos.
Giorgio Ferrini
- Copa: Copa do Mundo FIFA de 1962.
- Jogo: Seleção Chilena de Futebol 2×0 Seleção Italiana de Futebol, fase de grupos.
- Tempo da expulsão: 8 minutos.
- Motivo: agressão em partida que ficou conhecida como a "Batalha de Santiago".
O episódio ganhou notoriedade não apenas pela violência do jogo, mas porque Ferrini se recusou inicialmente a deixar o campo e precisou ser retirado com intervenção policial.
Contexto histórico das expulsões rápidas
As expulsões mais rápidas em Copas do Mundo costumam ocorrer em contextos distintos: lances isolados de extrema imprudência, como no caso de Batista, ou situações claras de gol interrompidas de forma irregular, como a de Carlos Sánchez.
No caso da Copa de 1962, o contexto foi de confronto extremamente tenso, marcado por rivalidade política e clima hostil, o que ajuda a explicar o número elevado de faltas e agressões.
Mesmo com diferentes épocas e critérios disciplinares, o recorde de José Batista permanece intacto há quase quatro décadas, sendo até hoje a expulsão mais rápida da história das Copas do Mundo.
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