O Irã vai à Copa? Saiba o que acontece se o país não disputar o Mundial
Não há previsão sobre o término da operação militar iniciada por EUA e Israel

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A operação conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada no sábado (28 de fevereiro), aumentou a tensão no Oriente Médio e preocupa o mundo. A ação causou a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, provocou retaliação por parte do governo iraniano e, por ora, não tem previsão de encerrar. O conflito poderá durar semanas, e no campo esportivo põe em xeque a participação do Irã na Copa do Mundo de 2026.
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— Com o que ocorreu hoje (sábado) e com esse ataque dos Estados Unidos, é improvável que possamos olhar com esperança a Copa do Mundo, mas os chefes do esporte são os que devem decidir sobre isso — disse o presidente da Federação de Futebol da República Islâmica do Irã, Mehdi Taj.
Em dezembro, o sorteio da Copa do Mundo colocou o Irã no Grupo G, ao lado de Bélgica, Nova Zelândia e Egito. Os jogos acontecerão na costa oeste dos Estados Unidos, em Los Angeles e Seattle.
Mas a ação militar abre incertezas sobre a participação do Irã no Mundial. O país pode boicotar a competição — como, aliás, já o fez durante o sorteio — ou pode ter a participação vetada, seja por questões de segurança, seja por proibição de entrada da delegação por parte dos Estados Unidos, o anfitrião.

Já houve casos de seleção que desistiu de disputar a Copa?
Levantamento da The Athletic, suplemento esportivo do The New York Times, mostra que não há nenhum registro em mais de sete décadas de algum país que tenha desistido de participar do Mundial. A última vez que isso aconteceu foi na Copa do Mundo de 1950, a primeira após a Segunda Guerra. Na ocasião, Escócia, Turquia, Índia e França desistiram por diferentes motivos. E o jeito foi organizar a competição apenas com as seleções que decidiram comparecer, o que fez a Copa ter 13 participantes.
Mas o Mundial deste ano começará em 100 dias e já tem toda a estrutura logística e tabela de jogos definida. Deixar o Grupo G com uma equipe a menos afetaria diretamente o equilíbrio da competição, que pela primeira vez prevê a participação de 48 equipes.
Além disso, poderia mexer até mesmo na definição dos classificados aos playoffs da segunda fase, já que agora os melhores terceiros colocados também avançam.
Em um caso análogo, a agência de notícias Reuters lembrou que a extinta Iugoslávia deixou de participar da Eurocopa de 1992. À época, o país estava em violenta guerra civil e foi sancionado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Fifa e Uefa suspenderam a seleção, que acabou substituída pela Dinamarca
Pelo regulamento da Copa do Mundo deste ano, cabe exclusivamente à Fifa decidir o que fazer caso uma seleção desista ou não possa participar da Copa do Mundo. O Lance! pediu posicionamento à entidade, mas não houve retorno até a publicação deste texto.

Quais são as opções caso o Irã não participe da Copa do Mundo?
Basicamente, haveria dois caminhos: deixar o Grupo G com apenas três equipes, ou substituir por um novo participante.
Esse seria o caminho mais provável, e foi exatamente o que a Fifa fez no ano passado na primeira edição do Mundial de Clubes. À época, o León, do México, foi retirado da disputa a poucos meses do início porque pertencia ao mesmo grupo econômico do Pachuca. Uma repescagem foi organizada e definiu o Los Angeles FC como substituto.
Vale lembrar que a repescagem mundial da Copa do Mundo acontecerá no fim deste mês, e entre os participantes está o Iraque, que em tese poderia herdar diretamente a eventual vaga deixada pelo Irã.
Caso o Iraque conquiste uma das vagas da repescagem mundial, quem poderia assumir a vaga do Irã seriam os Emirados Árabes Unidos, que perderam a vaga na repescagem mundial justamente para o Iraque.
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