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Análise tática do Guffo: projeção dos jogos de volta da Copa do Brasil

As quartas de final da Copa do Brasil chegam com três confrontos em aberto e um praticamente encaminhado

PorGustavo Fogaça
Colunista
Rio de Janeiro (RJ)
31/08/2026 21:43

Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
Vitor Roque, do Palmeiras, disputa lance com Rollheiser, do Santos, durante partida no Nubank Arena pela Copa do Brasil
Vitor Roque, do Palmeiras, disputa lance com Rollheiser, do Santos, pelas quartas da Copa do Brasil (Foto: Fabio Giannelli/AGIF/Folhapress)

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As quartas de final da Copa do Brasil 2026 chegam com três confrontos em aberto e um praticamente encaminhado. O fim de semana no Brasileirão serviu de termômetro para o que vem pela frente, e os sinais são claros: quem chegou embalado leva vantagem, quem tropeçou precisa de reação imediata. Os quatro duelos prometem fogo, e a prancheta tática aponta cenários distintos para cada um.

O Palmeiras viaja para a Vila Belmiro com a vantagem mais confortável possível: 3 a 0 construído no Nubank Parque. O Santos precisa de quatro gols para avançar direto, o que configura missão quase impossível. Abel Ferreira tem o modelo ideal para esse tipo de situação: bloco baixo solidíssimo e contra-ataque veloz. O Peixe precisa abafar desde o primeiro minuto, com marcação pressão alta, cuidar das costas dos seus volantes e tentar chegar com muitos jogadores na área adversária. No fim de semana, o Santos deu resposta após o nocaute da semana anterior: com Neymar jogando bem, venceu o clássico contra o Corinthians no Brasileirão e encorpou coletivamente para a reta final. A confiança voltou, mas reverter 3 a 0 contra o sistema defensivo mais consolidado do país é tarefa para herói de filme antigo.

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O equilíbrio fala minerês, uai

O clássico mineiro é o mais equilibrado. O empate por 1 a 1 no Mineirão, diante de 59 mil torcedores, deixou tudo em aberto para a Arena MRV. O Atlético-MG decide em casa com a torcida a favor e chega embalado. Os reservas deram conta do recado no fim de semana e aumentaram a confiança do grupo. Já o Cruzeiro de Artur Jorge cedeu o empate em casa, e agora precisa ajustar seu bloco médio-baixo para suportar a pressão inicial do Galo. O técnico português cobrou intensidade da equipe antes do clássico, e terá Kaio Jorge para o jogo da volta. A compactação defensiva cruzeirense contra o volume ofensivo em amplitude do Atlético-MG é o duelo coletivo que decide a série.

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Dos quatro jogos da ida, esse foi, sem dúvidas, o mais surpreendente taticamente. Agora, Vitória x Vasco no Barradão, será o confronto onde o psicológico pode pesar mais do que a tática. O Vasco venceu por 1 a 0 em São Januário com um homem a menos praticamente o jogo inteiro, como analisei na minha coluna anterior. Pedro Emanuel armou um contragolpe perfeito e o gol de Andrés Gomez decidiu. Agora o Vasco joga pelo empate, deve se fechar em duas linhas de quatro bem compactadas e pode usar a bola parada para ferir o ímpeto baiano. O Vitória de Jair Ventura tem o Barradão como trunfo de desespero e precisa propor o jogo, algo que teve dificuldade o ano inteiro. A capacidade de repertório ofensivo do Vitória contra a organização e resiliência do Vasco definirá quem passa.

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O Gre-Nal dos desesperados na Copa do Brasil

O Gre-Nal na Arena do Grêmio é o mais imprevisível. O 0 a 0 no Beira-Rio foi um jogo truncado e morno, deixando a decisão totalmente aberta. Clássicos eliminatórios no Rio Grande do Sul costumam ser pautados pelo encaixe físico e pouca exposição. A verdade é que ambas equipes estão devendo muito às suas torcidas, e quem for eliminado, provavelmente verá seu técnico sendo despedido. Dizer que será um Gre-Nal tenso é redundante, afinal, se trata da maior rivalidade do futebol brasileiro. Para chegar à semifinal, o Inter precisa acalmar a Arena, e o Grêmio, precisa inflamar.

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O cenário dos jogos de volta aponta para as classificações de Palmeiras e Vasco como prováveis, um clássico mineiro no fio da navalha e um Gre-Nal como o mais aberto de todos. O risco para os favoritos é claro: o Santos pode fazer uma noite mágica na Vila, o Vitória tem o Barradão como pressão invisível, e clássicos sulinos nunca seguem o roteiro do favoritismo. Quem tiver aquele jogador inspirado como plano B no banco, ou aquela jogada ensaiada ou a frieza para não desmoronar emocionalmente, avança. Porque em mata-mata de Copa do Brasil, a tática pode até desenhar os caminhos, mas quem decide é o detalhe.

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Mercado, do Internacional, disputa lance com Carlos Vinicius, do Grêmio, no Beira-Rio, pela Copa do Brasil
Mercado, do Internacional, disputa lance com Carlos Vinicius, do Grêmio, no Beira-Rio, pela Copa do Brasil (Foto: Liamara Polli/AGIF/Folhapress)

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