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Brasileirão 2026 mantém ritmo de gols entre os maiores da década

Torneio encerra o primeiro turno nesta semana

PorThiago BragaSão Paulo (SP)
22/07/2026 07:00
Bruno Henrique em ação pelo Flamengo
Time do Flamengo reunido (Foto: Adriano Fontes / Flamengo)

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O Brasileirão de 2026 chega ao fim de sua primeira metade com uma característica que chama atenção quando os números são colocados lado a lado com as edições recentes: os gols aparecem com frequência, e a disputa pela artilharia também ganhou velocidade. Depois de 18 rodadas, o colombiano Kevin Viveros, do Athletico-PR, já balançou as redes 11 vezes, marca que o coloca entre os melhores primeiros turnos da última década.

A corrida ainda tem Carlos Vinícius, do Grêmio, e Pedro, do Flamengo, logo atrás, ambos com dez gols. O cenário ofensivo também se reflete na produção coletiva. O Flamengo tem o melhor ataque da competição até aqui, com 31 gols, seguido de perto pelo Palmeiras, que marcou 30 e ocupa a liderança da tabela, com 41 pontos.

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A fotografia atual, portanto, reúne dois dos principais candidatos às primeiras posições do campeonato e uma artilharia que já alcançou números expressivos.

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Viveros conseguirá ser artilheiro do Brasileirão?

A marca de 11 gols de Kevin Viveros depois das primeiras 18 rodadas coloca o atacante do Athletico-PR em uma faixa que poucos artilheiros conseguiram alcançar desde 2016. O colombiano já supera os números de Gabriel Jesus, que terminou o primeiro turno de 2016 com dez gols pelo Palmeiras, e iguala a marca de , que marcou 11 pelo Corinthians em 2017.

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A lista segue com Pedro, do Fluminense, que fez dez gols em 2018, antes de a artilharia ganhar números ainda mais altos nos anos seguintes. Gabriel, do Flamengo, terminou o primeiro turno de 2019 com 16 gols, enquanto Thiago Galhardo, do Internacional, chegou a 15 em 2020.

Em 2021, houve um empate incomum na liderança. Bruno Henrique e Gabriel, pelo Flamengo, Edenílson, pelo Internacional, e Gilberto, pelo Bahia, terminaram a primeira metade da competição com oito gols cada.

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Depois, os números voltaram a subir. Germán Cano, do Fluminense, marcou 12 vezes em 2022. No ano seguinte, Tiquinho Soares, do Botafogo, alcançou 13. Em 2024, Pedro, do Flamengo, terminou o primeiro turno com nove gols, enquanto Kaio Jorge, do Cruzeiro, chegou a 13 em 2025.

Com 11 gols, Viveros já está acima de quatro dos dez registros anteriores e ainda tem um campeonato inteiro pela frente. A distância para os 16 gols de Gabriel em 2019, porém, mostra que ainda há um caminho considerável até o topo dessa lista.

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A presença do colombiano também dá à disputa um desenho diferente em relação às últimas temporadas, quando nomes brasileiros dominaram a artilharia do primeiro turno. O atacante do Athletico-PR aparece agora no centro de uma corrida que tem Carlos Vinícius e Pedro logo atrás, ambos com dez gols.

Flamengo e Palmeiras carregam os ataques mais produtivos

Se a artilharia individual chama atenção, a produção coletiva também ajuda a explicar o ritmo do campeonato. O Flamengo marcou 31 gols nas primeiras 18 rodadas e tem o melhor ataque da competição. O Palmeiras, com 30, aparece praticamente colado.

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Andreas Pereira e Flaco López comemoram gol do Palmeiras
Andreas Pereira e Flaco López comemoram gol do Palmeiras (Foto: Ettore Chiereguini/AGIF/Folhapress)

Há uma coincidência interessante entre os dois números. Os dois ataques mais produtivos pertencem justamente aos clubes que ocupam as duas primeiras posições da tabela: o Palmeiras lidera, com 41 pontos, enquanto o Flamengo aparece em segundo.

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O desempenho ofensivo atual também acompanha uma tendência recente do campeonato. Em 2024, o Flamengo terminou como o ataque mais produtivo, com 61 gols em 38 partidas. Um ano antes, o Palmeiras foi quem mais marcou, com 64 gols. Em 2022, novamente o clube paulista terminou no topo desse quesito, com 66 gols.

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A fotografia, neste momento, ainda é parcial. Os 31 gols do Flamengo e os 30 do Palmeiras representam apenas os números acumulados até a 18ª rodada. A comparação serve para mostrar o peso ofensivo das equipes na atual edição.

Média de gols mantém Brasileirão entre os mais movimentados

A média histórica desde 2016 ajuda a colocar o campeonato atual dentro de uma sequência marcada por oscilações. Em 2016, foram 2,40 gols por partida. O número subiu para 2,43 em 2017, antes de cair para 2,18 em 2018, a menor média do período.

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Em 2019, a competição fechou com 2,31 gols por jogo. A partir daí, houve uma nova alta em 2020, quando a média chegou a 2,48, seguida por uma queda para 2,22 em 2021.

O movimento voltou a ser ascendente nas três temporadas seguintes. O Brasileirão teve média de 2,38 gols por partida em 2022, subiu para 2,49 em 2023, chegou a 2,44 em 2024 e alcançou 2,52 em 2025, a maior marca da série apresentada.

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O dado que mais chama atenção talvez esteja justamente na artilharia. Nos últimos dez primeiros turnos, apenas cinco jogadores alcançaram ou superaram os 11 gols que Kevin Viveros já tem: , em 2017, Gabriel, em 2019, Thiago Galhardo, em 2020, Germán Cano, em 2022, e Tiquinho Soares, em 2023. O colombiano, portanto, ainda está distante do recorde recente de Gabriel, mas já entrou em uma faixa que costuma exigir uma produção ofensiva bastante alta.

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A segunda metade do Brasileirão vai definir se essa aceleração inicial terá continuidade. E, olhando para a história recente, resta acompanhar se a edição de 2026 conseguirá manter a trajetória de alta registrada nos últimos anos ou se a média de gols perderá força à medida que a competição se aproxima da reta final.

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