Sheilla, Gabi e mais: jogadoras que passaram por Sesc Flamengo e Mackenzie
Adversários nos playoffs da Superliga possuem atletas do vôlei brasileiro em comum

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Sesc RJ Flamengo e Mackenzie fazem o primeiro jogo da série melhor de três válida pelas quartas de final da Superliga Feminina 25/26 nesta terça-feira (31). Os times possuem papéis diferentes na consolidação do vôlei brasileiro nos últimos anos. Se de um lado a equipe carioca estabeleceu de um período hegemônico e conquistou 12 títulos nacionais, do outro, o tradicional clube mineiro investiu na formação de atletas que serviram não só à seleção brasileira como também a outros times.
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Sheilla Castro
Natural de Belo Horizonte (MG), Sheilla deu os primeiros passos no vôlei no Mackenzie, clube que defendeu entre 1997 e 2000. A oposta já impressionava desde cedo pela altura e dedicação em competições escolares e de base, o que a fez ser convocada para as seleções mineira e brasileira juvenis. Ela conseguiu o primeiro contrato profissional aos 14 anos.
— No Mackenzie foi onde tudo começou. Todos sempre acreditaram em mim desde que eu cheguei. Algumas pessoas ainda brincam comigo falando que quando eu comecei a treinar, eu era muito ruim. Então, por toda essa confiança e o investimento que fizeram em mim, eu consegui subir muito meu nível, chegar à seleção e ter toda a história que eu tenho hoje — contou a jogadora, ao site do Mackenzie Esporte Clube.

Depois de passagens bem sucedidas por Minas, Pesaro (ITA) e São Caetano - além da seleção brasileira adulta, onde se tornou uma das melhores jogadoras do mundo e conquistou o ouro olímpico em Pequim 2008 -, Sheilla foi contratada pelo Rio de Janeiro em 2010, à época com o nome fantasia Unilever. Sob o comando do técnico Bernardinho, foi campeã da Superliga 10/11 e vice em 11/12 para Osasco, justamente para onde viria a se transferir na temporada seguinte.
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Gabi Guimarães

Quem também começou a carreira no Mackenzie foi Gabriela Guimarães, capitã da seleção brasileira. Nascida na capital mineira, a ponteira foi aprovada em um teste do clube em 2008, aos 14 anos. Com 16, já estava integrada ao plantel profissional, enquanto se destacava em torneios como o Sul-Americano e o Campeonato Mundial pela seleção infanto-juvenil.
— Foi o Mackenzie que me deu a grande oportunidade da minha vida. Eu só pensava em aprender a jogar vôlei, não tinha pretensão nenhuma de ser atleta profissional. Agradeço por ter uma boa bagagem para participar da Superliga, ter ganhado títulos pela seleção brasileira e ter tido a chance de realizar um sonho: participar das Olimpíadas no Rio em 2016 — disse Gabi, ao site do Mackenzie Esporte Clube.

Na temporada 11/12, quando o time mineiro venceu o Rio de Janeiro no primeiro jogo das quartas de final da Superliga, a jovem Gabi ascendeu no cenário nacional e despertou a atenção Bernardinho, que a trouxe para a equipe carioca logo em seguida.
No Rio, Gabi se estabeleceu como uma das principais jogadoras do país e chegou até a seleção brasileira adulta, sendo convocada para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Em seis anos, ela foi pentacampeã da Superliga e maior pontuadora da competição em 14/15, tetracampeã sul-americana e vice do Mundial em 2013.
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Carol

Ana Carolina da Silva, mais conhecida como "Carolana", é outro nome da história recente da seleção brasileira revelado pelo Mackenzie. Também natural de Belo Horizonte (MG) e com somente 18 anos, a central fez parte da melhor campanha do time mineiro na Superliga Feminina, em 2008/2009, quando conseguiu o sexto lugar. Ela ainda viria a disputar mais uma temporada pelo clube formador antes de se transferir para o Pinheiros, em 2010, onde alcançou projeção nacional.
— A oportunidade de aprender a jogar vôlei, que tive no Mackenzie, mudou a minha vida. Só tenho a agradecer todos os profissionais que me ajudaram. No clube, descobri o amor pelo esporte e aprendi que é preciso resistência, resiliência e dedicação para se alcançar ao alto nível — relatou Carol, ao site do Mackenzie Esporte Clube.

Após ser campeã paulista e terminar a Superliga na quarta colocação com o Pinheiros, Carol se transferiu para o Rio de Janeiro em 2011. Sem espaço, retornou para o clube de São Paulo na temporada seguinte e voltou a se destacar, o que levou a uma recontratação por parte da equipe carioca.
A segunda passagem de "Carolana" pelo Rio ocorreu entre 2013 e 2017. A meio de rede despontou como uma das principais atletas da posição no Brasil sob o comando de Bernardinho, aparecendo no topo das estatísticas de bloqueio das competições e conquistando quatro vezes a Superliga, três vezes o Sul-Americano e o vice-campeonato do Mundial de Clubes em 2013.
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Sassá

Apesar de ter nascido em Barbacena, município do interior de Minas Gerais, Welissa Gonzaga começou a carreira no Vasco, aos 18 anos. Depois de participar do vice-campeonato da Superliga com o Cruzmaltino em 2001, a ponteira foi contratada pelo Rexona e vivenciou a transferência do projeto do Paraná para o Rio de Janeiro, que aconteceu três anos depois.
Pelo Rio, Sassá venceu três títulos da Superliga, quatro do Campeonato Carioca e um da Copa Brasil. Ela permaneceu na equipe até 2008, ano em que foi campeã olímpica com a seleção brasileira.

16 anos depois, a já experiente Sassá recebeu a missão de liderar o Mackenzie no retorno à elite do vôlei brasileiro. Junto com o clube mineiro, a ponteira conquistou a Superliga B em 2024, sendo um dos pilares dessa nova fase.
Em 24/25, Sassá deixou a posição de origem e passou a atuar como líbero, permitindo que o Mackenzie trouxesse reforços para a parte ofensiva e se redescobrindo em uma nova função, como capitã e referência no fundo de quadra. Ela se aposentou ao fim da temporada, aos 42 anos, e assumiu o cargo de supervisora técnica do time.
Érika Coimbra
Natural da capital mineira, Érika Coimbra passou pelas categorias de base do Mackenzie antes de disputar sua primeira Superliga com o Rexona, do Paraná, em 1997/1998 - temporada de estreia do projeto na competição. Bernardinho, à época também treinador da seleção feminina, convocou a ponteira do seu time para as Olimpíadas de Sydney 2000. Na ocasião, o Brasil levou a medalha de bronze.
A primeira passagem de Érika pela equipe conhecida atualmente como Sesc RJ Flamengo terminou em 2001. O retornou aconteceu em 2008 e durou duas temporadas. Ao todo, a jogadora acumulou três títulos de Superliga e outros três do Campeonato Carioca.
— Muitas memórias, muita gratidão, muitas lembranças boas. O Mackenzie é uma casa, é aconchegante, é gostoso. Apesar de estar uma estrutura 100 vezes melhor do que na (minha) época, ele ainda tem esse aconchego. Tive essas coligações muito importantes, várias pessoas contribuíram na minha jornada. Eu falo: 'seria treinadora se fosse no Mackenzie'. Hoje eu tenho essa missão divina de tentar também transformar outras vidas através do esporte, mostrando o quão lindo esse caminho é. Eu tenho essa raiz aqui muito forte — contou Érika, durante visita ao Mackenzie no ano passado.
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Gabirú

A ponteira Gabriella Guimarães, a Gabirú, chegou ao Sesc RJ em 2017, mas quase não atuou na primeira temporada devido a uma grave lesão no joelho direito. O retorno às quadras veio junto com a mudança de posição: ela foi testada como líbero por José Roberto Guimarães na seleção feminina, durante o Campeonato Mundial de 2018.
No mesmo ano, a líbero bicampeã olímpica e titular incontestável do Sesc RJ, Fabi Alvim, se aposentou do vôlei. E Gabirú, embalada pela oportunidade recebida na seleção brasileira, assumiu a função. Ela voltou a jogar como ponteira na temporada 20/21 - primeiro ano do Sesc RJ Flamengo em atividade - e permaneceu até 2024 no clube.

Gabirú foi um dos principais reforços do Mackenzie recém-promovido à Superliga A, contribuindo tanto com sua experiência como defensora quanto como atacante. Na atual edição do torneio, ela é a maior pontuadora do time mineiro ao lado da central Saraelen, com 247 pontos.
— O carinho vai ficar para sempre. Foram sete temporadas. É delicado para mim, porque eu realmente amo todos ali. Fica o carinho, mas dentro de quadra não tem isso — disparou Gabirú, sobre o reencontro com a ex-equipe nos playoffs da Superliga Feminina 25/26.
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Datas e horários de Sesc Flamengo x Mackenzie nas quartas de final da Superliga Feminina 25/26
- Mackenzie x Sesc RJ Flamengo | Terça-feira (31/03), às 18h30 (de Brasília), no Ginásio do Mackenzie, em Belo Horizonte (MG)
- Sesc RJ Flamengo x Mackenzie | Sexta-feira (03/04), às 18h30 (de Brasília), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro (RJ)
- Sesc RJ Flamengo x Mackenzie* | Quarta-feira (08/04), às 18h30 (de Brasília), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro (RJ)
*Se houver necessidade
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