Celeiro de craques do vôlei brasileiro, Mackenzie volta aos playoffs da Superliga após 14 anos
Relembre a trajetória do clube formador da capital mineira até o retorno ao mata-mata

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Um dos principais clubes formadores do vôlei brasileiro, o Mackenzie está de volta aos playoffs da Superliga Feminina. O time mineiro encerrou a fase classificatória em oitavo lugar e garantiu vaga nas quartas de final, onde encara o líder Sesc RJ Flamengo em série de melhor de três jogos a partir desta terça-feira (31).
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É a primeira vez em 14 anos que o Mackenzie figura entre as oito melhores equipes do campeonato. Após anos afastado do cenário nacional por falta de investimento, o time passou por uma reestruturação e está na elite desde a temporada passada.
Conheça mais sobre a história do Mackenzie e o caminho percorrido até o retorno ao mata-mata da Superliga nesta reportagem do Lance!.
O clube

Fundado em setembro de 1943 por um grupo de atletas de vôlei e basquete, o Mackenzie Esporte Clube é uma instituição esportiva baseada no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte (MG). O clube se destacou ao longo da história em modalidades como vôlei, basquete e natação, sendo amplamente reconhecido pelo desempenho em torneios de base e pelo desenvolvimento de atletas.
Passaram pelas categorias de base do Mackenzie desde nomes como Sheilla - bicampeã olímpica com a seleção brasileira - a Gabi Guimarães, Carol e Lorenne - que fizeram parte da conquista do bronze em Paris 2024.
A estrutura do clube consiste em três quadras descobertas, uma de areia, cinco piscinas e duas academias, entre outros espaços. O ginásio poliesportivo que recebe as partidas da Superliga tem capacidade para 900 pessoas.
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A trajetória no vôlei

O Mackenzie participou do primeiro Campeonato Brasileiro de Clubes reconhecido pela CBV, em 1976, e ficou em terceiro lugar. Dois anos depois, na edição seguinte, foi vice-campeão nacional contra o Flamengo.
Na Era Superliga, o time mineiro esteve presente em todas as edições entre 2007 e 2012. A melhor campanha foi na temporada 2008/2009, quando o elenco que contava com as centrais Carol e Indira Mestre - campeã mundial por Cuba em 1998 - terminou competição em sexto lugar.
Em 2011/2012, o Mackenzie enfrentou o Rio de Janeiro (atual Sesc RJ Flamengo) nas quartas de final e chegou a vencer a primeira partida, mas sofreu a virada na série. A jovem Gabi Guimarães, à época com só 18 anos, despertou a atenção de Bernardinho com suas atuações e se transferiu para a equipe carioca na temporada seguinte, onde se tornaria a jogadora que é hoje.
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Na temporada seguinte, o Mackenzie desistiu da Superliga por conta da dificuldade para encontrar patrocinadores. O time passaria a concentrar esforços na sua especialidade, a formação de talentos, até ter condições de montar uma nova equipe profissional, em 2019, para a disputa da Superliga C. Depois do acesso para a segunda divisão em 2022, ainda levaria dois anos para a sonhada volta à elite.
O retorno à Superliga A

Sob o comando do técnico Gabriel Leite, que está à frente do projeto desde o início de sua reconstrução, o Mackenzie conquistou o título da Superliga B 2024 e ganhou o direito de disputar a primeira divisão depois de 12 anos.
Um dos pilares dessa nova fase foi a ponteira Sassá, campeã olímpica em Pequim 2008. Aos 42 anos, ela abandonou a posição de origem e passou a atuar como líbero, permitindo que o clube trouxesse reforços para a parte ofensiva e se redescobrindo em uma nova função, como capitã e referência no fundo de quadra.
Na reestreia na Superliga A, em 2024/2025, o Mackenzie terminou na nona colocação com os mesmos 23 pontos do Maringá, que ficou à frente pela média de sets (terceiro critério de desempate) e conseguiu a última vaga para os playoffs. A temporada também ficou marcada pela primeira participação da equipe mineira na Copa Brasil e a aposentadoria de Sassá, que assumiu logo em seguida o cargo de supervisora técnica do time.
A campanha na Superliga Feminina 25/26

O Mackenzie se garantiu nos playoffs da Superliga Feminina na oitava posição com 27 pontos. A classificação veio na 21ª rodada da fase regular, a penúltima do returno, com a vitória sobre Maringá por 3 sets a 0. Em 22 partidas, foram nove vitórias e 13 derrotas.
Dentre os destaques da campanha, estão a ponteira Gabirú e a central Saraelen, autoras de 247 pontos cada e maiores pontuadoras do time; a oposta Arianne Tolentino, 26ª no ranking de saques com 12 pontos; a central Lia Rosa, 26ª em bloqueios com 33 pontos; a ponteira Carla Santos, 28ª em eficiência nos ataques com 22,3%; e a líbero Kika, 13ª em aproveitamento no passe com 59,4%.
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Jogos do Mackenzie nas quartas de final da Superliga Feminina 25/26
- Mackenzie x Sesc RJ Flamengo | Terça-feira (31/03), às 18h30 (de Brasília), no Ginásio do Mackenzie, em Belo Horizonte (MG)
- Sesc RJ Flamengo x Mackenzie | Sexta-feira (03/04), às 18h30 (de Brasília), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro (RJ)
- Sesc RJ Flamengo x Mackenzie* | Quarta-feira (08/04), às 18h30 (de Brasília), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro (RJ)
*Se houver necessidade
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