Fabi revela reação com banimento de Tifanny pela CBV: 'Consternada'
Ex-jogadora saiu em defesa da única atleta transgênero em ação na elite do vôlei nacional

Após o banimento de atletas transgênero pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Fabi Alvim foi porta-voz de diversos comentários favoráveis à Tifanny nas redes sociais. A jogadora do Osasco é a única trans em ação na elite do vôlei nacional. Em entrevista ao Lance!, Fabi compartilhou sua reação com a medida e, mais uma vez, demonstrou insatisfação.
A nova política da CBV, alinhada ao Comitê Olímpico Internacional (COI), foi publicada no dia 14 de agosto. A ex-líbero conta que, em uma primeira leitura do comunicado, não entendeu muito bem, mas, depois, caiu a ficha de que a participação de Tifanny nas competições da entidade estaria vetada a partir de então.
— Eu fiquei muito surpresa, totalmente desprevenida com essa notícia numa sexta-noite. No primeiro momento eu li, mas não entendi muito bem, porque a temporada, em tese, já começou. Os contratos e as renovações de contratos com as atletas se dão bem antes. Eu acho que as coisas foram feitas de maneira muito abrupta. É uma mudança de posição. Claro, está amparado por uma questão da Federação Internacional, nessa mudança do COI, que acaba tendo efeito cascata, mas acho que as coisas foram feitas de um minuto para o outro.
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Para Fabi, as normas da CBV desconsideram o fator humano. Ela também criticou o momento em que a medida de banimento de atletas trans foi tomada — às vésperas da estreia da temporada —, atrapalhando o possível planejamento de Tifanny para o decorrer da carreira.
— Acho que ninguém pensou muito na Tiffany, ninguém analisou muito (...). E eu acho que se mediu pouco os impactos sobre a vida dela nesses anos todos. Fiquei bastante consternada, principalmente pelo lado humano da pessoa, de tudo que ela fez. A minha sensação é que foi feito tudo de forma muito repentina (...). Fiquei bastante surpresa com tudo o que aconteceu e comovida com a história da Tiffany, porque tenho muita certeza mesmo de que, se não fosse a última temporada, ela estava caminhando para o fim da carreira dela. Talvez, se as coisas tivessem sido feitas com um pouco mais de calma, de diálogo, eu acho que a gente poderia ter um outro desfecho dessa história e não da maneira que foi.
Ao longo do último mês, diversos nomes da modalidade se solidarizaram à causa de Tifanny, única jogadora afetada pela medida da CBV. Além de Fabi, Gabi Guimarães, Sheilla Castro, Douglas Souza, Valquíria Dullius e Key Alves foram alguns que se manifestaram contrários à nova política. Por outro lado, atletas como Tandara comemoram a nova política da entidade.

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Fabi dará nome ao prêmio de melhor jogadora da Copa Supervôlei
Em evento de lançamento da Copa Supervôlei, que acontece em Niterói (RJ) entre esta quinta-feira (24) e sábado (26), foi revelado que o prêmio de MVP terá o nome "Fabi Super Jogadora", em referência a uma das maiores líberos do vôlei mundial.
Chamada ao palco, Fabi agradeceu a homenagem em vida e exaltou o alto nível atual do vôlei brasileiro. Em entrevista ao Lance!, ela compartilhou mais detalhes da emoção e do convite para nomear a honraria do torneio amistoso.
— No início, recebi com muita surpresa a notícia de que estavam pensando em atribuir o prêmio de melhor jogadora ao meu nome. Fiquei muito feliz. Normalmente a gente não faz muito a conta do que foi essa jornada de 20 anos dentro da quadra. Às vezes me pega um pouco de surpresa: 'Por que? Logo eu?'. Mas, no fim das contas, fico lisonjeada de poder ajudar; trazer um campeonato para o estado do Rio. Ter ainda na memória das pessoas o que eu fiz dentro da quadra é um motivo de muito orgulho para mim.

A Copa Supervôlei reúne três das principais equipes do voleibol nacional: Sesc RJ Flamengo, Fluminense e Praia Clube. Em esquema de pontos corridos, o time com mais pontos levantará o troféu do inédito torneio em preparação para a Superliga na Arena Niterói.
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