Eliminado da Superliga B, Ceará encerra atividades no vôlei; técnico critica dependência do futebol
Rebaixamento do time de futebol afetou a continuidade do projeto

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A derrota do Ceará para o Brusque por 3 sets a 1 pelo segundo jogo das semifinais da Superliga B, neste domingo (22), culminou na eliminação da única equipe nordestina com chance de acesso à divisão de elite do voleibol brasileiro feminino. O resultado também marcou o encerramento das atividades do Alvinegro no vôlei, impactado diretamente pelo corte de gastos do clube - resultado do rebaixamento do futebol para a Série B do Campeonato Brasileiro.
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Após a partida, o treinador Raphael Dantas afirmou em entrevista ao SporTV que a equipe não deveria depender do desempenho do futebol do Ceará para se sustentar. Apesar da situação, ele acredita na reconstrução do time com patrocinadores e reforçou a importância do projeto para a representatividade de outras regiões na Superliga.
— Não é justo o futebol sustentar o projeto. Se tiver algum patrocinador, alguém interessado, acho que é bem-vindo. Mas, para o Ceará ficar sustentando com o recurso do futebol e o próprio vôlei ficar dependendo do Ceará estar na (Série) A ou B e sempre ficar com esse trabalho restrito, realmente acho que não faz sentido. A gente teve três temporadas pra mostrar nosso potencial e agora tá aí na mão das empresas, (dependendo) da parte comercial e da publicidade ver se consegue congregar pessoas que querem investir, pra gente expandir esse trabalho e diversificar o voleibol por todo o Brasil, não ficar concentrado só ali no Sul e Sudeste.
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O técnico do Ceará fez ainda uma comparação com o planejamento do adversário, que conseguiu retornar para a primeira divisão, e disse que o clube deveria ter pensado no vôlei como um projeto de longo prazo.
— Precisam ser revistas várias coisas, desde montagem de elenco, processo de trabalho… A gente estava jogando contra uma equipe que na temporada passada jogou a Superliga A. Então, ainda falta muita cumplicidade das atletas com a comissão técnica, não porque (elas) não queiram. Porque simplesmente pra uma equipe se formar, precisa de tempo pra maturar tudo isso. O principal ponto é ter um trabalho mais estruturado e de longo prazo, porque assim o nosso estado teria condição de conseguir uma classificação.
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A breve trajetória do Ceará no vôlei

O time de vôlei do Ceará estreou em 2023 na Superliga C e, com um elenco majoritariamente formado por atletas na faixa dos 20 anos, ficou em segundo lugar no seu grupo e não conseguiu o acesso. Já no ano seguinte, o Vovô foi campeão da sua chave e subiu para a Superliga B, terminando em sexto na fase classificatória e caindo nas quartas de final.
Em 2026, a equipe ficou na quinta colocação, avançou para a semifinal de forma inédita e foi eliminada pelo Brusque, que venceu os dois primeiros jogos da série - 3 a 2 e 3 a 1.
Rebaixamento no futebol masculino interrompe continuidade de modalidades
Após a queda para a Série B do Campeonato Brasileiro no ano passado, o Ceará optou por descontinuar os times profissionais de futsal e vôlei, além das categorias de base do futebol feminino. A decisão foi motivada por uma redução de custos e readequação financeira do clube, embora parte dos profissionais envolvidos com o vôlei fossem voluntários.
O Ceará não se posicionou oficialmente sobre o assunto.
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