Vasco faz ajustes e busca novo laudo para ter até 24 mil em São Januário
Atualmente, o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro permite apenas 15.311 torcedores em São Januário. A diretoria do Vasco considera a carga muito pequena, visto que o estádio suportava cerca de 20 mil até três anos atrás. Para aumentar a capacidade, porém, o Cruz-Maltino terá que se adequar à exigências do laudo dos Bombeiros.
Uma delas, talvez a principal, é o escoamento do público. Para isso, a diretoria finaliza duas novas saídas para torcedores. Uma delas é o portão 2, que já voltou a funcionar, mas ainda não foi regularizado. A outra é o novo acesso dos visitantes, inaugurado contra o Avaí, mas que ainda não está 100% pronto, nem foi regularizado com os Bombeiros. A ideia é ter todas as documentações necessárias para os dois em agosto próximo.
Segundo o LANCE! apurou, para os Bombeiros, o escoamento dos torcedores é fundamental para a capacidade dos estádios. Assim, com estes dois acessos prontos São Januário poderá receber até três mil torcedores a mais por partida.
Há uma exigência dos Bombeiros, no entanto, que é mais complicada. Para aumentar ainda mais a capacidade, é necessário que tenham luzes de emergência nos corredores de acesso à arquibancada, algo que São Januário não possui. A diretoria já conversa com empresas de engenharia para estudar orçamento e logística das luzes.
Com todas essas exigências cumpridas, a diretoria acredita que poderá ter até 24 mil torcedores em São Januário na reta final do Campeonato Brasileiro. A ideia é que tudo já esteja pronto para o clássico contra o Fluminense, dia 1/11. Vale lembrar, porém, que jogo pode ser realizado no estádio com os atuais 15.311. Se aumentar, é melhor.
EM 17 ANOS, ESTÁDIO REDUZ MAIS DA METADE
Ano de 1998. O Vasco disputava a decisão da Libertadores contra o Barcelona de Guayaquil, do Equador, para um público de mais de 36 mil torcedores em São Januário. Cerca de 17 anos depois, o Cruz-Maltino terá uma carga de 15.311 ingressos para domingo, contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro. O estádio continua o mesmo. Mas a capacidade diminuiu em 59%. É muita coisa.
De lá para cá, o Cruz-Maltino teve outros grandes públicos em São Januário. Os 36 mil, porém, nunca mais. Na polêmica decisão da Copa João Havelange, em 2000, quando um alambrado desmoronou e 150 torcedores ficaram feridas, não houve contagem, mas estima-se que foram 32 mil vascaínos na Colina. Depois disso, não chegou nem perto de 30 mil.
Nos últimos anos, destacam-se os públicos nos jogos contra Sport, pela semifinal da Copa do Brasil 2008 (24.033 pagantes), Coritiba, pela final da Copa do Brasil 2011 (21.365 presentes), Barcelona de Guayaquil, na despedida de Edmundo, em 2012 (21.247 presentes), e em duas partidas contra o Corinthians, no Brasileiro 2011 (19.156 pagantes) e nas quartas da Libertadores 2012 (17.259 pagantes).

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