Seleção Brasileira foi rival em cinco dos 12 jogos de Ghiggia pelo Uruguai
Alcides Edgardo Ghiggia, o herói uruguaio na Copa do Mundo de 1950 ao calar um Maracanã com 200 mil espectadores e protagonizar o Maracanazo teve uma reação "íntima" com a Seleção Brasileira. Dos apenas 12 jogos feitos pela Celeste entre maio de 1950 e abril de 1952, cinco foram diante da Seleção Brasileira da qual o ex-ponta-direita se tornaria carrasco. O primeiro carrasco.
Ghiggia, então com 23 anos, debutou pelo Uruguai no da 6 de maio de 1950 na Copa Rio Branco, competição disputada entre a Celeste e o Brasil dez vezes entre 1931 e 1976. O futuro carrasco passou em branco na edição conquistada pelo Brasil após três partidas – todas com ele em campo. A competição seguinte do uruguaio de Montevidéu foi a Copa de 50 da qual seria herói e marcaria todos os seus gols pela seleção uruguaia. Ghiggia atuou nos quatro jogos do Uruguai no Mundial, com um gol em cada, diante de Bolívia, Espanha, Suécia e, naturalmente, contra o Brasil no, para os brasileiros, fatídico 16 de julho de 2015, data que completa 65 anos nesta quinta-feira.
A terceira e última competição de Ghiggia com o Uruguai foi o Pan-Americano de 1952, disputado no Chile, o primeiro que contou com o futebol como um dos esportes. Ele entrou em campo nos cinco partidas feitas pelo Uruguai, sendo que a última foi justamente diante da Seleção Brasileira, que conquistaria a medalha de ouro. Ghiggia, que teve Nilton Santos como marcador, não deixou a sua marca naquela que seria a sua despedida pela Celeste, mas foi o responsável pela assistência para o gol de Loureiro e sofreu o pênalti que gerou o gol de Cancela, o último do jogo, que terminou em 4 a 2 para o Brasil que contava com Castillo, Djalma Santos, Nilton Santos, Didi e Ademir Menezes.
Ghiggia deixou o Peñarol, clube que defendia desde 1948, para atuar na Roma em 1953. Quatro anos mais tarde, já naturalizado italiano, iniciou sua também curta trajetória pela Azzurra. Foram três jogos pelas Eliminatórias da Copa de 1958 e dois amistosos entre junho de 1957 e fevereiro de 1959. Foi em um desses amistosos, diante da Irlanda do Norte, em Belfast, que marcou seu único gol pela Itália.
O herói uruguaio começou no Atlante, tendo passado pelo Sud América antes de chegar ao Peñarol. Após a Roma, seu clube por oito anos, Ghiggia defendeu o Milan antes de retornar ao Uruguai e encerrar a carreira pelo Danubio, em 1968. Além do Mundial em solo brasileiro, Gigghia conquistou o Campeonato Uruguaio em 1949 e 1951 com o Peñarol e a Copa dos Campeões, hoje Liga dos Campeões, da temporada 1962-1963 pelo Milan.

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