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No Parapan, treinador da Superliga 'empresta' experiência ao vôlei sentado


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Não é apenas no vôlei sentado masculino que profissionais do esporte olímpico "emprestam" sua experiência em favor do paralímpico. Técnico do Rio do Sul na Superliga Feminina, Spencer Lee é assistente do treinador José Guedes na Seleção Brasileira que disputa o Parapan.

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O treinador, que comandou times de ponta do Praia Clube, passou em um concurso na Universidade Federal de Uberlândia, pioneira no desenvolvimento da atividade esportiva para pessoas com deficiências, e começou a ter contato com o assunto em 2010.

Chefe da delegação do Brasil nas últimas três Paralimpíadas, Alberto Martins fez o convite, aproveitando que a imagem de Spencer estava em alta, devido à exposição do Praia.

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– Não queria só botar a cara, mas participar. Buscamos o profissionalismo. Acho que minha experiência agrega – disse Spencer, também assistente da Seleção universitária.

Apesar de não receber salário no time paralímpico, ele conta com ajuda de custo em períodos de torneios, para passagens e hospedagem. Enquanto fica longe do time de Santa Catarina, mantém contato com a comissão técnica e até assiste a vídeos dos treinos por Whatsapp.

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No domingo, as brasileiras estrearam com vitória fácil sobre Cuba por 3 a 0 (25-3, 25-9 e 26-16). Hoje, a equipe encara o Canadá, às 18h (de Brasília).

Bate-bola

Spencer Lee

Assistente técnico da Seleção Brasileira feminina de vôlei sentado

Como é conciliar o trabalho na Seleção e no Rio do Sul?
Spencer: Ainda bem que existe o Whatsapp. Os meus assistentes no clube fazem vídeos e me enviam pelo celular. Temos um planejamento mesmo à distância. É o primeiro ano em que eu me ausento por tanto tempo de uma equipe. Neste ano, também teve a Universíade em Gwangju, na Coreia do Sul, e sou assistente do Hélio Griner. Fiquei 21 dias e aqui vou ficar 23. Espero a compreensão dos meus dirigentes, porque meu salário está em dia (risos). 

Por que você aceitou o convite para o vôlei sentado?
O Amauri, campeão olímpico e presidente da Confederação Brasileira de Vôlei para Deficientes (CBDV), me falou que precisaríamos de pessoas que têm o ritmo de profissionalismo do olímpico. Alguém como eu, com dez Superligas no currículo, poderia agregar ao sentado. Aprendo muito com o Guedes (técnico). Ele é uma figura muito humilde, um profundo conhecedor do esporte. Espero que eu passe para ele um pouco do vôlei em pé e essa troca agregue ao Brasil.

O que espera com esse trabalho?
Não vou ficar para sempre aqui, mas queremos um legado em que o paralímpico seja uma referência como é no olímpico. As conquistas darão essa credibilidade ao vôlei sentado. O Brasil tem talento para isso. Estados Unidos e China começaram nisso antes. Por isso, são as maiores escolas.

Qual é a estrutura à disposição da equipe paralímpica hoje?
Ainda vivemos de parcerias com escolas e instituições. Não é a situação ideal. Faltam locais de treino, por exemplo. Falta muito de todas as partes, da nossa, das atletas, da confederação, mas todas estão trabalhando para atingirmos o nível ideal. Enquanto ainda dependermos da ajuda de algumas pessoas, não teremos um ambiente totalmente profissional. Com o Centro de Treinamento do CPB, em São Paulo, teremos um avanço.

* O repórter viaja a convite do CPB

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