OPINIÃO: Com Guardiola, poderíamos ter alçado um voo para o futuro
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Quando este LANCE! tornou público o desejo de Pep Guardiola em treinar a Seleção Brasileira, enquetes realizadas pelos mais diversos veículos de comunicação deram, com poucas exceções, folgada aprovação popular à ideia que revolucionaria o futebol brasileiro.
Ainda assim, sob o pretexto simplista e inverídico de que "um treinador estrangeiro não seria aceito na Seleção", Marin e Marco Polo sequer cogitaram procurar o catalão. Aquela, era hora certa, Guardiola já tinha se desligado do Barça e sua ida para o Bayern era mera especulação. O Brasil, com a saída de Mano Menezes, tinha mesmo que recomeçar o trabalho - teríamos um ano e meio de preparação até a Copa.
Mas os cartolas preferiram Felipão.
Trocamos um time por uma família, a técnica pela força, o trato da bola pelo chutão, o treinamento pela motivação emocional, a modernidade pela mesmice.
Saiu Felipão, entrou Dunga.
E continuamos achando, um ano depois, que aquele 7 a 1 foi só um acidente, Que perdemos a Copa América - para o Paraguai - porque pênalti é uma loteria.
Não. Não foi por medo do povo, da xenofobia que um estrangeiro comandando a Seleção poderia provocar que os donos do nosso futebol rejeitaram Guardiola.
Guardiola os assusta como a MP do Profut os assusta. Porque o que é novo, o que é profissional, o que é transparente, os assusta.
Sob o ponto de vista pessoal, eles até têm razão de pensar assim - as invedtigações FBI estão mostrando isso. Mas que paguem eles o preço deles. E deixem o futebol brasileiro, enfim, construir o seu futuro.
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