Mesmo com confronto, Brasília faz balanço positivo da abertura
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No balanço que fez ao término do jogo de abertura da Copa das Confederações, o governo do Distrito Federal comemorou o baixo número de incidentes ocorrido e livrou de qualquer tipo de culpa os policiais que entraram em confronto com os manifestantes, antes do início do jogo entre Brasil e Japão. Pelos dados apresentados, foram feitos 39 atendimentos médicos, dentro e fora do estádio, e efetuadas 29 prisões - 19 adultos e dez menores.
De acordo com o coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle Regional, Victor Campos, o plano de segurança foi executado dentro do planejamento. Ele ressaltou que os resultados obtidos foram os esperados e satisfatórios.
Já o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, falou sobre o confronto entre os cerca de mil manifestantes ocorrido antes da partida. E foi enfático ao afimar que a atuação dos policiais foi a correta para este tipo de acontecimento.
"Os policiais agiram dentro da medida, com uso progressivo da força conforme a resposta dos manifestantes. Infelizmente havia um grupo menor disposto a partir para um confronto. Mas a polícia estava preparada para impedir que o evento fosse inviabilizado ou a segurança dos torcedores fosse prejudicada", frisou o secretário de segurança.
O secretário ainda explicou que dos 39 atendimentos médicos realizados, três eram de feridos por balas de borracha na manifestação. E, do total de feridos, quatro foram policias militares da Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam), atingidos por pedradas arremessadas por manifestantes.
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Bate-Bola
Zilfrank Antero
Tenente-coronel da Polícia Militar-DF que atuou durante a manifestação em entrevista ao L!Net
Eram mil pessoas na manifestação e sem um comando. Isso dificultou a ação da polícia?
Sim. Porque compromete toda a negociação. Tínhamos várias pessoas mas não se tinha alguém com comando para conversar.
O senhor considera a ação um sucesso. Mesmo com torcedores tendo sido atingidos?
Eventualmente, uma criança, um torcedor acabou atingido. Não queríamos isso, mas os manifestantes estavam junto ao público
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O uso de armas não letais não foi excessivo?
Não. Eram mil pessoas querendo acabar com a festa de 70 mil. E só agimos quando tentaram invadir.
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