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Eternamente ligado a Minas, Fred joga movido à emoção em busca da final

01/03/2016 03:16

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Fred não gosta de ser poupado. Costuma dizer aos amigos que quem perdeu a mãe (por um câncer)  aos sete anos e passou fome na infância não precisa se curvar diante a desafios. A lembrança até o emocionou na última terça, em entrevista (ler mais abaixo).

E a filosofia de vida do camisa 9 foi seguida à risca durante a Copa das Confederações, após superar uma fratura na costela, até chegar ao habitat natural do mineiro de 29 anos, de Teófilo Otoni.

Diante do Uruguai, nesta quarta, às 16h, o reencontro com um dos palcos prediletos, o Mineirão, não será o único pretexto para endossar o coro por uma vaga na decisão.

Afinal, uma vitória em solo mineiro levará o jogador e a Seleção à segunda casa dele, o Rio.

A média de 0,87 gols no Gigante da Pampulha – 41 gols em 47 jogos – colaborou para estreitar os laços do atacante com o estádio. Números, porém, que configuram apenas mais um elemento de ligação de Fred com BH. Os pais moram na cidade desde a transferência para o Cruzeiro, em 2004.

Vivem no apartamento comprado, na época. Hoje, o jogador já tem outro, no bairro Funcionários, onde costuma ficar quando está de folga na cidade.

O irmão, Rodrigo Chaves de Melo, também mora em Belo Horizonte. Administra a carreira do atacante, com outro assessor. Fred acabou de assinar um contrato de fornecimento de material esportivo com a Adidas (cinco anos).

A passagem pelo futebol francês, entre 2005 e 2009, não o afastou de Minas e das amizades. Na volta ao país, quando assinou com o Flu, um dos amigos de infância, Rodrigo Andrade, o Barriga, foi com ele ao Rio.

Ali, ele estabeleceu a "segunda residência", com ares mineiros e cariocas. Morou sempre em Ipanema até se mudar recentemente para o Leblon. É vizinho de Ronaldo. No Rio, Fred passou a ter, recentemente, uma vida mais reservada.

Restaurantes e idas ao teatro estão no roteiro do atacante na capital carioca. O futvôlei na praia também é indispensável. Apesar da fama de "pegador", Fred prefere as mulheres "comuns", contou um amigo. O Dom Fredon, apelido dado aos brasileiros que jogaram com ele no Lyon, está comprometido com uma morena.

A simplicidade, o jeito "irresponsável" de jogar e o fato de achar que não é craque, contam pessoas ligadas a Fred, são os principais trunfos que levaram o jogador a ter sucesso.

Nesta quarta à tarde, Belo Horizonte volta a ser a casa do artilheiro. Pronto para balançar as redes dos uruguaios.


Fred mineiro

O que gosta de comer
Fred costuma frequentar o bairro de Lourdes, onde se concentram os melhores restaurantes de Belo Horizonte. A presença do jogador é marcante nos finais de semana em que ele está de folga. O carro Panamera, que comprou recentemente, fica na capital mineira para ser usado nas folgas. Favorita, Dádiva e Taste Vin são os restaurantes preferidos do atleta.

Noite do artilheiro
Quando é liberado pelo Fluminense para folga, o atacante gosta de curtir noite sertaneja de domingo do Clube Chalezinho. O jogador também gosta de festivais de música eletrônica. David Guetta e Avicii são alguns dos produtores e DJs preferidos de Fred. Ele também é amigos de alguns DJs da cidade.

As origens
Boa parte do círculo de amigos de Fred também vive em Belo Horizonte. Ele é mais ligado à família e às pessoas que conhecia desde a época de infância, fora do meio do futebol. Procura manter contato com todos, sempre.


Fred carioca

Restaurantes preferidos
A vida de Fred no Rio de Janeiro fica restrita aos bairros de Ipanema e Leblon. Com variedades gastronômicas e de entretenimento, o local é frequentado pelo atacante na companhia dos amigos cariocas. Ele é visto andando pelas ruas dos dois bairros sem a necessidade de seguranças. Sushi Leblon, BB Lanches, Belmonte e Quadrucci são os lugares preferidos do artilheiro, que tem residência fixa no Rio de Janeiro desde que foi jogar no Fluminense, há quatro anos.

Entretenimento
Fred tem os amigos do futvôlei e pratica o esporte em uma rede próxima ao apartamento em que mora. Assiste peças de teatro com frequência e, às vezes, na folga, vai ao Baile da Favorita, festa temática que acontece no Rio mensalmente. O jogador morava em Ipanema e mudou-se este ano para o Leblon. O amigo, Barriga, é quem auxilia Fred nessas questões e encontrou o apartamento. Ele não sabia que Ronaldo tinha cobertura no local. Em 2012, o Fenômeno reformou a fachada do prédio.


BATE-BOLA: Fred

Como será jogar mais perto de todos seus familiares?
A minha família toda vai estar. Minha filha, meu pai, amigos próximos. A única pessoa que não poderá ver será a minha mãe (Giselda), que verá de camarote. Ela era apaixonada por futebol. Acompanhava o meu pai e o meu irmão quando eles jogavam. Seria um orgulho para ela ver o filho dela fazendo gols no Mineirão. Eu perdi ela aos sete anos, ela me passou coisas boas para a vida. Era simples, de ótimo caráter. Seria bom ela ver o filhão jogando a Copa. Mas onde ela estiver, estará feliz.

E o reencontro com o estádio?
É a primeira vez no novo Mineirão. O ambiente estará o mesmo, espero fazer ainda mais gols. Vai ser mais especial com a camisa da Seleção Brasileira agora.

Como vê o clima na cidade, com ameaças de protestos?
Já falamos muito sobre isso. Sou a favor, o povo brasileiro é tão sofrido e tudo o que reivindica é justo. Mas quebrar a cidade não faz parte de uma coisa legal. Esperamos que seja pacífico e não tenha confrontos com a polícia.

O que você espera da torcida mineira contra o Uruguai?
Joguei pelo América-MG e pelo Cruzeiro. São duas torcidas pelas quais tenho muito carinho. Respeito também a torcida do Atlético-MG e quando venho aqui sinto que tenho o respeito deles. Tenho certeza que se tratando de uma decisão, o povo mineiro irá apoiar todos os jogadores. Será uma grande festa assim como foi nas outras cidades em que jogamos. Sem dúvidas eu me sinto em casa. Tive grandes momentos aqui. O povo mineiro vai apoiar a Seleção Brasileiro, tenho certeza disso.

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