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Espanha repete Euro-2008, bate Itália nos pênaltis e fará final com o Brasil

A Espanha começou a ganhar seu grande destaque justamente após uma partida contra a Itália pelas quartas de final da Eurocopa de 2008, quando eliminou o adversário nos pênaltis e avançou à semifinal da competição. Ali acabava o estigma do "quase". Nesta quinta-feira, no Castelão, em Fortaleza, pela semifinal da Copa das Confederações, a história foi a mesma. Após 0 a 0 no tempo normal, a Fúria venceu por 7 a 6 nos pênaltis e garantiu vaga na final contra a Seleção Brasileira, no próximo domingo, no Maracanã.

MAIS ESPANHA:
> Casillas fala no trabalho das divisões de base para justificar momento da Fúria
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MAIS ITÁLIA:
> Prandelli fica satisfeito: 'Jogamos de igual para igual contra os melhores do mundo'
> Balotelli manca recado, Gilardino joga mal, mas ganha apoio de técnico da Azurra

GALERIA DE FOTOS:
> As imagens da classificação espanhola no Castelão

Assim, a atual campeã mundial e bicampeã europeia vai fazer a final que todo o mundo esperava, contra a Seleção Brasileira, e diante de quase 70 mil pessoas no outrora Maior do Mundo, no Rio de Janeiro. Todos os olhos do mundo estarão voltados para o Maracanã, a partir das 19h (de Brasília) de domingo.

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ESQUEMA COMPACTO E BOAS CHANCES

Sob o forte calor de Fortaleza, Espanha e Itália entraram em campo dispostos a marcar logo nos primeiros minutos. Pedro, em uma jogada pelo lado direito do campo, bateu cruzado e levou perigo ao goleiro Buffon. Em seguida, De Rossi recuperou uma bola pelo meio, tocou para Gilardino. Ele deu belo passe para Giaccherini chutar e colocar a Azzurra no jogo.

Com um esquema que contava com uma linha de cinco homens da defesa e quatro no meio de campo, a Itália deixou claro que sua proposta era evitar a Fúria por perto de sua área. E evitou durante boa parte do jogo. Quem não contava com vários lances de perigo da Azzurra era o torcedor espanhol. Principalmente em bolas aéreas, os italianos tiveram, ao menos, duas grandes chances. Fora outras oportunidades que poderiam ter uma melhor finalização.

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Na melhor oportunidade italiana no primeiro tempo, Maggio, livre na área, colocou a cabeça na bola e obrigou Casillas a realizar uma grande defesa. Antes, Marchisio também havia perdido uma chance clara. O camisa 1 espanhol se destacou.

A Espanha, por sua vez, teve ótima chance com Fernando Torres. Após matar a bola na entrada da área, o atacante girou em cima da zaga e bateu cruzado com a perna esquerda. A bola passou perto da trave. E foi só.

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MUDANÇAS E DESGASTE POR CONTA DO CALOR

O segundo tempo veio com mudanças. Além de novos nomes em campo, times com posturas táticas diferentes. Cesare Prandelli sacou Bazargli e colocou Montolivo em campo. De Rossi, com isso, fez um papel de líbero. Já Del Bosque tirou David Silva e mandou Jesús Navas a campo. O objetivo era claro: atuar com dois homes abertos, Navas e Pedro, para tentar furar o bloqueio da Azzurra.

Em boa troca de passes pela direita, Navas recebeu bola de Fernando Torres e bateu cruzado. Buffon, bem colocado, defendeu e não deu rebote. Como a Itália continuava bem postada em campo, principalmente no sistema defensivo, Iniesta arriscou jogada individual e chutou sem direção. A Fúria tinha problemas para furar o bloqueio azul.

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A Itália, jogando em casa por conta do apoio da torcida, seguiu buscando o gol principalmente em bolas aéras. O problema é que tanto para a Azzurra quanto para os espanhóis, o calor pesou. Ambas as equipes não aguentaram o ritmo forte do jogo e alguns jogadores pediram água em vários momentos. Mata e Marchisio substituíram Pedro e Aquilani, respectivamente.

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PRORROGAÇÃO: DRAMA E CORAÇÃO EM CAMPO

No primeiro tempo da prorrogação, os dois treinadores queimaram suas últimas substituições. Prandelli tirou Gilardino, que não fez boa partida, e deu chance a Giovinco. E Del Bosque colocou Javi Martínez no lugar de Fernando Torres, repetindo o esquema da Euro-2012, com dois volantes e sem homem de área. Martínez fez o falso camisa 9.

Giaccherini, em uma das melhores chances do jogo, acertou a trave após um belo chute. Casillas estava vendido na jogada. Na sequência, Piqué matou no peito dentro da grande área e chutou. A zaga afastou o perigo. E ainda teve uma boa chegada de Jordi Alba. Faltou pontaria ao lateral-esquerdo.

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Chiellini jogado no gramado com câimbras: cena da entrega, do desgaste. Esgotados, os espanhóis correram para pedir água enquanto o italiano era atendido. Mas tiveram grande chance de matar o jogo em um chute de Xavi: Buffon falhou e a bola ainda bateu na trave. Dramático! O goleirão italiano ainda pegou chute cruzado de Navas. Mas a partida foi mesmo para os pênaltis.

PÊNALTIS

Equilíbrio no tempo real, na prorrogação e até nos pênaltis. Após a fase de cinco cobranças e cinco gols para cada lado, vieram as cobranças alternadas. Resultado: Espanha contou com o chute para fora de Bonucci, Navas converteu o dele e a Fúria venceu por 7 a 6, garantindo vaga na final da Copa das Confederações.

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FICHA TÉCNICA
ESPANHA (7) 0 X 0 (6) ITÁLIA

Local: Castelão, em Fortaleza (CE)
Data-Hora: 27/6/2013 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Howard Webb (ING)
Auxiliares: Darren Cann (ING) e Mike Mullarkey (ING)
Público: 56.083 torcedores
Cartões amarelos: De Rossi (ITA), Piqué (ESP)
Cartões vermelhos: não houve
Gols: -
Pênaltis: Xavi, Iniesta, Piqué, Sergio Ramos, Mata, Busquets e Navas converteram (ESP); Candreva, Aquilani, De Rossi, Giovinco, Pirlo e Montolivo converteram, Bonucci perdeu (ITA)

ESPANHA: Casillas, Arbeloa, Piqué, Sergio Ramos e Alba; Busquets, Xavi e Iniesta; Pedro (Mata 33'/2ºT), David Silva (Jesús Navas 5'/2ºT) e Fernando Torres (Javi Martínez 3'/1ªP) - Técnico: Vicente Del Bosque.

ITÁLIA: Buffon, Maggio, Chiellini, Barzagli (Montolivo - Intervalo) e Bonucci; De Rossi, Marchisio (Aquilani 33'/2ºT), Pirlo e Candreva; Giaccherini e Gilardino (Giovinco 0'/1ªP). Técnico: Cesare Prandelli.

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