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Eliminado pelo Brasil em 97, Chilavert lembra cusparada e chama técnico de vagabundo

Neste sábado, às 18h30, Brasil e Paraguai voltam a se enfrentar na fase de quartas de final de uma Copa América. Em 2011, na Argentina, os paraguaios eliminaram o Brasil. Já em 1997, na Bolívia, com dois gols de Ronaldo, o Paraguai ficou pelo caminho. O polêmico ex-goleiro José Luiz Chilavert estava na eliminação paraguaia e prega respeito à Seleção Brasileira, apesar de acreditar que o resultado de quatro anos atrás pode ser repetido.

- Jogar contra o Brasil é diferente. A concentração tem que ser muito maior. É um jogo muito aguardado pelo jogador, uma oportunidade que não acontece sempre. O Brasil atual é diferente. Sempre teve figuras mundiais e fantásticas, casos de Romário, Bebeto e Dunga, mas hoje é um time novo, jovem, que ainda está buscando uma equipe ideal. Será um jogo difícil para os dois, não tem favorito - disse o goleiro, em entrevista ao LANCE!

Apesar da confiança na Albirroja, o goleiro não deixa de criticar o time, principalmente o treinador argentino Ramón Díaz, que assumiu à seleção paraguaia no começo de 2015 e ganhou somente um jogo em seis disputados - justamente contra a Jamaica, por 1 a 0, na primeira fase da Copa América.

- O Paraguai até agora não teve um sistema de jogo definido, apenas joga no contra-ataque. É uma seleção muita velha, o treinador não gosta de trabalhar, é um vagabundo. Ele não conhece o futebol paraguaio. Minha preocupação não é com a Copa América, mas com as Eliminatórias, não temos jogadores jovens para entrar em campo. Estamos jogando mais no anímico do que no coletivo - afirmou Chilavert, por telefone, antes de viajar ao Paraguai. O goleiro vive atualmente na Argentina, país em que encerrou a carreira em 2004, pelo Vélez (time pelo qual conquistou a Libertadores de 94).

                                                     Chilavert disputou pelo Paraguai as Copas de 98 e 2002 (FOTO: AFP) 

O episódio mais polêmico envolvendo Chilavert e a Seleção Brasileira ocorreu nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002. O Paraguai precisava ganhar o jogo para ficar mais tranquilo na briga por uma vaga na Copa, porém o Brasil, atuando em Porto Alegre, ganhou de 2 a 0, em 2001. No final da partida, o lateral-esquerdo Roberto Carlos foi provocar o goleiro, levou uma cusparada e Chilavert pegou quatro jogos de suspensão.

- Eles chutavam de todos os lados e não conseguiam marcar, eu fazia gestos com a mão para provocar os brasileiros. O Paraguai tinha muita chance de ficar fora se perdesse ou empatasse. Foi uma partida muito nervosa. No final do jogo, o Roberto Carlos chegou em mim e disse: "Índio, ganhamos de 2 a 0". Minha reação foi cuspir na cara dele. Seguramente queria ter feito pior, mas sofreria mais consequências. Foi instintivo naquele momento. Sinto muito orgulho de ter sangue paraguaio, sangue guarani. E ele falou como se fosse um alemão, de olhos azuis - lembrou o ex-goleiro.

O reencontro entre Roberto Carlos e Chilavert ocorreu durante a Copa do Mundo de 2014 - o goleiro trabalhou como comentarista para um canal colombiano - em um dia que certamente está na lembrança dos brasileiros. 

- Nos encontramos no Brasil durante o Mundial, no jogo em que a Alemanha ganhou de 7 a 1. Trabalhamos muito perto, nos cumprimentamos. O que aconteceu no campo, eu não levo pra fora - finalizou.

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Quando atuava, Chilavert se destacou por ser um goleiro-artilheiro, como Rogério Ceni. Chegou a ser o atleta da posição com mais gols no mundo, 62. Sua marca, porém, foi quebrada por Rogério Ceni, que hoje acumula 129 bolas na rede. O paraguaio disputou dois Mundiais com sua seleção, 98, na França, quando a equipe foi até as oitavas de final, e 2002, quando parou também nessa fase, eliminado pela Alemanha. 

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