Ausência de Sheik no banco do Corinthians não tem base jurídica
Emerson Sheik foi utilizado por Tite no segundo tempo dos três primeiros jogos do Campeonato Brasileiro, contra Cruzeiro, Chapecoense e Fluminense. Nesse meio tempo, o treinador revelou que o jogador seria colocado em campo até quando fosse possível, respeitando a ideia de que o sexto jogo fosse na Arena, para que pudesse ser homenageado diante do torcedor, como titular, em uma espécie de despedida oficial. Mas tudo mudou da última semana para cá...
O camisa 11 não foi relacionado para o Dérbi do último domingo e não fez parte da delegação que embarcou na noite de terça-feira para o Sul do país, onde a equipe enfrentará o Grêmio e o Joinville. Mas o que aconteceu para essa mudança de postura da comissão técnica? Por que o experiente jogador passou a não ser mais relacionado? A resposta veio antes da viagem, na entrevista coletiva de Tite no CT Joaquim Grava.
– É um risco de lesão que traria ônus financeiro ao clube, e ao atleta em termos de saúde (um risco) muito grande. Teríamos de fazer um contrato até o tempo de recuperação. Se estoura o joelho, são nove meses de contrato – explicou o comandante.
Mas não é bem assim. Juridicamente, o que Tite afirmou está completamente equivocado. Em caso de lesão grave do jogador nesses últimos jogos com o atual contrato, o Corinthians não teria nenhum obrigação legal de renovar automaticamente seu contrato com as mesmas bases salarias (R$ 520 mil). É difícil ter certeza de onde o treinador obteve tal informação, mas vale lembrar que há cerca de dez dias, em entrevista à rádio Bandeirantes, o ex-presidente Andrés Sanchez falou da mesma preocupação externada por Tite na tarde desta terça-feira.
Ao LANCE!, uma pessoa ligada ao presidente Roberto de Andrade afirmou:
– Sabemos, sim, que não há necessidade jurídica de se fazer um novo contrato em caso de lesão, mas jamais deixaríamos ele desamparado, sem tratamento ou sem contrato. Faríamos de qualquer jeito, por isso tomou-se essa decisão - garantiu.
Em tempo: Emerson Sheik segue seus treinos normalmente no CT Joaquim Grava, onde também corre risco de lesão nas atividades com bola, que contêm duelos entre os jogadores. Caso aconteça o último jogo, que será o da despedida, o camisa 11 também passará pelo mesmo risco de lesão.

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