Após 'esquecer' eliminação, Kardec quer Palmeiras elétrico na Série B
Líder da Série B e vindo de nova vitória na competição (os 3 a 1 sobre o Atlético-GO), o Palmeiras viveu um momento de turbulência após a dura derrota para o Atlético-PR por 3 a 0, que eliminou o time da Copa do Brasil e rendeu críticas do presidente Paulo Nobre aos seus comandados. Embora saiba da decepção do resultado contra o Furacão, o atacante Alan Kardec reforçou que o incidente faz parte do passado. Dele, ficou apenas o aprendizado de que o Verdão precisa estar elétrico desde o início dos jogos também na Série B.
- Aquela derrota ninguém esperava, foi um choque muito grande, porque o Atlético-PR soube se impor também. Aprendemos que temos que entrar ligados, não é a primeira partida que entramos desligados. Contra o Paraná e Paysandu (vitórias de virada em casa por 2 a 1 e 3 a 2) foi assim. Tem partidas que não se consegue dar a volta por cima. Tem que entrar muito elétrico para não sofrer gols antes. As viradas são gostosas, mas é ruim quando você tem que correr dobrado - analisou.
Nos últimos dez jogos, o Verdão saiu atrás no placar em seis deles, sendo que a pior atuação foi contra o Furacão, partida na qual foi presa fácil para o rival nas oitavas da Copa do Brasil. Após a partida, o mandatário reclamou de apatia e deu declarações que repercutiram mal no grupo. Henrique admitiu ao L!Net que os jogadores não gostaram das críticas, enquanto José Carlos Brunoro, diretor-executivo, alegou que o grupo entendeu o desabafo do chefe. Kardec, por sua vez, tenta falar o mínimo sobre o assunto, a fim de evitar voltar a tocar "em uma ferida cicatrizada".
- É passado, ele é presidente, torcedor fanático. Aquilo ali foi um momento de calor, ninguém esperava. Já foi conversado internamente, o que aconteceu já foi apagado, tanto as declarações quanto a partida. A gente nao deve tocar no assunto, voltar a tocar na ferida que já foi cicatrizada. temos que olhar para frente. São coisas que nao trouxeram alegria, é olhar para frente - avisou.
"Passada a borracha" no jogo em Curitiba, resta ao Verdão a Série B. Líder com 45 pontos e a 14 do primeiro clube fora do G4, o camisa 14 foi questionado se este era o momento de administrar a boa vantagem na competição. O ex-jogador do Benfica, porém, foi enfático ao explicar que este não é o caso.
- Eu penso que não é momento de administrar, tem que colocar o pé firme até o final. Iniciamos a segunda volta. Ter uma gordurinha seria importante para a Copa do Brasil, mas ja é passado. É colocar o pé no acelerador - completou.

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