Rafael Matos confiante para bater recorde no Rio Open; entenda

Duplista gaúcho pode se tornar o primeiro tricampeão

PorGustavo LoioRio de Janeiro (RJ)
18/02/2026 17:00
Atualizado em 18/02/2026 18:33

Primeiro brasileiro campeão do Rio Open, há dois anos, nas duplas, Rafael Matos não poderia ter voltado em momento melhor ao torneio no Jockey Club. No último domingo, o gaúcho, ao lado do conterrâneo Orlando Luz, conquistou o ATP 250 de Buenos Aires. E, nesta semana, pode se tornar o primeiro tricampeão, entre simples e duplas, do evento.

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A estreia é nesta quarta, em torno das 18h, contra o argentino Guido Andreozzi e o francês Manoel Guinard, dupla terceira cabeça de chave no Jockey Club.

Na segunda-feira, menos de 24 horas após levantar o troféu na capital argentina, os brasileiros já treinavam no Jockey Club. Mas nada que atrapalhe o dia a dia da dupla:

- A rotina é assim mesmo, é uma semana atrás da outra, a gente joga aí 30, 35 torneios por ano, cada um tem a duração de uma semana. E, quando tu vai bem em uma semana, não dá pra reclamar que é um bom resultado. Às vezes você viaja no mesmo dia, ou dia seguinte de manhã, a gente chegou no hotel às 3 da manhã, e já viemos para a quadra ver as condições, adaptar para o jogo de quarta. A gente está acostumado, às vezes fica um pouco puxado, mas é isso aí - explica Rafa, que treina com o parceiro na  ADK Tennis, do Itamirim Clube de Campo, de Itajaí.

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Atual 32º do mundo nas duplas, Matos, aos 30 anos, soma 12 títulos como profissional. Dois deles no Rio Open: em 2024, com Nicolas Barrientos, da Colômbia, e, ano passado, com o mineiro Marcelo Melo.

- É, acho que agora é aproveitar esse bom momento com o Orlando, a gente teve uma boa semana lá em Buenos Aires, que é saibro também, condição parecida com aqui, lento, a gente fez uma boa pré-temporada junto em dezembro, um bom torneio na Austrália (quartas de final no Grand Slam). Então, acho que é aproveitar essa sequência pra chegar com essa confiança que ganhar jogos do título dá.

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Já Luz, 43º do mundo, seu melhor ranking, aos 28 anos, diz que a cobrança pelas vitórias está sempre presente:

- Aparentemente, se eu não ganhar o torneio o problema sou eu né (risos). Então, vou ter que pegar o troféu de qualquer jeito. A pressão sempre existe, independente se ele tem que defender ou não tem que defender os pontos, o ano é muito longo. Caso a gente não defenda aqui, semana que vem a gente vai competir de novo, não vai parar o ano. Depois tem Indian Wells, Miami, Roland Garros. Estamos pensando a longo prazo.

Rafa prevê primeira rodada difícil

O parceiro de Orlandinho prevê uma estreia complicada:

- É um jogo duríssimo, um jogo que a gente jogou a semifinal lá na Argentina contra eles também. É pra sair desde o início do torneio querendo bastante e com nível lá em cima.

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Bicampeão nas simples cai

Com a derrota, nesta terça, do atual bicampeão nas simples, o argentino Sebastian Báez, Matos pode se tornar o primeiro tricampeão do torneio.

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Orlando Luz (e) e Rafael Matos em treino no Rio Open (Foto: João Pires/Fotojump)
Orlando Luz (e) e Rafael Matos em treino no Rio Open (Foto: João Pires/Fotojump)
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