Médicos apontam riscos e limitações de ter coluna retificada, como João Fonseca
Especialistas falam sobre condição crônica do número 1 do Brasil

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Coluna retificada. Que fã do esporte brasileiro não se preocupou com isso nos últimos dias? Desde que João Fonseca revelou que tem desde o nascimento esse problema, diversas dúvidas invadiram a cabeça dos fãs. O Lance! ouviu médicos especialistas para esclarecer dúvidas a respeito desse tema e responder à questão principal: isso pode abalar o futuro do craque nas quadras?
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Gabriel Bessa, ortopedista e traumatologista do Hospital da AACD, destaca que uma coluna retificada perde parte da capacidade de amortecimento. Isso significa que o impacto de saltos, aterrissagens e, principalmente, os movimentos de torção do saque e do forehand, são transmitidos de forma mais direta às vértebras, discos e articulações. A rigidez da região afetada limita a amplitude de movimento, essencial para a potência e a fluidez dos golpes no tênis, podendo reduzir a performance e aumentar o gasto energético. Porém, não impede uma boa performance.
- A literatura médica mostra que um atleta pode conviver com essa condição e manter um nível altíssimo de performance, mas isso exige um trabalho constante, minucioso e integrado de toda a sua equipe.

Carlos Eduardo Franklin, chefe do setor de Ortopedia e Traumatologia do Hospital São Francisco na Providência de Deus, explica que a lesão por estresse é diferente dos demais tipos de fratura.
- A por estresse decorre de pequenos e repetidos traumas que causam a lesão da vértebra, que foi consolidada. A fratura 'colou', mas ele ficou com uma limitação de alguns movimentos. Causa um pouco de dor, um certo desconforto, mas o atleta de alto rendimento convive com a dor intensamente. Não acredito que seja um problema que possa acabar com a carreira dele. Mas é um problema sentir dor a cada jogo, e é muito desconfortável jogar com dor o tempo inteiro. Ele é muito jovem, então precisa cuidar bem disso para que isso não o impeça de seguir com a carreira no futuro.
Certo de que a reabilitação fisioterapêutica leva o sucesso à maioria dos casos de coluna retificada, o ortopedista, especialista em quadril e joelho, Inácio Ventura vê como positivo o fato de a ressonância magnética não ter encontrado lesões graves, como João Fonseca contou. Mas faz um alerta:

- A conciliação dessa reabilitação com a rotina de treinos e jogos é um dos maiores desafios para o esportista de alto nível.
Alerta seguido também pela cirurgiã ortopedista, Juliana Munhoz. Segundo ela, um histórico de fratura por estresse tem que ser lido como um alerta, sim. Principalmente, porque o paciente pode ter lesões com mais frequência.
- Nesse caso, o risco aumenta, pois a região já sofreu fadiga óssea. Isso não significa fim de carreira, mas pode gerar dor recorrente, perda de potência para o esporte.
Sobre o tratamento, todos os especialistas concordam que deve ser conservador para esse tipo de condição, sendo a fisioterapia especializada e fortalecimento específico da musculatura os mais indicados. Quanto à cirurgia, os médicos ouvidos pelo Lance! também destacam que só é uma opção casos raríssimos.
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