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Bernardinho compara tênis com vôlei e elogia João Fonseca

Técnico multicampeão concedeu entrevista ao podcast New Balls Please

PorGustavo LoioRio de Janeiro (RJ)
25/02/2026 08:20
Bernardinho em entrevista ao podcast New Balls Please, no Rio Open (Reprodução)
Bernardinho no podcast New Balls Please (Reprodução)

Uma das celebridades que prestigiaram o Rio Open, Bernardinho é fã de tênis e já praticou o esporte. Em entrevista ao podcast New Balls Please, de Fernando Meligeni e Fernando Nardini, durante o ATP 500 no Jockey Club, divulgada na terça-feira, o técnico da seleção brasileira masculina de vôlei e do Sesc-Flamengo falou sobre a modalidade da bolinha e do número 1 do país, João Fonseca.

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- Na minha família, o esporte sempre foi muito presente, então todos nós praticamos um pouco, brinquei, joguei tênis, cheguei a jogar torneios de quarta classe. E tem um dos livros mais interessantes de esporte, que fala sobre a questão emocional, 'The Inner Game of Tennis' ('O Jogo Interior do Tênis'). E vejo uma similaridade com o vôlei, que é muito falar com você mesmo. A diferença é que o vôlei é coletivo, você consegue, como na dupla, eventualmente, dividir um pouco, compartilha as suas tensões, suas individualidades. Já nas simples você está sozinho, tem o self-talk, falar com você mesmo.

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Como fã do tênis, Bernardinho diz ter acompanhando nomes com Thomaz Koch, Carlos Alberto Kirmayr e, claro, Gustavo Kuerten, único do país, no masculino, a chegar ao topo do ranking mundial.

Bernardinho espera que país aproveite o fenômeno João Fonseca

- Espero que nós aproveitemos de uma forma sábia o surgimento de um garoto bacana, que é o João Fonseca, popular, um ídolo, a mãe foi jogadora de vôlei, para pontuar bem. Eu acho que o tênis não aproveitou a era Guga, esse fenômeno, um rapaz com uma popularidade incrível, um manezinho adorável, um super campeão. Não surgiu um movimento, um projeto realmente.

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Um dos maiores campeões da história do vôlei, com destaque para o bicampeonato olímpico (em 2004 e 2016), o treinador trouxe também um ensinamento sobre os fora-de-série, independente da modalidade:

- Eu posso melhorar o seu backhand, seu voleio, o seu saque, o que quer que seja, mas não posso incutir em você vontade. Ou você tem, ou não tem. A inspiração vem de fora, a vontade, de dentro. Se não tiver, não existe treinador no mundo que vai incutir. Se não tem a chama, não tem onde colocar gasolina, onde jogar oxigênio para ela inflamar. O Rio Open é impressionante, tem uma dimensão espetacular, é muito bacana viver isso aqui, mas que a gente saiba aproveitar. Não é só produzir o número 1 do mundo, mas estar em produção consistentemente. Por que a Argentina, por exemplo, produz mais que nós?

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Fernando Nardini, Fernando Meligeni e Bernardinho (Reprodução)
Fernando Nardini, Fernando Meligeni e Bernardinho (Reprodução)

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