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João Fonseca faz virada histórica e derruba Djokovic em Roland Garros

Jovem brasileiro derruba o sérvio por 3 sets a 2 em Paris

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Gustavo Loio
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 29/05/2026
15:58
Atualizado há 6 minutos
A emoção de João Fonseca ao derrubar Novak Djokovic na terceira rodada de Roland Garros
imagem cameraA emoção de João Fonseca ao derrubar Novak Djokovic na terceira rodada de Roland Garros (Photo by Dimitar DILKOFF / AFP)

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João Fonseca protagonizou o maior feito de sua carreira até aqui, nesta sexta-feira. Diante de ninguém menos do que Novak Djokovic, o maior recordista da história (24 Grand Slams no currículo), o carioca, de 19 anos, conquistou uma virada épica, por 3 sets a 2, por 4/6, 4/6, 6/3, 7/5 e 7/5. A batalha, válida pela terceira rodada de Roland Garros 2026, durou 4h53. Foi o jogo mais longo da carreira do ex-líder do ranking no saibro francês.

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Nas oitavas de final, sua primeira em Grand Slams na carreira, João encara o americano Tommy Paul ou o norueguês Casper Ruud. O triunfo do jovem carioca garante um novo campeão de Slam. Isso porque Djokovic era o último detentor de um título ainda vivo na chave.

- Seguimos acreditando. Estamos na quarta rodada, vamos com tudo - disse o brasileiro, em português, ainda em quadra, para delírio da torcida.

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Como foi a maior vitória da carreira de João Fonseca

Especialmente no início, o nervosismo foi, nitidamente, um adversário a mais para o brasileiro. O que é até compreensível, já que jogava pela primeira vez na quadra central, a Philippe Chatrier. Errático, João Fonseca ofereceu pouca resistência e foi quebrado logo no game de abertura. Do outro lado, com mais vitórias (103) no torneio do que o rival na carreira (50), o ex-líder do ranking manteve o domínio e conquistou nova quebra no quinto game.

João Fonseca devolve de direita na partida contra o sérvio Novak Djokovic (Foto: Dimitar DILKOFF / AFP)
João Fonseca devolve de direita na partida contra o sérvio Novak Djokovic (Foto: Dimitar DILKOFF / AFP)

O número 1 do Brasil, no entanto, começou a entrar no jogo quando sacou em 1/5, 0/40 e salvou os três breaks, que também eram set points. Foi o game mais demorado até ali, com quase seis minutos. Em seguida, João devolveu uma das quebras e passou a incomodar o adversário.

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Na segunda parcial, João Fonseca vinha confirmando o saque com relativa facilidade até o quinto game. Foi aí que o ex-líder do ranking aproveitou o primeiro break do set para conquistar nova quebra. O pupilo do técnico Guilherme Teixeira não se abateu e teve a chance de devolver a quebra no oitavo game, quando o oponente sacava em 4/3. Mas Djokovic salvou a bola de quebra, abriu 5/3 e comemorou muito. Dois games depois, fechou o set.

Mesmo com duas parciais abaixo, o jovem brasileiro não se abateu e, no segundo game do set seguinte, conquistou a quebra. Era a primeira vez que ele fazia isso antes do rival em uma parcial. Em sequência, no game mais longo da partida até aqui, com quase oito minutos, o número 1 do Brasil teve sangue frio e talento para salvar dois breaks e abrir 3/0. Dali em diante, o caçula da partida só foi ter o serviço ameaçado e, com dois aces seguidos, fechou o set.

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O 30º do mundo seguiu com o pé no acelerador e teve cinco breaks na abertura do quarto set. Aproveitou o último deles para abrir nova vantagem. Mas o tricampeão não parou de lutar e deu o troco no quarto game, quando o rival sacou em 2/1. Djokovic precisou usar todo seu repertório para sair das cordas no 4/4, quando salvou dois breaks. No primeiro, o brasileiro forçou uma direita, que foi na rede. No segundo, o tricampeão encaixou um ace. Dois games depois, no entanto, João conquistou a quebra, com uma direita no contrapé, e voltou a levantar a torcida. Em seguida, o brasileiro fechou mais um set.

Ter uma quebra de desvantagem no set decisivo, em condições normais, contra Djokovic, seria a certeza de derrota. Mas o número 1 do Brasil, que foi quebrado no terceiro game, seguiu lutando. E deu o troco quando o veterano serviu em seguida. No 11º game, veio a derradeira quebra. E, com mais um ace, João fechou o jogo para fazer história.

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