Análise: saque foi fundamental para virada de João Fonseca em Roland Garros
Brasileiro acertou 95% dos primeiros saques contra Prizmic

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Nem parecia que João Fonseca, aos 19 anos, está apenas em sua segunda participação em Roland Garros como profissional. Nesta quarta-feira, na maior virada da carreira, o número 30 do mundo derrotou o croata Dino Prizmic, por 3 a 2 (3/6, 4/6, 6/3, 6/1 e 6/2), após 3h27m, garantindo vaga à terceira rodada, quando vai desafiar o sérvio e tricampeão, Novak Djokovic (vencedor em 2016, 2021 e 2023).
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Até o início do terceiro set, quando o adversário dominava a partida, o jovem brasileiro impressionou pela serenidade, maturidade. Parecia que uma hora o jogo viraria. E virou.
O saque foi um dos fundamentos que fizeram a diferença para o pupilo do técnico Guilherme Teixeira, da Yes Tennis. Entre outros números que chamam a atenção nessa batalha na quadra 14 do Grand Slam francês, o carioca conseguiu impressionante 95% aproveitamento de primeiro serviço. O rival também sacou muito bem e teve 94% no mesmo quesito.

O brasileiro também foi superior a Prizmic nos pontos vencidos com o primeiro saque: 70% contra 59%. O croata, por sua vez, que sacou demais, especialmente nos dois primeiros sets, teve melhor aproveitamento nos pontos ganhos com o segundo serviço (38% a 33%) e nos aces: 13 a 5. Embora tenha feito bem menos aces que o oponente, o número 1 do Brasil escapou, com um deles, de um break quando sacava em 3/1 no terceiro set, no início da virada.
João Fonseca também protagonizou um dado dos mais interessantes e raros relacionados a games de serviços: foram nada menos que sete vencidos de zero contra o perigoso adversário. Três deles foram nas primeiras vezes em que o número 1 do Brasil sacou. Por outro lado, o croata não ganhou um game sequer sem perder pontos.
João Fonseca desafia Djokovic na sexta-feira
Tal como o saque, o aproveitamento do número 1 do Brasil nos break points foi crucial: aproveitou seis das sete oportunidades (86%), contra apenas duas de seis de Prizmic (33%).
Sexta-feira, João Fonseca vai precisar usar, novamente, todo seu repertório para buscar a maior vitória da carreira. Afinal, terá pela frente o maior recordista de Grand Slams (24), de 39 anos, Djokovic.
Será a oitava vez que o jovem brasileiro desafia um top 10. Seu único triunfo até aqui, contra rivais desse nível, foi diante do russo Andrey Rublev (9º), na estreia do carioca em Grand Slams, em janeiro de 2025, no Australian Open (vídeo abaixo).
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