O que acontece com Vini Jr. na Seleção? Colunistas do Lance! opinam
Atacante não consegue repetir no Brasil as grandes atuações de Real Madrid

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Vini Jr dissera na véspera de Brasil x França que espera conseguir fazer pela Seleção Brasileira o mesmo que ele faz no Real Madrid. Mas, mais uma vez, passou em branco. Diante dos franceses, o atacante tentou inúmeras jogadas pelas pontas, em especial a esquerda, mas sem sucesso. Nos acréscimos, quase marcou.
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Dados do Sofascore mostram que o jogador do Real Madrid, de fato, está longe de ter o mesmo desempenho pelo Brasil. Enquanto que no clube espanhol Vini Jr. precisa, em médio, de 128 minutos para participar de um gol, na Seleção esse tempo chega a 219 minutos — nos dois casos, contando todos os jogos que já disputou.
Pelo Brasil, Vini Jr. participou de 46 jogos, sendo 36 como titular. Até aqui, são oito gols e seis assistências.
Colunista do Lance!, Eduardo Tironi diz que é "um mistério" o desempenho aquém do esperado em jogos pela equipe nacional. Mas o jornalista avalia que o craque do Real Madrid ainda esteja sentindo o peso de ser o protagonista.
— É muito misterioso o que acontece com Vini Jr na Seleção. Porque no Real Madrid, mesmo que atualmente ele não seja o principal jogador do time, é um dos mais importantes. É possível que o protagonismo com a camisa da Seleção esteja pesando neste momento. Com a saída de cena de Neymar, a responsabilidade ficou nas costas de Vini Jr, que tem sofrido com isso — pontua Tironi.
Lucio de Castro, por sua vez, considera que Vini Jr acabou sendo outra vítima do caos que se instalou na CBF e na Seleção nos últimos anos, com sucessivas trocas de treinadores e até mesmo do comando da entidade.
— Sou muito cuidadoso com esse tema. Vejo um julgamento imenso nas atuações do Vini Jr na Seleção sem que se avalie contexto. Durante os últimos anos, vivemos um caos administrativo na CBF que se refletiu diretamente na formação da equipe, com troca de treinador constante. E alguns que não tinham capacidade para tal —, pondera o colunista do Lance!.
Gustavo Fogaça, o Guffo, vai ao passado para lembrar que muitos craques tiveram problemas para mostrar todo o potencial na Seleção.
— Talvez os mais jovens não se lembrem, mas Raí era o grande craque do futebol brasileiro nos anos 1990, bicampeão do mundo pelo São Paulo, era pra ser o nome da Copa de 94. Perdeu espaço para Mazinho, um lateral/volante/meia que nunca foi craque. Indo mais ao passado, o hoje chamado "Craque Neto" esmerilhava seu futebol nos anos 1980, mas nunca conseguiu repetir o mesmo futebol na Seleção. Lembram de Giovanni, do Santos e Barcelona? Também virou banco na Copa de 98 e nunca mais apareceu —, recorda Guffo.
Ancelotti pode ajudar Vini Jr. na Seleção
Tanto Lucio de Castro quanto Eduardo Tironi acreditam que a sequência de trabalho com Carlo Ancelotti pode começar a favorecer Vini Jr.
— Agora com o treinador que foi o responsável pelo melhor momento dele é que veremos. A amostragem é pequena. Obviamente foi muito mal nesse amistoso contra a França, mas é preciso ver mais com Ancelotti —, diz Castro.
— Tem também o fato de o trabalho de Ancelotti ter começado há pouco tempo, e o Vini Jr já ter passado por diferentes treinadores sem continuidade. É diferente a mudança de treinador em clube e em Seleção, que se reúne pouco e com pouco tempo de treino. Imagino que a preparação para a Copa, depois da convocação, possa fazer seu desempenho melhorar.

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