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Disputa no ataque da Seleção cresce e Ancelotti ganha opções

São pelo menos 15 jogadores disputando vaga para a Copa

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Thiago Braga
São Paulo (SP)
Dia 05/02/2026
11:00
Vini Jr e Carlo Ancelotti em Brasil x Senegal
imagem cameraVini Jr e Carlo Ancelotti em Brasil x Senegal. (Foto: Ian Kington/AFP)

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A menos de seis meses da Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá, Carlo Ancelotti passou a ter mais opções para o setor mais farto da seleção brasileira: o ataque. Serão entre oito e dez jogadores convocados para o setor ofensivo, com Vinicius Jr., Estêvão, Raphinha, Rodrygo e Matheus Cunha com vaga praticamente assegurada — e uma fila de candidatos em alta nos clubes, que transforma cada amistoso e cada minuto em campo em espécie de "prova" rumo ao Mundial.

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A Data Fifa de março, com França em Boston, no dia 26, e Croácia em Orlando, em 31, é tratada como a última grande vitrine antes da convocação final, prevista para maio. A ideia da comissão técnica é sair dos Estados Unidos com a lista praticamente desenhada, já que, depois desses dois jogos, o grupo só volta a se reunir às vésperas da Copa.

Brasil tem base definida, mas Ancelotti segue com dúvidas na lista para a Copa

Ancelotti trabalha com dois planos: um Brasil agressivo, de múltiplas opções em velocidade e mobilidade na frente, e um desenho alternativo, com mais controle de bola, pressão organizada e um centroavante de referência para noites em que o jogo pede presença na área. Dentro desse contexto tático, a temporada 25/26, de agosto até agora, expõe uma disputa aberta por espaço entre os atacantes.

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Endrick, por exemplo, ainda não vestiu a camisa da seleção principal no período, mas vem jogando como quem sabe que cada número conta. Ele resolveu sair do Real Madrid e viu a seus números explodirem: são oito jogos, seis como titular, cinco gols e uma assistência, com participação em gol a cada 88 minutos, um volume de finalizações alto (3,1 por partida, 1,7 no alvo) e impacto também no jogo de apoio, com 2,4 dribles certos, um passe decisivo e 0,6 grande chance criada por jogo, além de vencer 5,4 duelos e sofrer 1,7 falta em média. É o retrato de um atacante agressivo, capaz de acelerar a jogada, definir e ainda oferecer profundidade e combatividade, características que pesam quando o treinador pensa em alternativas para mudar a cara de uma partida travada.

Outro nome da nova geração que se candidata como protagonista é Estêvão, já tratado como peça quase certa na convocação graças à combinação de desempenho e encaixe no modelo que Ancelotti desenha para o setor ofensivo. Em 36 jogos por Chelsea e Brasil, 19 como titular, são 11 gols e duas assistências, com participação direta a cada 131 minutos, sustentada por 1,9 finalização por jogo (0,7 no gol), 1,4 drible certo e 0,9 passe decisivo. Não é apenas um ponta agudo: o jovem mostra capacidade de se associar por dentro, flutuar entre linhas e oferecer soluções criativas em espaços curtos, o que aumenta muito seu valor num elenco em que a versatilidade é critério declarado.

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Se Estêvão se credencia como um arma versátil pelos lados, Igor Jesus e Igor Thiago aparecem como candidatos a ocupar a vaga de centroavante de referência do elenco, figura-chave no plano alternativo do italiano. Igor Jesus tem brilhando com a camisa do Nottingham Forest sobretudo nas competições europeias, com 32 jogos (22 como titular), soma 11 gols e uma assistência, participando de gol a cada 156 minutos, em média 2,2 finalizações por partida, ainda que apenas 0,6 no alvo, e volume mais discreto em criação (0,3 passe decisivo, 0,1 grande chance), compensado por 4,3 duelos ganhos.

Revelado no Cruzeiro, com passagem pela Bélgica, Igor Thiago, também ainda inédito na Seleção, surge com números mais estridentes: 25 jogos, 23 como titular, 17 gols e uma assistência, presença em gol a cada 114 minutos, 2,2 finalizações (1,3 na direção do gol) e contribuição razoável no apoio, com 0,8 drible certo, 0,5 passe decisivo e 0,2 grande chance criada, além de 4,8 duelos ganhos por jogo. Entre os dois, o recado estatístico é claro: Igor Thiago entrega hoje a combinação mais letal entre presença na área e capacidade de concluir, um perfil que casa com o desenho de time que busca cruzar mais, fixar defensores e atacar a segunda bola.

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No bloco de pontas e meias-atacantes, Antony reaparece no radar após se reencontrar no Bétis, tentando virar a narrativa de ausência recente na Seleção com uma temporada robusta em produção ofensiva. Em 26 partidas, 25 como titular, ele soma nove gols e oito assistências, participando diretamente de um gol a cada 122 minutos, com média de 2,8 finalizações (1,1 no alvo), 1,2 drible certo e, sobretudo, 1,8 passes decisivos, além de 0,3 grande chance criada e 4,5 duelos ganhos por jogo. É um raio-X de ponta criador que não apenas ataca o um contra um, mas também serve os companheiros, perfil que agrada a ideia de um ataque com múltiplos focos de construção.

No Zenit, Luiz Henrique, faz temporada discreta em números de gols, mas apresenta um pacote que pode seduzir pela intensidade sem bola e pela capacidade de desequilíbrio em zonas intermediárias. Em 23 jogos, 18 como titular, são dois gols e três assistências, com participação a cada 290 minutos, 1,5 finalização por partida (0,4 no gol), 1,7 drible certo, 0,9 passe decisivo, 0,2 grande chance criada e expressivos 5,6 duelos ganhos por jogo. Ele se coloca como um candidato a "12º jogador" para contextos específicos, capaz de recompor, pressionar alto e ainda carregar a bola em transições, um perfil muito útil em mata-mata.

A prateleira dos centroavantes jovens, porém, ganha peso especial com Kaio Jorge, do Cruzeiro, e Vitor Roque, do Palmeiras, ambos no radar de Ancelotti. Kaio soma 27 jogos, 25 como titular, 13 gols e cinco assistências, participação em gol a cada 116 minutos, com 2,6 finalizações por jogo (1,1 no alvo), 0,8 drible certo, 0,6 passe decisivo e 0,1 grande chance criada, além de 2,9 duelos ganhos. É o retrato de um 9 que sabe recuar para tabelar e, ao mesmo tempo, ataca a área com presença regular.

Vitor Roque, por sua vez, se aproxima do status de "caso de força maior": são 33 jogos, 25 como titular, 17 gols e cinco assistências, participação em gol a cada 101 minutos, 2,8 finalizações (1,2 no alvo), 1,2 drible certo, 0,9 passe decisivo, 0,2 grande chance criada e 5,3 duelos ganhos por partida. É um centroavante moderno, que combina agressividade para atacar a última linha, mobilidade para cair nos lados e intensidade para pressionar zagueiros, encaixando-se como luva no plano de pressão alta e recuperação rápida da bola sonhado pela comissão.

Entre os nomes praticamente consolidados estão a dupla do Real Madrid. Vinicius Junior tem 37 jogos, 33 como titular, são nove gols e dez assistências, presença direta em gol a cada 151 minutos, 2,9 finalizações por jogo (1,1 no gol), impressionantes 2,4 dribles certos, 1,8 passes decisivos, 0,3 grande chance criada, além de 5,0 duelos ganhos e 1,7 faltas sofridas por partida. Ele não é apenas o ponta que desequilibra pelo lado esquerdo; é o líder técnico de um sistema que se organiza para potencializar suas arrancadas, seus duelos individuais e sua capacidade de atrair marcações para liberar espaços para os demais.

Rodrygo vive um cenário um pouco diferente, alternando titularidade e saídas do banco, mas mantendo influência constante quando acionado. Em 30 jogos, 13 como titular, são cinco gols e cinco assistências, com participação em gol a cada 137 minutos, 1,7 finalização por jogo (0,8 no alvo), 1,4 drible certo, 1,2 passes decisivos, 0,4 grande chance criada, 3,3 duelos ganhos e 1,3 faltas sofridas.

Raphinha faz uma temporada contundente em termos de impacto direto no placar. São 24 jogos, 19 como titular, 13 gols e cinco assistências, com a impressionante marca de participação em gol a cada 84 minutos, 2,9 finalizações (1,0 no alvo), um drible certo, dois passes decisivos, 0,5 grande chance criada, 2,4 duelos ganhos e 0,5 falta sofrida por jogo. Ele combina finalização agressiva, bola parada, cruzamento e leitura de espaços, e se torna praticamente indispensável, seja aberto pela direita, seja por dentro como meia-atacante.

A disputa pela vaga de 9 clássico também passa por Richarlison e João Pedro, dois perfis bastante distintos. Richarlison, do Tottenham, entrega números sólidos: 35 jogos, 22 como titular, oito gols e três assistências, participação em gol a cada 182 minutos, 1,6 finalização por partida (0,6 no alvo), pouca contribuição em drible (0,3) e passe decisivo (0,5), mas muita entrega física, com quatro duelos ganhos e 1,1 falta sofrida por jogo.

João Pedro, por sua vez, apresenta 36 jogos, 27 como titular, 12 gols e cinco assistências, participando de gol a cada 145 minutos, com 1,4 finalização (0,6 no alvo), 0,9 drible certo, 0,8 passe decisivo, 0,2 grande chance criada, 4,7 duelos ganhos e 1,7 faltas sofridas. É um atacante que gosta de sair da área, dialogar com meias e pontas e ainda assim aparecer na zona de finalização.

Gabriel Jesus, ainda sem minutos com Ancelotti, tenta se recolocar na conversa a partir de uma amostra menor, mas eficiente, após ficar afastado por quase um ano por lesão. Em 15 jogos, quatro como titular, são quatro gols e uma assistência, com participação em gol a cada 100 minutos, 1,7 finalizações (1,0 no alvo), 0,4 drible certo, 0,5 passe decisivo, 0,1 grande chance criada, dois duelos ganhos e 0,3 falta sofrida por jogo. A favor dele pesam a experiência em alto nível e a memória de atuação tática, de quem pode jogar como 9, ponta ou até segundo atacante, ajudando na pressão e na recomposição — atributos que costumam ganhar valor em torneios curtos.

Gabriel Martinelli, também do Arsenal, surge como outro ponto de equilíbrio interessante na disputa. Em 32 jogos, 17 como titular, são 11 gols e duas assistências, participação em gol a cada 110 minutos, 1,4 finalização por partida (0,6 no alvo), um drible certo, 0,8 passe decisivo, 0,2 grande chance criada, 2,4 duelos ganhos e 0,6 falta sofrida. Ele é capaz de atuar pelos dois lados, atacar a profundidade, recompor defensivamente e aparecer na área como elemento-surpresa, um pacote completo para um elenco que precisará se adaptar a adversários de diferentes estilos já na fase de grupos.

E há ainda o elemento que muda qualquer discussão: Neymar. Sem atuar pela Seleção sob Ancelotti até aqui, o camisa 10 tenta reconstruir sua trajetória em meio a lesões, uma vez que ainda não estreou nesta temporada, mas os números da temporada mostram que, em campo, ele continua sendo um dos jogadores mais decisivos do país. Em 12 jogos, 11 como titular, são sete gols e uma assistência, participação em gol a cada 124 minutos, 3,3 finalizações por partida (1,4 no alvo), 1,6 drible certo, 2,9 passes decisivos, 0,1 grande chance criada, 5,8 duelos ganhos e impressionantes 3,3 faltas sofridas por jogo. Neymar oferece algo que nenhum outro concorrente consegue replicar plenamente: capacidade de organizar ataques, acelerar e pausar o jogo, decidir em bola parada e assumir o protagonismo em noites grandes. A questão, no caso dele, passa menos pelo encaixe tático e mais pela gestão física e pela capacidade de chegar inteiro ao período de concentração final.

Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
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