Olho Nelas: Seleção feminina Sub-20 chega ao Sul-Americano cercada de expectativas
Thay, Adrielly, Elu e Vitorinha falaram sobre torneio em entrevista ao Lance!

- Matéria
- Mais Notícias
Na contagem regressiva para o Sul-Americano Feminino Sub-20, a Seleção Brasileira viveu dias intensos de preparação na Granja Comary, com expectativas altas. O Brasil estreia diante do Equador nesta quinta-feira (5), às 18h.
Relacionadas
Única campeã da competição, a equipe busca manter a hegemonia e garantir vaga na Copa do Mundo da categoria. A Seleção está no grupo B, ao lado de Equador, Argentina, Peru e Bolívia.
O momento da Seleção sub-20 é tema do Olho Nela, Arthur, que traz conteúdos sobre a a Seleção Brasileira feminina semanalmente. As análises são publicadas no portal e no canal do Youtube do Lance!. Assista em vídeo:
Joias da Seleção Brasileira destacam importância do Sul-Americano
Em entrevistas exclusivas ao Lance!, as jogadoras deixaram claro que o torneio continental representa mais do que uma disputa por título: é a chance de transformar trajetórias pessoais em afirmação com a camisa da Amarelinha e dar um passo decisivo rumo ao Mundial da categoria.
Uma das vozes do grupo é Tainá Santos, a Thay, que carrega no currículo uma trajetória marcada pelo futebol nordestino. Revelada ainda adolescente, ela falou com orgulho sobre representar suas origens na Seleção.
— Tenho um orgulho imenso de representar de onde eu vim. Minha trajetória começou lá no interior, e estar aqui hoje é a realização de um sonho — destacou a atacante, que projeta 2026 como um ano especial, tanto no clube quanto na Seleção.
➡️ Tudo sobre Futebol Feminino agora no WhatsApp. Siga nosso novo canal Lance! Futebol Feminino
Thay não escondeu a emoção ao falar da estrutura da Granja Comary e do peso simbólico de vestir a camisa verde e amarela.
— Quando cheguei aqui, pensei: "onde é que eu tô?". É um sonho que a gente vê de longe e, quando acontece, só dá para agradecer — disse, já projetando voos mais altos, como a Seleção principal, e citando Formiga como grande inspiração.
Quem também vive um momento marcante é Adrielly, do Fluminense. Mineira, ela contou que começou jogando na rua, ao lado dos meninos, até conseguir uma oportunidade em uma escolinha. O Flu acabou sendo o primeiro clube da carreira — e a porta de entrada para o futebol profissional.
— É muito gratificante. Foi muito trabalho e muito esforço. Estar aqui na Seleção é a realização de um sonho — afirmou a jogadora, que vê o Sul-Americano como uma oportunidade especial de crescimento e afirmação.
Já Vitorinha, destaque do São Paulo e presença constante no profissional do clube, ressaltou como a vivência em alto nível ajuda no dia a dia da Seleção Sub-20.
— No profissional, a intensidade é diferente. Isso ajuda muito aqui, principalmente para orientar quem está subindo agora da Sub-17 — explicou. Atuando em funções diferentes entre clube e Seleção, ela falou sobre a adaptação tática e citou Marta como maior referência no futebol feminino.
No setor defensivo, a goleira Elu, também do São Paulo, destacou a responsabilidade de quem começa o jogo de trás e a importância da comunicação.
— A gente vê o jogo de frente. Então, conversar, orientar e estar conectada o tempo todo faz muita diferença — afirmou. Elo relembrou ainda o início no futsal, a mudança precoce de casa e o apoio da família como pilares para seguir no esporte.
Em comum, todas reforçaram o pedido por apoio do torcedor brasileiro. Para o grupo, a visibilidade recente das categorias de base — impulsionada por campanhas históricas e transmissões — precisa ser mantida.
Com histórias distintas, mas objetivos alinhados, a Seleção Brasileira Feminina Sub-20 entra no Sul-Americano mirando o título e, principalmente, a vaga no Mundial para continuar voando alto.

- Matéria
- Mais Notícias


















