Como Neymar superou concorrentes após a Data Fifa de março e garantiu lugar na Copa
Atacante é um dos jogadores que mais entrou em campo após os últimos amistosos

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Passada a euforia pela convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026, o principal debate deixou de ser apenas a presença de Neymar. A discussão passou a girar em torno de quem perdeu espaço para que o camisa 10 estivesse na quarta Copa do Mundo da carreira.
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A convocação de Neymar começou a ser construída muito antes da lista anunciada por Carlo Ancelotti no Museu do Amanhã. Ela ganhou forma principalmente nas semanas posteriores à última Data Fifa de março, quando o atacante do Santos percebeu que precisava transformar a temporada em uma reta final na disputa direta por espaço na Seleção.
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Em 10 de março, antes ainda da convocação para os amistosos contra França e Croácia, Ancelotti viajou até Mirassol para observar Neymar de perto. O atacante acabou preservado pelo Santos, decisão tomada na ocasião em conjunto entre clube, estafe e jogador para evitar riscos físicos antes do clássico contra o Corinthians. A ausência frustrou a comissão técnica e pesou para que Neymar ficasse fora daquela convocação.
A partir dali, o atacante iniciou uma corrida contra o tempo. O desafio já não era provar talento — algo que Ancelotti sempre tratou como indiscutível —, mas demonstrar condição física, sequência competitiva e capacidade de suportar uma rotina semelhante à de uma Copa do Mundo.
Os números dos jogadores ofensivos após a última Data Fifa ajudam a explicar como o camisa 10 ganhou força internamente na Seleção. Neymar foi um dos atacantes que mais atuou entre todos os nomes do setor presentes na pré-lista de 55 jogadores enviada pela CBF à Fifa.
Foram dez partidas, todas como titular, com 861 minutos em campo — marca superada apenas por Kaio Jorge, que acumulou 867 minutos em 12 jogos, e por Pedro, que jogou mais jogos, mas com menos minutos (13 partidas e 823 minutos).
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A sequência teve peso enorme na avaliação da comissão técnica. Neymar sustentou média de 86 minutos por partida, uma das mais altas entre todos os atacantes analisados por Ancelotti. Assim, o atacante do Santos conseguiu mudar a percepção sobre sua condição clínica.
Além da presença constante em campo, Neymar entregou desempenho ofensivo competitivo. Marcou três gols, deu duas assistências e participou diretamente de um gol a cada 172 minutos.
Mais importante para a comissão técnica da Seleção foi a continuidade física. Neymar conseguiu sustentar sequência de partidas sem novas interrupções musculares, algo raro desde a grave lesão sofrida contra o Uruguai, em outubro de 2023. Emendou quatro jogos seguidos por duas vezes durante o período.
O comparativo com os concorrentes diretos ajuda a explicar por que o cenário mudou tão rapidamente nas semanas finais do ciclo.
João Pedro, que esteve presente em toda a "Era Ancelotti", fez seis partidas após a Data Fifa de março, todas como titular. Marcou dois gols, mas teve participação direta em tentos apenas a cada 248 minutos. A reta final também foi acompanhada pela queda coletiva do Chelsea e pela preocupação após sentir dores na decisão da Copa da Inglaterra.
Pedro talvez tenha apresentado os números mais fortes entre os atacantes que acabaram fora da lista. Desde março, disputou 13 jogos, marcou nove gols e deu uma assistência, com participação direta em gol a cada 82 minutos.
Endrick cresceu justamente nesse contexto. Após a última Data Fifa, fez sete jogos, marcou dois gols, deu três assistências e participou diretamente de gols a cada 103 minutos. A versatilidade do atacante pesou fortemente a favor.

Rayan também acelerou na reta decisiva. Em cinco partidas depois de março, acumulou três gols e uma assistência, com média de participação ofensiva a cada 84 minutos.
Matheus Cunha sustentou uma regularidade importante. Nos cinco jogos posteriores à Data Fifa, marcou três vezes e participou de gols a cada 142 minutos.
Enquanto isso, alguns nomes perderam força exatamente no momento mais decisivo. Gabriel Jesus voltou recentemente de lesão e teve apenas 132 minutos em campo desde março. Richarlison disputou quatro jogos no período, com um gol e uma assistência. Samuel Lino contribuiu mais na criação, com quatro assistências em 12 partidas, mas sem o mesmo impacto ofensivo direto.
Ao mesmo tempo, Neymar encontrou aquilo que mais faltava em sua trajetória recente: regularidade física. O atacante não apenas acumulou minutos em sequência, como também manteve bons índices de velocidade e recuperação monitorados diariamente pela comissão técnica da Seleção.
A combinação acabou criando o cenário ideal para sua volta. Neymar cresceu fisicamente justamente quando os concorrentes oscilaram, perderam espaço ou conviveram com problemas físicos.
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No fim, a decisão de Ancelotti passou por mais do que números. O treinador entendeu que o camisa 10 chegaria à Copa em condição competitiva suficiente para agregar experiência, criatividade e liderança técnica a um elenco jovem.
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