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Como Neymar superou concorrentes após a Data Fifa de março e garantiu lugar na Copa

Atacante é um dos jogadores que mais entrou em campo após os últimos amistosos

PorThiago BragaSão Paulo (SP)
20/05/2026 07:55
Neymar em Coritiba x Santos (Foto: Gabriel Machado/AGIF/Folhapress)
Neymar emendou sequência positiva que o colocou na Copa (Foto: Gabriel Machado/AGIF/Folhapress)

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Passada a euforia pela convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026, o principal debate deixou de ser apenas a presença de Neymar. A discussão passou a girar em torno de quem perdeu espaço para que o camisa 10 estivesse na quarta Copa do Mundo da carreira.

A convocação de Neymar começou a ser construída muito antes da lista anunciada por Carlo Ancelotti no Museu do Amanhã. Ela ganhou forma principalmente nas semanas posteriores à última Data Fifa de março, quando o atacante do Santos percebeu que precisava transformar a temporada em uma reta final na disputa direta por espaço na Seleção.

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Escolhas de Ancelotti para o gol tentam minimizar crise na posição; veja números

Em 10 de março, antes ainda da convocação para os amistosos contra França e Croácia, Ancelotti viajou até Mirassol para observar Neymar de perto. O atacante acabou preservado pelo Santos, decisão tomada na ocasião em conjunto entre clube, estafe e jogador para evitar riscos físicos antes do clássico contra o Corinthians. A ausência frustrou a comissão técnica e pesou para que Neymar ficasse fora daquela convocação.

A partir dali, o atacante iniciou uma corrida contra o tempo. O desafio já não era provar talento — algo que Ancelotti sempre tratou como indiscutível —, mas demonstrar condição física, sequência competitiva e capacidade de suportar uma rotina semelhante à de uma Copa do Mundo.

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Os números dos jogadores ofensivos após a última Data Fifa ajudam a explicar como o camisa 10 ganhou força internamente na Seleção. Neymar foi um dos atacantes que mais atuou entre todos os nomes do setor presentes na pré-lista de 55 jogadores enviada pela CBF à Fifa.

Foram dez partidas, todas como titular, com 861 minutos em campo — marca superada apenas por Kaio Jorge, que acumulou 867 minutos em 12 jogos, e por Pedro, que jogou mais jogos, mas com menos minutos (13 partidas e 823 minutos).

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A sequência teve peso enorme na avaliação da comissão técnica. Neymar sustentou média de 86 minutos por partida, uma das mais altas entre todos os atacantes analisados por Ancelotti. Assim, o atacante do Santos conseguiu mudar a percepção sobre sua condição clínica.

Além da presença constante em campo, Neymar entregou desempenho ofensivo competitivo. Marcou três gols, deu duas assistências e participou diretamente de um gol a cada 172 minutos.

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Mais importante para a comissão técnica da Seleção foi a continuidade física. Neymar conseguiu sustentar sequência de partidas sem novas interrupções musculares, algo raro desde a grave lesão sofrida contra o Uruguai, em outubro de 2023. Emendou quatro jogos seguidos por duas vezes durante o período.

O comparativo com os concorrentes diretos ajuda a explicar por que o cenário mudou tão rapidamente nas semanas finais do ciclo.

João Pedro, que esteve presente em toda a "Era Ancelotti", fez seis partidas após a Data Fifa de março, todas como titular. Marcou dois gols, mas teve participação direta em tentos apenas a cada 248 minutos. A reta final também foi acompanhada pela queda coletiva do Chelsea e pela preocupação após sentir dores na decisão da Copa da Inglaterra.

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Pedro talvez tenha apresentado os números mais fortes entre os atacantes que acabaram fora da lista. Desde março, disputou 13 jogos, marcou nove gols e deu uma assistência, com participação direta em gol a cada 82 minutos.

Endrick cresceu justamente nesse contexto. Após a última Data Fifa, fez sete jogos, marcou dois gols, deu três assistências e participou diretamente de gols a cada 103 minutos. A versatilidade do atacante pesou fortemente a favor.

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arte atacantes seleção
Minutos jogados pelos atacantes da Seleção após a Data Fifa de Março (Foto: Arte/Lance!)

Rayan também acelerou na reta decisiva. Em cinco partidas depois de março, acumulou três gols e uma assistência, com média de participação ofensiva a cada 84 minutos.

Matheus Cunha sustentou uma regularidade importante. Nos cinco jogos posteriores à Data Fifa, marcou três vezes e participou de gols a cada 142 minutos.

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Enquanto isso, alguns nomes perderam força exatamente no momento mais decisivo. Gabriel Jesus voltou recentemente de lesão e teve apenas 132 minutos em campo desde março. Richarlison disputou quatro jogos no período, com um gol e uma assistência. Samuel Lino contribuiu mais na criação, com quatro assistências em 12 partidas, mas sem o mesmo impacto ofensivo direto.

Ao mesmo tempo, Neymar encontrou aquilo que mais faltava em sua trajetória recente: regularidade física. O atacante não apenas acumulou minutos em sequência, como também manteve bons índices de velocidade e recuperação monitorados diariamente pela comissão técnica da Seleção.

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A combinação acabou criando o cenário ideal para sua volta. Neymar cresceu fisicamente justamente quando os concorrentes oscilaram, perderam espaço ou conviveram com problemas físicos.

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No fim, a decisão de Ancelotti passou por mais do que números. O treinador entendeu que o camisa 10 chegaria à Copa em condição competitiva suficiente para agregar experiência, criatividade e liderança técnica a um elenco jovem.

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