Entre Estêvão, Endrick e Rayan, quem aproveitou melhor a chance na Seleção?
Jogadores são o presente e futuro da Seleção

A geração que chegou à Seleção Brasileira cercada de expectativa teve três protagonistas diferentes no empate por 1 a 1 com a Austrália, nesta sexta-feira (25), em Townsville. Estêvão foi o mais participativo entre os titulares, Endrick teve dificuldades para entrar no jogo e Rayan, que recebeu apenas 14 minutos em campo, marcou de cabeça no último lance e evitou a derrota brasileira.
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O contraste chama atenção porque Estêvão e Endrick chegaram à Data Fifa com maior projeção. Os dois começaram a partida entre os quatro homens de frente escolhidos por Carlo Ancelotti, enquanto Rayan iniciou no banco. No fim, porém, foi o atacante do Bournemouth quem teve a participação mais decisiva no placar.
A atuação de cada um também precisa ser observada dentro do momento vivido nos clubes. Estêvão e Endrick atravessam períodos de pouca minutagem no Chelsea e no Real Madrid, respectivamente, enquanto Rayan vinha tendo participação mais frequente pelo Bournemouth. O amistoso, portanto, ofereceu aos três oportunidades diferentes para mostrar o que poderiam acrescentar ao novo ciclo da Seleção.
Estêvão é quem mais participa do jogo
Dos jovens, Estêvão foi quem mais apareceu durante os 76 minutos em que esteve em campo. Atuando pela direita e também buscando espaços por dentro, o atacante tentou acelerar as jogadas e participou de diferentes momentos ofensivos do Brasil.
O jogador do Chelsea chegou a marcar no fim do primeiro tempo, após tabela com Endrick, mas o lance acabou anulado pelo VAR por uma falta de Bruno Guimarães na origem da jogada. Depois do intervalo, também teve uma oportunidade clara na área, mas não conseguiu finalizar bem. Ainda assim, foi o mais produtivo dos três em volume de ações. Os números ajudam a mostrar esse cenário:
- 76 minutos
- 4 finalizações
- 1 grande chance perdida
- 20/23 passes certos
- 1/2 dribles certos
- 5 conduções progressivas
- 3 desarmes
- Nota Sofascore: 6,6

Endrick tem participação discreta
A situação de Endrick foi diferente. Titular, o atacante permaneceu 65 minutos em campo, mas encontrou dificuldades para receber a bola em condições de explorar suas principais características.
O jogador do Real Madrid participou da construção do lance que terminou no gol anulado de Estêvão, mas teve pouca presença nas proximidades da área australiana. Ao longo da partida, registrou apenas três passes certos em quatro tentativas e uma condução progressiva.
O cenário ganha contexto quando considerado o momento do atacante no clube espanhol. Endrick havia disputado apenas dez minutos pelo Real Madrid na temporada antes de se apresentar à Seleção. Por isso, a oportunidade de começar como titular representava uma chance importante de recuperar ritmo e ganhar espaço no início do ciclo comandado por Ancelotti. No amistoso, porém, o atacante não conseguiu repetir o impacto que apresentou na temporada passada pelo Lyon.
- 65 minutos jogados
- 1 passe decisivo
- 3/4 passes certos
- 1 condução progressiva
- 1 falta sofrida
- Nota Sofascore 6.3
Rayan entra e muda o desfecho
Rayan recebeu bem menos tempo que os companheiros. Foram somente 14 minutos, mas suficientes para colocar seu nome no resultado da partida. O atacante entrou na reta final, quando o Brasil perdia por 1 a 0, e passou a ocupar um dos lados do ataque. No último lance, apareceu dentro da área para aproveitar a cobrança de escanteio e cabecear para as redes.
Além do gol, Rayan acertou a única finalização que tentou e venceu o único duelo aéreo disputado. Também completou sete de dez passes e terminou com nota 7,3 no Sofascore, superior às avaliações de Estêvão e Endrick.
- 14 minutos
- 1 gol
- 1 finalização no gol
- 7/10 passes certos
- 1/1 duelo aéreo ganho
- Nota Sofascore: 7,3
O gol não apaga as diferenças de minutagem nem transforma uma atuação de 14 minutos em uma avaliação definitiva sobre os três jogadores. Mas muda o peso individual da partida: enquanto Estêvão teve mais participação e Endrick recebeu uma oportunidade como titular, Rayan foi quem efetivamente decidiu o placar.
O atacante também chega ao início do novo ciclo com números relevantes pela Seleção. Em sete jogos, sendo três como titular, soma dois gols e uma assistência, além de média de 1,6 drible certo por partida e 1,4 finalização por jogo.
Já Estêvão tem cinco gols em 12 partidas pelo Brasil, enquanto Endrick marcou quatro vezes e deu uma assistência em 22 jogos. A diferença de experiência na Seleção é considerável, mas o amistoso contra a Austrália mostrou justamente como o cenário pode mudar de um jogo para outro entre os três jovens.
Brasil e Austrália voltam a se enfrentar na terça-feira (29), em Brisbane. Depois, a Seleção encerra a Data Fifa diante da Índia, no dia 3 de outubro, em Calcutá.
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