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Ancelotti exalta versatilidade e vê Seleção preparada para vários cenários

Treinador exalta desempenho da equipe no segundo tempo da goleada sobre o Panamá

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João Brandão
Rio de Janeiro (RJ)
Márcio Iannacca
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 31/05/2026
21:59
Atualizado há 3 minutos
Carlo Ancelotti orientando a Seleção Brasileira (Foto: Mauro Pimental/AFP)
imagem cameraCarlo Ancelotti orientando a Seleção Brasileira (Foto: Mauro Pimental/AFP)

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A goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, neste domingo (31), no Maracanã, serviu não apenas como despedida da Seleção Brasileira antes da viagem para a Copa do Mundo, mas também como mais uma demonstração daquilo que Carlo Ancelotti considera uma das principais virtudes do grupo convocado: a versatilidade. Em entrevista coletiva após a partida, o treinador italiano destacou a capacidade dos jogadores de atuarem em diferentes funções e se adaptarem às necessidades da equipe durante os jogos.

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Ancelotti citou exemplos de atletas que desempenharam papéis distintos ao longo da partida e ressaltou que essa flexibilidade será uma arma importante durante o Mundial. O técnico elogiou especialmente Lucas Paquetá, Danilo Santos e Igor Thiago, jogadores que, segundo ele, oferecem alternativas táticas valiosas para diferentes contextos de jogo.

— A segunda parte começamos com Paquetá mais aberto, mas só no aspecto defensivo. No ofensivo, ele jogava por dentro. Teve o mesmo papel. Em uma parte do jogo, Danilo atuou mais pela esquerda. A equipe estava bem equilibrada. A atuação de Paquetá foi muito boa, em qualidade, posse de bola e assistência. Paquetá tem um nível muito alto — analisou.

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Sobre Igor Thiago, o comandante explicou que o atacante oferece características raras dentro do elenco.

— Igor Thiago é um perfil de atacante que acho que a equipe precisa em alguns momentos dos jogos. Temos rivais que colocam muita pressão e ele é muito forte para controlar a bola. É muito importante para nós — disse o treinador.

Segundo Ancelotti, a riqueza de opções permite que a Seleção altere comportamentos sem perder competitividade, tanto em momentos de posse quanto em fases defensivas.

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Outros temas da coletiva de Ancelotti na Seleção

Diferentes formas de jogar

O treinador destacou que o Brasil possui atletas capazes de executar modelos distintos de jogo e que isso será trabalhado até a Copa do Mundo. No próximo dia 6, a Seleção vai enfrentar o Egito, em Cleveland. Será o último teste antes da estreia no Mundial.

— Temos que avaliar o tempo de jogo. Podemos dar mais minutos aos jogadores que precisam de mais treino. A posição defensiva do Vinicius por dentro permite recuperar energia e ter menos desgaste quando recuperamos a bola. É a única razão para ele defender mais por dentro.

Intensidade como marca

Independentemente do sistema adotado, o técnico deixou claro que a intensidade seguirá sendo uma das exigências da comissão técnica.

— A intensidade do jogo é um aspecto importante. Queremos jogar com intensidade. Nós nos preparamos para isso.

Confiança no presente e no futuro

Ancelotti também demonstrou satisfação com o ambiente criado dentro da Seleção e afirmou enxergar um cenário promissor para os próximos anos.

— Estou contente com a atuação dos jogadores e com o ambiente que eles criam no dia a dia. Há personalidade, mistura de experiência, entusiasmo e juventude. Pensando em Rayan e também no Estêvão, que não está aqui, o futuro da Seleção é positivo. Foi por isso que renovei meu contrato.

Mistério até a Copa

Questionado sobre possíveis definições táticas para o Mundial, o treinador preferiu manter o suspense.

— Até a Copa eu quero criar um pouco de suspense, porque senão não teremos temas para falar. O tema Neymar acabou, precisamos ter outro bom tema para discutir — brincou.

Liberdade para Raphinha

Outro jogador bastante elogiado pelo técnico foi Raphinha. Ancelotti afirmou que não pretende limitar os movimentos do atacante quando a equipe estiver com a posse da bola.

— É difícil dizer em que posição o Raphinha joga melhor. Ele não é um centroavante. Tem características de atacante de profundidade e, para atacar o espaço atrás da defesa, é o melhor do mundo. Nunca vou dizer ao Raphinha onde ele tem que jogar quando temos a bola. Peço uma posição para ele, e para todos, apenas quando não temos a bola.

Ancelotti durante a coletiva de imprensa da Seleção (Foto: Márcio Iannacca)
Ancelotti durante a coletiva de imprensa da Seleção (Foto: Márcio Iannacca)

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