Impeachment de Julio Casares: entenda como funcionará a votação no São Paulo
A reportagem do Lance! explica quais os passos da votação do impeachment de Casares

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Nesta sexta-feira (16), será votado o impeachment de Julio Casares. A partir das 18h30 (de Brasília), no estádio do Morumbis, membros do Conselho Deliberativo do São Paulo irão decidir passos importantes do futuro do clube. A reportagem do Lance! esclarece como funcionará e quais serão os próximos passos.
Etapa da votação
No dia 23 de dezembro, foi protocolado um documento pedindo o impeachment de Julio Casares. O requerimento contou com 57 assinaturas, o que obrigava a convocação de uma reunião extraordinária para deliberar sobre a destituição e perda de mandato do presidente Julio Casares.
A partir daí, o presidente do Conselho, Olten Ayres, foi obrigado a marcar a data da votação, que passou por uma série de polêmicas quanto ao formato e a algumas exigências, como formato híbrido (e não mais presencial), além de questionamentos por todos os lados sobre o quórum mínimo necessário.
Nesta quinta-feira (15), véspera da votação, foi divulgada uma nota oficial detalhando como será realizada a reunião extraordinária que irá deliberar sobre o pedido de impeachment do presidente Julio Casares. O comunicado foi publicado após decisões judiciais que impactaram diretamente o formato do encontro, marcado para esta sexta-feira, 16 de janeiro.
Por determinação da Justiça, a reunião ocorrerá em formato híbrido, com participação presencial e virtual dos conselheiros. O objetivo, segundo o comunicado, é garantir segurança jurídica e regularidade ao processo, além de ampliar a possibilidade de participação dos membros do Conselho. A parte presencial será realizada no auditório do Estádio do Morumbis, enquanto a participação remota acontecerá por meio da plataforma Zoom.
A reunião só será instalada caso seja atingido o quórum mínimo exigido, conforme as decisões judiciais anexadas ao comunicado. Se houver quórum, a votação sobre o afastamento ou não do presidente está prevista para ocorrer entre 20h30 e 22h30, com a apuração dos votos iniciando na sequência. A votação será feita de forma eletrônica, por meio de um link que será enviado aos conselheiros participantes.
O documento também estabelece regras para a participação virtual, como a obrigatoriedade do uso de câmera aberta durante toda a reunião, sob pena de exclusão da sala, além da correta identificação do conselheiro no momento do acesso. A presença para efeito de quórum será contabilizada apenas entre aqueles que cumprirem essas exigências.

Quantos votos precisam para Casares ser afastado?
Até as 22h30 (de Brasília), a expectativa é que todo o quórum necessário participe da votação. Para que Julio Casares seja afastado do cargo, são necessários ao menos 171 votos favoráveis entre os conselheiros. Caso esse número seja atingido, uma Assembleia Geral deverá ser convocada no prazo de até 30 dias.
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Durante esse período, o vice-presidente Harry Massis Junior assume interinamente o comando do São Paulo. Na Assembleia Geral, a decisão passa a ser dos sócios do clube, que votarão sobre a destituição definitiva do presidente.
Nessa etapa, basta maioria simples, ainda que por margem mínima, para que o impeachment seja aprovado. Se confirmado, Julio Casares será destituído em definitivo do cargo, e Harry Massis Junior permanecerá na presidência até dezembro de 2026.
A eleição que definirá o novo presidente para o triênio 2027/28/29 está prevista para o fim do ano, com o lançamento das candidaturas até o final do primeiro semestre.
Caso o número mínimo de conselheiros não seja atingido na votação desta sexta-feira, dia 16, o processo será arquivado, e Casares seguirá no comando do clube, salvo em caso de renúncia. O mesmo cenário se aplica caso o pedido avance à Assembleia Geral e não obtenha aprovação.

Pressão em cima de Casares
Além do processo de impeachment, Julio Casares enfrenta pressão de diferentes frentes. O pedido de afastamento foi protocolado após uma série de denúncias ganharem repercussão, entre elas a venda irregular de camarotes no Morumbis e indícios de desvios de dinheiro. Os casos estão sob apuração da Justiça, após a instauração de inquéritos pelo Ministério Público.
O documento que deu início ao processo foi apresentado por membros da oposição. Nos bastidores, porém, aliados de Casares também chegaram a pressionar o presidente por uma possível renúncia, hipótese que, até o momento, não foi aceita.
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