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Gui Deodato e David Jackson mantêm viva a história dos MVPs na Copa Super 8

Apenas os dois astros seguem em atividade na temporada do Super 8 em 2026

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Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 25/01/2026
14:00
Gui Deodato - Flamengo - NBB - Basquete
imagem cameraGui Deodato durante partida do Flamengo contra o Caxias do Sul, pelo NBB (Foto: Paula Reis/Flamengo)

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A Copa Super 8 sempre foi um torneio diferente. Curto, intenso, decidido no detalhe e sem muita margem para erro. Em meio a esse cenário de intensidade, o prêmio de MVP nunca se repetiu. Cada edição coroou um protagonista distinto e, em 2025, apenas dois deles estarão novamente em quadra: Gui Deodato, do Flamengo, e David Jackson, do Sesi Franca.

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Um torneio que deixou marcas

Para Gui Deodato, o Super 8 é mais do que uma competição do calendário. É um torneio diretamente ligado aos momentos mais simbólicos de sua carreira. Foi ali que ele conquistou títulos que ajudaram a redefinir sua trajetória no NBB e a maneira como passou a ser enxergado dentro da liga.

— É uma competição que eu adoro jogar. É uma competição que tem a ver comigo, é uma competição de vida ou morte, e só tenho memórias boas. Tanto por ter sido o primeiro título que eu ganhei pelo Minas, por ter sido um título inédito para o Minas. E foi o meu primeiro título aqui também pelo Flamengo — disse Gui.

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O prêmio de MVP veio como consequência desse impacto. Mais do que um reconhecimento individual, funcionou como um ponto de virada profissional, abrindo portas e consolidando uma imagem que ele carrega até hoje.

— Eu acho que me abriu portas para que eu viesse para o Flamengo, que é um clube onde eu sempre quis jogar. Me colocou também numa prateleira de um jogador decisivo, de fato. Eu acho que isso muda, com certeza, a sua confiança, mudou muito a minha confiança — completou.

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David Jackson vive uma relação diferente com o torneio. MVP em 2023, o ala-armador do Franca encara o torneio com um discurso mais pragmático, quase funcional. Para ele, reviver demais para o que já foi feito pode ser um obstáculo, especialmente em uma competição curta, em que cada jogo carrega um peso específico.

— Cada ano eu vejo onde eu posso melhorar e fico pronto para o próximo. Eu não fico pensando muito no passado ou no ano anterior. Todo ano é um novo desafio. Se o MVP vem, ele vem. Mas eu fico mais feliz quando o meu time ganha em qualquer competição — destacou David.

 David Jackson vence a marcação do Fla, no Pedrocão
David Jackson em ação pelo Franca no NBB (Foto: Divulgação/NBB)

Únicos remanescentes, mas sem nostalgia

Ser um dos poucos MVPs da história ainda em atividade no Super 8 poderia trazer uma carga extra de pressão. Tanto Gui quanto Jackson, no entanto, evitam transformar esse dado em peso. A opinião dos dois é parecida: reconhecer o privilégio, mas não permitir que ele interfira na preparação ou na execução dentro de quadra.

— É legal pensar que eu sou um dos caras que já foi MVP e vai estar jogando nessa competição de novo. Mas é uma competição que eu prefiro não pensar muitas coisas. Eu preciso estar com a minha cabeça muito livre, muito livre para poder desempenhar o melhor possível — explica Gui.

Jackson reforça essa lógica ao tratar o prêmio individual como algo sempre condicionado ao sucesso coletivo "Se o time ganhou, eu ganhei individualmente. Então, o primeiro pensamento é sempre o time."

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Experiência como diferencial

Ao comparar o jogador que foram no momento do MVP com o que são hoje, ambos apontam a experiência como o principal ganho ao longo dos anos. No caso de Jackson, a evolução passa muito mais pela leitura de jogo do que por questões físicas.

— Eu acho que hoje eu estou bem mais pensativo, sabe? Eu penso bem mais em todos os aspectos do jogo. Então, eu acho que o David Jackson deste ano ganharia do de 2023.

Gui segue a mesma linha ao destacar que o contexto atual exige outra postura e outro tipo de protagonismo. Dessa vez, no Flamengo, o ala conta com um elenco mais estrelado, o que faz que as responsabilidades sejam mais distribuídas.

— Aquele time agia de uma maneira que não tinha muitas coisas em volta do Gui. Agora, no Flamengo, tem muitas coisas em volta do Gui, mas tem mais responsabilidades compartilhadas. É um cenário diferente. Então, tudo muda. Mas se eu tivesse que optar, o Gui de hoje, com certeza, está melhor. Está mais experiente, com muito mais tranquilidade e sabendo mais atalhos — concluiu Deodato.

Em uma competição que nunca repetiu um MVP e que, ano após ano, produz novos protagonistas, Gui Deodato e David Jackson não voltam ao Super 8 para reviver conquistas antigas. Mas, sim, tentar, mais uma vez, se marcar na história que segue em constante renovação.

Todos os MVPs da Copa Super 8

Os demais nomes que já receberam o prêmio seguem caminhos diferentes. Alguns se aposentaram, outros enfrentam problemas físicos, enquanto há também quem esteja atuando fora do país.

2018: Marquinhos (Flamengo) - Aposentado
2020: Rafael Hettsheimeir (Sesi Franca) - União Corinthians
2021: Olivinha (Flamengo) - Aposentado
2022: Gui Deodato (KTO Minas) - Flamengo
2023: David Jackson (Sesi Franca) - Franca
2024: Gabriel Jaú (Flamengo) - Kolossos (Grécia)
2025: Alexey Borges (Flamengo) - Flamengo (Lesionado)

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