Técnico do Flamengo aponta 'erro de regra' do Astros em vitória: 'Confundiu com a NBA'
Sérgio Hernandez explica a estratégia contra o Astros

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Após a vitória eletrizante do Flamengo por 101 a 99 sobre o Astros de Jalisco, o técnico rubro-negro Sérgio Hernandez analisou o desempenho da equipe no primeiro jogo das quartas de final da BCLA. Em uma coletiva sincera, o "Oveja" detalhou os desafios táticos de enfrentar o time mexicano e comentou um lance curioso que definiu a partida nos segundos finais.
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Questionado sobre os 31 pontos anotados pelo pivô Perry, do Astros, Hernandez foi direto ao explicar que a pontuação alta do adversário no garrafão foi, em parte, uma escolha estratégica do Rubro-Negro para evitar um dano maior no perímetro.
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— Eles utilizam muito o Perry para colapsar a defesa e que ele conecte com os chutadores. A gente aceitou jogar um contra um com ele, sabendo que ele é um cara esperto e que vai meter cestas. Mas se você ver o jogo de novo, verá que cada vez que a gente procurou fazer uma defesa mais forte ou coletiva nele, ele conseguiu conectar rápido com os chutadores — analisou o treinador.
Hernandez completou o raciocínio com uma metáfora comum no esporte:
— Aí você tem que escolher o veneno que você quer, o veneno que você quer morrer, sabe? Ou permite pontos do Perry, ou abre as cestas de três. E foi bom, foi um resultado um pouco mentiroso, mas acho que o Flamengo comandou o tempo todo. Jogou-se como o Flamengo quis.
O lance final do jogo gerou dúvidas: o Astros pegou o rebote defensivo restando poucos segundos, mas não conseguiu pedir tempo para organizar o último arremesso. Hernandez revelou que o erro foi do jogador mexicano, acostumado com as regras da NBA e da Liga Mexicana (LNBP), que diferem da regra FIBA.
— Acontece que no México é como na NBA: você pode pedir tempo morto com a bola viva. Aqui, só o treinador pode pedir tempo morto, e se o jogo parou por qualquer coisa (falta ou bola fora). Lá, o jogador que pegou o rebote pode pedir tempo e preparar uma jogada para empatar ou ganhar. O jogador deles jogou com a regra do México, não com a regra ativa aqui. E aí acabou o tempo. Tivemos um pouco de sorte e atenção — revelou.
Outro ponto alto da partida foi o retorno de Alexey. Hernandez não poupou elogios ao armador, que volta de lesão para dar mais corpo ao elenco rubro-negro ao lado de Franco Baralle.

— A gente sentiu muita falta dele. É o primeiro jogo que conseguimos jogar com Alexey e Baralle. Alexey ainda não está no ritmo do Baralle, mas a ideia era aportar experiência e começar a tomar confiança. Para mim, hoje, como armador puro, ele é o melhor armador do Brasil, pensando em estrangeiros e nacionais. Quando você perde o melhor armador e o melhor pivô, que é o Ruan, você tem que inventar coisas — afirmou o comandante.
Sobre o momento da equipe, Hernandez ponderou que, embora o Flamengo tenha tido grandes fases no início do ano, como o título do Torneio Abertura e a sequência de 12 vitórias, este foi certamente o melhor desempenho dos últimos 20 jogos.
Agora, a série se desloca para o México. O Flamengo terá dois "match points" para fechar o confronto.
— É difícil falar de estratégia agora. Temos que estudar esse jogo e ver o que realmente aconteceu. O Astros agora tem muita responsabilidade, tem a obrigação de ganhar. A pressão vai ser deles — finalizou Hernandez.
Com o 1 a 0, o Flamengo viaja para o México com a vantagem de decidir a classificação fora de casa. O Jogo 2 acontece em solo mexicano na próxima sexta (13) e, caso seja necessário, o Jogo 3 também será disputado na casa do Astros, devido aos critérios de classificação da fase de grupos.
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