CBG inaugura 'era' do Parkour no Brasil com planos ambiciosos
Brasil receberá sul-americano e pan-americano da modalidade

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O parkour brasileiro vive um momento divisor de águas. Abraçado pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), o esporte ganha status e todo a estrutura que uma entidade pode dar. E isso já pode ser visto no ano passado.
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Pela primeira vez sob o guarda-chuva da CBG, foi disputado o Campeonato Brasileiro de parkour. O torneio não apenas coroou os primeiros campeões nacionais, como serviu de laboratório para um plano de expansão, que promete colocar o país no centro do mapa internacional da disciplina nos próximos anos.
De olho no futuro
O diretor da CBG, Ricardo Resende, revelou que o Brasil será a sede dos campeonatos Pan-Americano e Sul-Americano de Ginástica em 2026. Pela primeira vez na história, essas competições incluirão o Parkour em seus cronogramas oficiais.
Esses torneios seguirão no formato das competições atuais, sendo disputadas indoor (em ginásios). Porém, o projeto é que, aos poucos, o parkour brasileiro volte para as origens.
- Nossa intenção é que, até 2027, possamos implementar eventos fora das quadras. Queremos levar o Parkour para as ruas, aproximando o público brasileiro da essência vibrante desse esporte.
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O destaque tricolor: Bianca Tavares faz história
A grande protagonista da edição inaugural do Campeonato Brasileiro de parkour foi Bianca Tavares. Representando o Fluminense, fez história ao conquistar o lugar mais alto do pódio em ambas as frentes: faturou o ouro no Speed, com o tempo de 22.342s, e dominou o Freestyle, somando 14.800 pontos.
Incentivada pelo técnico Gustavo, Bianca migrou da ginástica artística para o parkour e, mesmo sendo a única representante da modalidade no Tricolor das Laranjeiras, contou com total suporte institucional.
- Entramos no Brasileiro como um 'tiro no escuro'. Por ser uma novidade, não sabíamos exatamente o que esperar, mas o saldo foi extremamente positivo.
Os planos de Bianca para 2026 são audaciosos: carimbar o passaporte para torneios internacionais e se tornar referência mundial.

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Das ruas para os ginásios: a filosofia e o debate na FIG
O parkour, prática que surgiu na França como um treinamento focado no deslocamento eficiente e superação de obstáculos (priorizando força, agilidade e controle mental), popularizou-se globalmente com a filosofia de envolver autoconfiança, controle do medo e superação de limites, usando o corpo e a mente.
Contudo, a trajetória da modalidade até aos ginásios, sob a tutela da Federação Internacional de Ginástica (FIG), não foi isenta de turbulências. Desde que a FIG incorporou a disciplina, em 2018, parte da comunidade de atletas manifestou resistência.
Em 2020, a própria vice-presidente da FIG, Nellie Kim, criticou a inclusão, argumentando que a modalidade — por sua origem urbana — estaria mais próxima do atletismo do que da ginástica. Paralelamente, a organização Parkour Earth questionou a legitimidade da FIG para gerir o esporte.
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Apesar das controvérsias, a Federação Internacional de Ginástica manteve o esporte, respaldada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), promovendo Mundiais e Copas do Mundo. No Brasil, a percepção também evoluiu. O técnico de Bianca, por exemplo, admite que, inicialmente, houve ceticismo, mas hoje enxerga o potencial da parceria.
- Se as competições forem bem organizadas e respeitarem a identidade do esporte, a institucionalização trará muito mais benefícios do que danos ao Parkour.
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