Preparador físico, nutricionista e fisiologista de Patrício Pitbull garante brasileiro "forte, potente e veloz" para revanche pelo cinturão do Bellator
Chikão Freitas detalhou o trabalho feito com Patrício para retomar o título dos penas em luta contra o campeão A.J. McKee

Os irmãos Patrício e Patricky Pitbull nunca tiveram problemas com a balança. Além disso, sempre demonstraram uma ótima condição física em suas lutas. Parte desse sucesso, além, é claro, da disciplina dos irmãos em manter o foco nos treinamentos e na dieta, pode ser atribuída a Francisco Freitas, o Chikão, fisiologista do exercício, preparador físico e nutricionista da equipe Pitbull Brothers. Trabalhando com os Pitbulls desde 2014, quando Patrício conquistou o seu primeiro cinturão no Bellator, Chikão Freitas passou a cuidar da maior parte da equipe no final de 2018 e, desde então, vem apresentando um trabalho de excelência com os atletas. Chikão terá mais uma vez o seu trabalho colocado a prova nesta sexta-feira (15), quando Patrício Pitbull tenta retomar o cinturão dos penas em uma revanche contra A.J. McKee.
"A preparação para essa luta é algo que adotei desde que assumi as funções de fisiologista do exercício, preparador físico e nutricionista da equipe, no final de 2018. A recomendação é que nenhum atleta pare de treinar por um tempo longo. Antigamente o atleta lutava e parava de treinar sem prazo determinado, o que levava o atleta praticamente à estaca zero. Hoje a gente não permite que isso aconteça aqui. A recomendação é que o tempo de "off" seja de no máximo 15 dias. A preparação do Patrício começou já no dia seguinte à derrota dele para o A.J. McKee. Então, a gente vem de uma longa base de recuperação de lesões, de aumento de força… Foram vários meses de preparação", disse Chikão, que detalhou como funciona esse método de treinamento.
"Esse método de treinamento é baseado no sistema olímpico, e tem como objetivo deixar o lutador com mais potência, mais força e velocidade. Por isso trabalhamos com ciclos. Terminou uma luta, já entramos em um novo ciclo. O objetivo é que a cada camp ele esteja mais forte. Se ele ganha mais força, ele tem mais potência e velocidade, já que potência é "força x velocidade". Na fase de base sempre trabalhamos a força pura, na fase pré-luta entramos na fase de potência e na fase de luta finalizamos o camp com um treino de velocidade. Com isso ele consegue manter os ganhos de força lá da base, consegue manter a potência e transfere isso para movimentos potentes, fortes e velozes", explicou.
Pelo fato de exercer as funções de preparador, fisiologista e nutricionista, Chikão consegue organizar e executar o planejamento para que Patrício chegue na ponta dos cascos em suas lutas. Além de detalhar como foi a preparação física do potiguar para essa luta, Chikão Freitas também esmiuçou o trabalho realizado na parte nutricional para que Patrício bata bem o peso e tenha uma recuperação ainda melhor para o duelo contra o americano A.J. McKee.
"Sempre fazemos um trabalho de corte de peso gradual e progressivo para que ele não perca performance. Esse trabalho é feito no dia a dia, controlando o peso do atleta diariamente. Hoje temos um peso limite que, quando o atleta passa, acende o sinal vermelho. Temos um teto quando os atletas estão na base e evitamos que eles subam muito de peso. Quando inicia o camp nós começamos o planejamento gradual. Com uma dieta equilibrada é feito um exame chamado de calorimetria, e esse exame verifica o metabolismo do atleta. Através desse exame a gente sabe quanto o atleta precisa comer para manter a performance. Ali começamos a oferecer a quantidade de calorias que ele precisa para manter e sem aumentar o peso", explicou Chikão, que falou como será o trabalho nesta semana para atingir os 65,7kg e sobre a recuperação pós-pesagem.
"Nesse camp ele teve uma ótima resposta. Essa semana ele já está abaixo dos 70kg. A minha previsão é que ele tenha que perder no máximo dois quilos no último dia. Acredito que esse será o melhor trabalho de corte de peso que ele já fez para uma luta. Vai perder o peso com uma tranquilidade enorme. E isso é muito bom, porque quanto menos agressivo for o corte de peso, menos interfere na performance do atleta. Depois de bater o peso, vem o processo de recuperação. A ideia é que ele volte para 72kg, 73kg. Não queremos que ele fique muito pesado para que ele não fique lento. Recuperação entre seis e oito quilos com qualidade. Bastante carboidrato, um pouco de proteína, para que ele tenha um processo fisiológico chamado de supercompensação de carboidratos, que faz com que aumente os estoques de energia", concluiu.

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