'Cada atleta é singular e isso precisa ser trabalhado nas redes sociais', explica especialista Marcelle Farias
Marcelle Farias, CEO da OOPA Agência de Comunicação e Marketing, falou a respeito da importância das redes sociais na autopromoção dos atletas e lutadores; confira

No mundo globalizado de hoje em dia, as redes sociais são cada vez mais presentes – e importantes – na vida das pessoas, e com os atletas não seria diferente. Para abordar melhor o tema dentro do universo das artes marciais, conversamos com Marcelle Farias, CEO da OOPA Agência de Comunicação e Marketing, que falou a respeito da importância das redes sociais na autopromoção dos lutadores e alguns pontos interessantes, entre eles, como ter uma equipe especializada por trás ajuda a focar no mais importante.
- É mais um tempo que o atleta vai garantir para focar no que importa: o seu desempenho esportivo. Mas além disso, o atleta deve e pode ser uma referência para as pessoas, afinal, ele é uma fonte de inspiração. É possível explorar o seu comprometimento, rotina de treinos, a forma como as pessoas que o cercam auxiliam na evolução pessoal e profissional, dividir informações sobre a sua modalidade. Os lutadores ainda possuem uma história de batalhas, vitórias e derrotas ao longo da estrada, e isso pode ser tornar importante para a audiência, uma vez que através da sua própria história é possível reforçar valores, motivando e cativando os fãs diariamente. Em resumo, considero o atleta uma grande referência e fonte de inspiração. O desejo de vencer, de fato, vai ser o conteúdo de maior valor para quem o acompanha. E é um trabalho que, bem feito, possibilita crescimento, chances de estreitar laços para novas parcerias e patrocínios - contou a especialista.
Na OOPA, Marcelle trabalha com o ex-campeão do UFC José Aldo, por exemplo, além de atuar com nomes como Ketlen Vieira – lutadora do UFC -, Michele Oliveira – faixa-preta de Jiu-Jitsu e atleta de MMA –, entre outros, caso da atleta Tandara Caixeta, do Vôlei, que está representando o Brasil nos Jogos Olímpicos.
- Trabalhar com o José Aldo é uma inspiração. Quem não gostaria de ter como motivação dentro da própria agência um atleta com uma história incrível de conquistas como ele? Nosso trabalho com o Aldo é muito tranquilo, pois além de excelente atleta, ele conseguiu entender a importância que o digital tem para a carreira dele e cada vez mais conseguimos fazer essa conexão com os fãs. Ao longo dos anos criamos uma relação de confiança e temos total liberdade pra trabalhar com ele, de forma que conseguimos explorar bem as ideias para poder sair do comum. Captamos a essência do Aldo e trabalhamos isso em todo o digital dele, com bons resultados - disse Marcelle, completando sobre como é gerenciar a rede social de um atleta.
- É um grande desafio, porque eles estão sempre muito focados em treinar, então precisamos ter um equilíbrio de forma que consigamos fazer isso sem atrapalhar a rotina do atleta. Com o tempo buscamos as melhores formas de produzir os conteúdos com eles de uma maneira que não comprometa o rendimento e a agenda de treinos. O objetivo é que seja sempre natural e humanizado, por isso contamos com a colaboração mútua entre o assessor e o assessorado. Através disso, é possível aproximar cada vez mais eles dos fãs, entregando conteúdos de qualidade, algo que eles não costumam ter tempo de produzir sozinhos - afirmou.
De acordo com Marcelle Farias, a "humanização desde o atendimento ao cliente até o relacionamento interno da equipe é a chave para bons resultados". Atualmente, a OOPA trabalha com atletas, influenciadores e artistas do segmento musical, sempre como foco total na experiência do cliente. Por fim, ela deu dicas para um atleta profissional, ainda sem conhecimento, começar a trabalhar suas redes sociais.
- O primeiro passo é encontrar uma agência em que ele confie e se sinta confortável. Sei que nem todos os atletas podem ter esse serviço, mas gosto de sinalizar que é possível achar bons conteúdos na internet que auxiliam a gerenciar melhor as redes, assim como criar as peças de comunicação. Sendo com uma agência ou não, o mais importante é ter alguém que o enxergue individualmente, e não como um número. Cada atleta é singular e tem o seu ponto de vista e estilo, e isso precisa ser trabalhado à altura e com muito cuidado. O atleta precisa se fazer presente – diariamente – e através do digital construir um relacionamento confiável com seu público. Precisa agregar valor à marca e ser interessante para manter seguidores em suas redes sociais, fazendo dela uma ferramenta poderosa de marketing - encerrou.

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